Pontos altos do Bellator 105 e a desastrosa lesão de Tito

Lucas Lutkus | 26/10/2013 às 16:54

Após rodada inicial promissora, o Bellator 105 definiu a final do GP de pesos-leves.

Infelizmente, Ricardo Tirloni sucumbiu e não teremos um brasileiro nela.

Mas esse não é o único foco da nossa coluna hoje.

Também falaremos sobre o papelão de Tito Ortiz e da promoção de Bjorn Rebney para com os fãs.

Tá por fora?

Então confira os pontos altos da noite de ontem – dentro e fora do cercado arredondado:

RUSSOO Tigre e o desconhecido

Sagaz como olheiro, o Bellator garantiu a contratação do tenebroso – porém anônimo- Alexander Sarnavskiy quando este já ostentava 21 vitórias em 21 lutas. Na estreia, a derrota do russo para um veterano meio fora de forma (Rich Clementi) pôs em xeque o cartel turbinado. Cinco vitórias consecutivas depois – incluindo o furioso triângulo de ontem que arrancou três tapinhas de Ricardo Tirloni- o “Tigre” finalmente se aproxima do “title shot”. Seu oponente na final do GP será Will Brooks, que surgiu do nada e também está a poucos passos do paraíso. Desde que nocauteou Satoru Kitaoka, no Dream em 2012, “Ill Will” vem mantendo a consistência (quatro vitórias em cinco apresentações). Na final do GP, teremos duas histórias bem diferentes se cruzando de forma inesperada – coisa que só o MMA pode proporcionar. E aí, quem terá a oportunidade de (quase certamente) ser atropelado por Michael Chandler ou Eddie Alvarez?

BETAOEstranho no ninho?

Na RFT, equipe com tantos prodígios – como Júlio Cesar Morceguinho, Rafael Morcego, Luis Japa, entre outros- Luís Betão, de 31 anos, já foi visto como um estranho no ninho. Mas, definitivamente, não é. O veterano continua lutando em altíssimo nível e prova disso foi a vitória dominante sobre Frank Baca, ex-campeão do King Of The Cage. Após sentir um pouco o ritmo frenético do rival, Betão foi pro “in fight”, se embolou e mostrou a força da luta livre. Baca, então, cedeu os três tapinhas e a primeira vitória do carioca desde maio de 2012. Pra um cara com o apelido no aumentativo, nada melhor do que uma vitória maiúscula coroando seu retorno ao evento.

TITOKarma é uma piranha

Quando Tito Ortiz e Quinton Jackson foram anunciados como estrelas do primeiro pay-per-view do Bellator, muita gente, incluindo este que vos fala, torceu o nariz. O mesmo evento que promove tanto seus GPs e alardeia “verdadeiros campeões” – eleitos via “infalível” sistema meritocrático- apostou alto em renegados do UFC. Até aí, beleza, visto que outras duas disputas de cinturão e duas finais de GP completavam o card. Mas o que acontece quando se põe todos os ovos na mesma cesta e a luta principal – sem nenhuma relevância para o formato de torneio defendido com unhas e dentes por Rebney- cai? O evento, que não tinha vendido nem dois mil ingressos para um ginásio que suporta 12, perde uma bolada em promoção, cancela o pay-per-view e passa a ser totalmente gratuito na Spike TV. Preju monstro… Com mais uma lesão no pescoço, Tito Ortiz, que venceu apenas uma das últimas nove lutas, deixa Rampage e milhares (?) de fãs na mão. Ah, “karma is a bitch” foi a reação do contente Dana White ao infortúnio do desafeto.

Pra refletir: podemos comparar a lesão de Tito Ortiz que cancelou o primeiro PPV do Bellator com a derrota de Kimbo Slice, no EliteXC, ou com o doping de Josh Barnett no Affliction – fatais para o fim dos evento?

Lembrando que, por mais que a bilionária Viacom suporte o Bellator, prejuízos nunca são contabilizados com sorrisos…

Tags: ,