Daniel Cormier x Roy Nelson: assina o cheque, careca!

Renato Rebelo | 16/10/2013 às 19:03

Sou capaz de apostar uma tira de couro das costas que Júnior Cigano e Cain Velásquez levam pra casa o prêmio de luta da noite no UFC 166.

Em caso de nocaute ou finalização no “main event”, Roy Nelson e Daniel Cormier pintam, pra mim, como favoritos à bufunfa supracitada.

Que tal, então, analisarmos, setor a setor, a aguardada colisão dos gordinhos?

Trocação

Roy Nelson vs Cheick Kongo

Até mais ver, Cheik!

Não há muito refino por aqui. Estamos falando de dois camaradas que não chutam nem por decreto e embalam pra lá de 110 quilos de massa corpórea em socos arreganhados (leia-se mata-cobras). “Big Country”, mais experiente e dono de maior envergadura (1,86m x 1,83m) leva certa vantagem no setor. Mas, não se enganem, aquele que acertar primeiro as terminações nervosas do coleguinha bota uma mão na taça. A diferença fica, basicamente, por conta do meio. Enquanto Nelson tentará agir na média/longa distância (lar pro suingão de direita), Cormier curte prensar contra a grade e fazer uso do bom e velho “dirty boxing”.

Meio-campo

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“Warmaster” passeando

Nelson até apresenta alta taxa de defesa de quedas (62%), mas, dessa vez, no outro corner estará um semifinalista olímpico (wrestling freestyle, 2004, categoria até 96kg) – que fez Josh Barnett de pano de chão em 2011. Caso seja essa a vontade do capitão da AKA, o ex-campeão da IFL dificilmente manterá os pés plantados no chão. Vale lembrar, também, que Stipe Miocic fez as baianas de Nelson parecerem telegrafadas e lentas. No sábado, então, é melhor nem tentar a sorte – porque o azar contra o medalhista no Mundial de 2007 é certo.

Chão

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Mir neutralizando Nelson

No papel, temos um antigo faixa-preta de Renzo Gracie contra um recém-graduado faixa-marrom. Disparidade grande, certo? Mais ou menos, mais ou menos. As chances de Nelson colocar Cormier de costas pro chão são, simplesmente, nulas (desconsiderando knockdowns e escorregões, claro). Portanto, toda a vantagem que o notório passador de guarda teria no setor vai, automaticamente, pro beleléu. Se cair por baixo, “Big Country” terá que lidar com a própria falta de mobilidade e com um camarada que manuseia seres humanos desde que deixou a maternidade. Raspagens, armlocks, triângulos e omoplatas enquanto a marreta desce? Mais fácil chover catupiry em Houston.

Colocando o dinheiro onde minha boca está, apostaria numa eletrizante decisão unânime a favor de DC – que, em seguida, migra cheio de pompa pro peso-meio-pesado.

De qualquer forma, jamais desconsideraria o mix durabilidade + experiência + potência que o querido cosplay de Papai Noel traz, vez sim, outra também, pra mesa.

Apenas boto mais pé no cara que sai na mão diariamente com o campeão da categoria.

Concordam ou veem o confere por outro prisma?

Abraços.

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