Brincando de Joe Silva: lutas a casar pós-UFC on Fox 4

Renato Rebelo | 05/08/2012 às 21:51

Como fico matutando confrontos imaginários após o término de cada UFC, resolvi assumir hoje o boné do matchmaker da empresa, Joe Silva, e compartilhar minha viagem.

O que vocês verão abaixo não são lutas do sonho, mas uma tentativa minha de fazer casamentos que beneficiem o evento e os atletas. Procurei usar a razão em detrimento da ‘’emoção’’, mas podem me pichar à vontade (risos).

Mike Swick x Matt Brown – Na análise de ontem, cheguei a dizer que faria sentido casar uma revanche entre Swick e Paulo Thiago. Obviamente, não levei em conta que o Caveira tem luta marcada para o UFC China em novembro. Como Dana White diz que ama Swick para todo mundo ouvir (até pelo fato do atleta ser um dos integrantes do TUF 1), o representante da AKA ainda não deve ser jogado aos leões – uma vez que vem de dois anos e meio de inércia. Aí me veio o nome de Matt Brown. Ele venceu suas últimas apresentações e não pode ser considerado o desafio mais difícil do mundo. O ‘’Ligeiro’’ x o ‘’Imortal’’: uma boa.

Joe Lauzon x Rafael dos Anjos – Apesar de alguns tropeços de ambos, Lauzon e Dos Anjos são dois dos atletas mais completos e cascudos dos leves. Além de características parecidas (bom muay thai e jiu-jítsu fino), tanto o americano quanto o brasileiro vêm de vitória e vivem momentos semelhantes. Lutaço que catapultaria um deles.

Rany Yahya x Hacran Dias – Duelo entre dois grapplers de grosso calibre. ‘’Barbabé’ mostrou um wrestling eficiente e domínio no solo em sua estreia no UFC, contra Yuri Marajó. Um confronto com o campeão do ADCC, que finalizou Josh Grispi ontem, traria berimbolos e movimentação plástica (acredito eu).

Jamie Varner x Anthony Njokuani– Com a adição de Varner, o UFC ganhou mais um bom ‘’striker’’entre os leves. Como trocação sempre agrada os fãs, casar o americano com o nigeriano, fera do muay thai, seria providencial. Nocaute à vista.

Ryan Bader x Cyrille Diabate – Como a renovação dos meio-pesados anda um tanto quanto lenta, não seria interessante casar um cara conhecido como Bader com um top 5 e, de repente, colocar sua carreira em cheque. Uma ‘’luta de recuperação’’ contra um trocador que não defende bem quedas e ainda vem de vitória poderia reerguer o americano. Se perder, o facão pode pintar.

Brandon Vera x Forrest Griffin – Achei um pouco exagerada a rasgação de ceda dos cartolas do UFC para a atuação de Vera ontem. O fato dele não ter perdido da forma esmagadora que todos imaginávamos não quer dizer que Vera pode chegar ao topo do peso – como ele sonha. Acho que o descendente de filipinos deve se juntar a Stephen Bonnar e Forrest Griffin no GP dos semi-aposentados para ter chances reais. Pena que Tito Ortiz já se foi e Rich Frankin desceu de peso. Vladimir Matyushenko e Krzysztof Soszynski são outros que também podem chegar junto.

Shogun x Gustafsson – Luta até um pouco óbvia para definir o desafiante número um dos meio-pesados logo assim que o vencedor de Jon Jones x Dan Henderson resolva sua vida com Lyoto Machida. O sueco, lesionado, tem pinta de estrela, mas precisa ser testado contra um top. Shogun é esse cara. Que Deus abençoe o preparador físico do curitibano…

Obs: segundo Dana White, Phil Davis e Wagner Caldeirão devem ser encaixados no UFC on FX 5, no dia cinco de outubro.

E vocês, o que acham?

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