Quatro motivos para não perder o UFC Fight Night 30

Renato Rebelo | 24/10/2013 às 22:32

Pouco mais de oito meses depois, o UFC volta ao velho continente para deleite dos fãs britânicos – que esgotaram os ingressos da Phones 4U Arena em poucas semanas.

É claro que a lesão do ídolo local (Michael Bisping) esfria os ânimos, mas a estreia do ex-campeão Lyoto Machida no peso-médio me parece um bom consolo.

Sem mais delongas, vamos a quatro motivos pelos quais vale levar aquela facada do Canal Combate neste sábado:

LYOTODragão magro

Inquilino no limbo dos meio-pesados desde que foi apagado por Jon Jones, Lyoto Machida resolveu procurar abrigo no receptivo peso-médio. A divisão, que passa por troca de guarda, parece lar perfeito pro careteca que mede distância como poucos e defende quedas lindamente. Mark Muñoz, seu amigo e primeiro desafio, terá que recorrer a mata-cobras caso o wrestling all-american seja repelido. Portanto, no papel, a eficiência nos contra-ataques fazem a balança pender para o lado do “Dragão” – que precisa bicar o estilo conservador nesse recomeço, caso não queria voltar à geladeira.

GUILLARDSanhaço leve

No peso-leve, Melvin Guillard coleciona recordes. São sete nocautes, 12 vitórias, 13 knockdowns e uma impressionante média de apenas 6m49s em ação por luta. Porém, a fase do Patolino americano não é das melhores. Nas últimas seis apresentações, ele foi doutrinado por quatro adversários que exploraram a ausência de jiu-jítsu em seu jogo. Mesmo assim, a mão dura e o estilo marrento garantem ao “Jovem Assassino” mais um co-evento principal. Do outro lado, o briguento Ross Pearson, que retornou à categoria até 70kg nocauteando George Sotiropoulos e Ryan Couture. Sentem cheiro de bônus no ar?

MANUWAArtilharia pesada

13 homens dividiram o cercadinho com Jimi Manuwa até hoje e nenhum deles escutou o gongo final. E não estamos falando apenas de bundas sujas. Cyrille Diabate, campeão mundial de muay thai, foi o último a miar com o peso da bigorna que o “Poster Boy” esconde no punho direito. Agora, o inglês/nigeriano precisa molestar o dançarino Ryan Jimmo – que também não é conhecido por bater fofo. “Big Deal” possui números mais modestos: das 18 vitórias, “apenas” sete foram por nocaute. Mais fácil eu sortear um Playstation 4 do que essa aqui terminar em decisão unânime.

LINEKERMosca poderosa

John Lineker é o único peso-mosca não chamado John Dodson capaz de deitar colegas com poucas bordoadas. O apelido, “Mão de Pedra”, explana o poder do homem que, em território hostil, buscará a quarta vitória consecutiva. A mosca na sopa (curtiram o trocadilho?) é o inglês Phil Harris, que conta com o incentivo da massa e anti-jogo deveras sacal. Conseguirá o paranaense se desvencilhar para garantir assento próximo aos três mosqueteiros (Dodson, Benavidez e Johnson)? A expectativa é boa…

Mais algum duelo lhes apetece, amigos?

Abraços.

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