De olho no vice: três pontos altos do Bellator 104

Lucas Lutkus | 19/10/2013 às 17:47

Com mais uma final de GP definida, chegamos ao final da edição de número 104 do Bellator.

Mesmo sem nenhum representante brasileiro na jaula circular, muito entretenimento na cidade de Cedar Rapida, Iowa.

Vamos aos três pontos altos da noite:

KENDALLOs renegados

Kendall Grove, Paul Bradley, Robert Emerson e Paul Sass tem uma coisa em comum: fracassaram no UFC e parecem ter se encontrado no Bellator. Em noite de estreia quádrupla, 100% de sucesso. Grove, ou “Da Spyder”, usou seus cabulosos 1,98m de altura para dominar Joe Vedepo em três rounds. Bradley, o “Gentleman”, passou pelo decadente francês Karl Amoussou e “Sassangle” e Emerson estalaram os pés de Rod Montoya e Jared Downing, respectivamente, ainda no R1. Tiramos a prova de que nem todo mundo que se cria no Ultimate?

 

GRAHAMAustraliano porradeiro

Engana-se quem bate o olho no tímido cartel de 9 vitórias e 5 derrotas de Peter Graham e taxa o peso-pesado de 38 anos de meia-bomba. Trocador de nível internacional, o “Aussie” chegou pela primeira vez à decisão dos juízes em duelo duríssimo contra o ex-desafiante ao cinturão Eric Prindle. Em pé, Grahan machucou o americano sistematicamente e não levou sustos. Sem perder desde julho de 2010, o céu parece ser o limite para o ex-“journeyman”.

 

RICKFinal definida

Para todos aqueles (como eu) que achavam que o polêmico War Machine iria achar uma jeito afivelar o cinturão dos meio-médios (ainda mais com Ben Askren fora do páreo), uma surpresa. E para aqueles (também como eu) que veem Rick Hawn com nível de top do UFC, outra confirmação. A segunda fase do GP até 77kg ficou marcada pelo alto nível – com Hawn dominando Brent Weedman para chegar à sua segunda final consecutiva e à sua sexta vitória em sete lutas e Ron Keslar, cria da American Kickboxing Academy, deixando o ex-Jonathan Koppenhaver apagado ainda no primeiro round com um apertadíssimo mata-leão. O judoca “Genghis” e Keslar lutam pelo cheque de 100 mil dólares no próximo dia 15. Keslar que me desculpe, mas aposto contra ele novamente (como fiz contra Sergio Junior e War Machine).

Semana que vem, temos as semifinais do GP de pesos-leves e Ricardo Tirloni encara o expert em sambo Alexander Sarnavskiy – vencedor de 24 das 25 lutas que fez na carreira.

Dá pra botar fé em presença brasileira na final?

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