Sexto Round palpita: Lyoto Machida x Mark Muñoz

admin | 25/10/2013 às 19:15

Uma série de lesões manteve Mark Munõz afastado dos octógonos por mais de um ano.

Deprimido, a “Máquina de Destruição Filipina” procurou refúgio na geladeira e atingiu bizarros 117 quilos.

Com muita força de vontade, a pança foi enxugada e o pé bichado sarou.

No retorno triunfal, o líder da academia “The Reign” doutrinou o “Bárbaro” Tim Boetsch e agora, todo confiante, pretende frustar a estreia de Lyoto Machida no peso-médio.

Será que rola?

Vamos à analise da luta principal do UFC Fight Night 30 pelas das Mães Dinahs do Sexto Round:

 

FERNANDOFernando Cappelli

Há alguns anos o quebra-cabeça de resolução mais difícil do UFC, o estilo de Machida aos poucos foi dissolvido. Atualmente não é mais nada de outro mundo achar um antídoto para vencê-lo. Mas é algo bastante racional esperar que o carateca seja mortífero nos médios, onde terá a primeira empreitada em solo inglês. Com jogo baseado na antecipação de ações, busca intensa por ângulos, velocidade de contragolpes e movimentação evasiva, o brasileiro (ainda) tem histórico favorável contra adversários oriundos do wrestling. A expectativa recai em quais serão as principais novidades e nuances que o ‘Dragão versão light’ poderá apresentar. Muñoz é um wrestler de alto gabarito e um striker limitado. Seu ground and pound é visceral e explosivo ao extremo. O padrão baseado na força e nas bombas de direita podem ser um prato cheio para Machida destilar as marcas registradas que tanto gosta e que fizeram história no Ultimate. No papel, Machida leva vantagem por contar com defesas sólidas de quedas e pela capacidade de domar ações na longa distância, geralmente com fortes chutes médios e golpes de encontro, que gradativamente fazem os oponentes redobrar cuidados nos momentos de investidas mais brutas. Contra Rampage Jackson e Phil Davis, porém, o Dragão sentiu na carne o excesso de zêlo tático e mais frio do ‘golpe a golpe’ a que tanto prega, e teve de engolir derrotas por cair na margem interpretativa dos juízes. Acho que desta vez, não virá ao caso. Machida leva a melhor nos pontos.

 

RENATO_EDITRenato Rebelo

Partindo do principio que nem o gigantesco Phil Davis, quatro vezes all-american e dono de cartel com 116 vitórias e 14 derrotas no wrestling colegial americano, foi capaz sossegar o facho do Dragão no chão, dificilmente Mark Muñoz conseguirá. Portanto, admitindo que a esquisitíssima base de sumô de Lyoto Machida manterá a luta em pé, o cenário passa a ser bem favorável – ainda mais em cinco rounds de ação. Nesse setor, o gringo até gosta de pressionar, mas, à disposição, só possui mata-cobras e “dirty boxing”. Já o baiano, contragolpeador nato, traz debaixo do braço uma caixa de ferramentas Bosch. O “X” da questão, pra mim, será o fator “atitude”. Caso se sinta inferiorizado na trocação, Muñoz pode acabar adotando postura extraordinariamente cautelosa. E Lyoto, como sabemos, vira e mexe trava na hora de apertar o gatilho – principalmente contra adversários acuados. Por isso, não descarto um concurso de encaradas – mas creio que Muñoz, cedo ou tarde, pagará por avançar o sinal de forma imprudente. Lyoto, TKO no terceiro round.

E aí, rapaziada, concordam ou discordam?

Abraços.

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