Sexto Round palpita: Júnior Cigano x Cain Velásquez

admin | 18/10/2013 às 22:13

Neste sábado, no UFC 166Júnior Cigano e Cain Velásquez desempatarão o 1 a 1 dos desafios passados.

Agora, o descendente de mexicanos parece não esconder outra lesão no joelho e o brasileiro, por sua vez, contratou acompanhamento médico para evitar “overtraining”.

Com a dupla na ponta dos cascos, como será que termina essa aguardada trilogia?

Outro nocaute rápido? Mais 25 minutos de moeção de carne?

Vamos ao prognóstico das “Mães Dináhs” do Sexto Round:

 

FERNANDOFernando Cappelli

Cigano resolveu o primeiro combate em 64 segundos com um ‘mata-cobra’, golpe que não pode ser considerado um primor de técnica – mas configurou o fim avassalador que ficou grudado na memória dos fãs por algum tempo. No segundo duelo, foram cinco assaltos de puro masoquismo: Velásquez bateu e Cigano apanhou. O ‘tchicano’ mandou o adversário para baixo 11 vezes e o deixou todo deformado, ao melhor (ou pior) estilo Sloth (assistam Goonies!), e até agora foi o resultado mais bem arredondado, para não dizer mais convincente. Mesmo dominante ao extremo, Velásquez foi criticado na ocasião pela incapacidade de terminar o combate pela via rápida frente a um adversário totalmente entregue. Mas a punição maciça também foi a lição mais direta para o único homem que o havia nocauteado no octógono. Sem revoluções técnicas mirabolantes, a receita round a round de amassar e golpear novamente deve ser a tônica do campeão. Metade das esperanças depositadas em Cigano dependerão do quanto ele evoluiu nas defesas de quedas, reversões e escapes na luta agarrada. O catarinense terá de se esmerar para manter o controle da luta dentro da média distância, onde se sente mais confortável, para executar o boxe afiado de sempre, com destaque para o uso sólido dos jabs, uppercuts de direita e a guarda kamikaze, propositadamente baixa, para condicionar que os ataques adversários favoreçam contragolpes. O desafio tem tudo para ser o mais competitivo da trilogia. Inimigos íntimos, naturais e totalmente profissionais, ambos já conhecem dinâmicas, cacoetes e o sabor do punho alheio. Então dá para visualizar algum estudo até que o desenho da luta comece a se desenvolver pra valer. É realmente difícil apontar algum favorito mais franco aqui, mas acho que Velásquez vai manter o cinturão.

 

RENATO_EDITRenato Rebelo 

Velásquez possui irrefutável vantagem logística. Enquanto Cigano quer trocar socos a qualquer custo, o produto da AKA pode manter o brasileiro adivinhando. Na segunda luta, o receio de ser quedado forçou o catarinense a baixar a guarda – dando brecha para a mão Cain entrar e amolecer suas pernas. Esse cenário não muda no terceiro embate. Caso resolva se lançar ao mar de forma agressiva, Dos Santos corre risco de acabar em sinuca de costas pro chão. E aí, no jogo de derruba-levanta, o cardio alienígena do wrestler prevalece. O pupilo de Luis Dórea, dono das mãos mais violentas de todo o UFC, precisa manter o inimigo à distância – circulando pra direita (evitando a mão boa do americano), jabeando bastante, batendo no corpo investindo no “footwork”. Acontece que Velásquez é um tratorzinho e parte logo pro “infight”. O ritmo impresso no UFC 155 foi simplesmente brutal: 33 quedas tentadas e 339 golpes. Por isso, infelizmente, a segunda luta nos instrui mais sobre esse casamento do que a primeira. Prevejo uma batalha épica, mais competitiva, sanguinolenta e tensa, porém, com o mesmo resultado de dezembro de 2012: Velásquez por DU. 

E aí, rapaziada, concordam ou discordam?

Abraços.

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