De olho no vice: três pontos altos do Bellator 103

Lucas Lutkus | 12/10/2013 às 15:48

Enquanto os brasileiros decepcionaram nas lutas principais do UFC em Barueri, a legião verde-amarela fez bonito ontem à noite na 103ª edição do segundo maior evento do planeta.

Como era de se esperar, Patrício Pitbull e Fabricio Guerreiro fizeram um duelo extremamente técnico no “main event” – enquanto Carlos Eduardo Cachorrão aplicou uma virada espetacular no card preliminar.

Vamos aos pontos principais do evento:

PATRICIOMais do mesmo

As 20 vitórias e apenas duas derrotas (ambas por decisão dividida) colocam, indubitavelmente, Patrício Freire como um dos melhores lutadores da história do Bellator. Aos 26 anos, o explosivo peso-pena garantiu sua ida à final do GP dominando, em três rounds, o duríssimo Fabrício Guerreiro – que, aos 23 anos, dá sinais que será gente grande no esporte. No papel, o rival da decisão, Justin Wilcox, conhecido por seu wrestling e por ter batido Rodrigo Damm e Vitor Shaolin, não pinta como grande ameaça – admitindo que o Pitbull mais feroz do planeta está em outro patamar.

 

CACHORRAOChegou a hora do reconhecimento?

Com 11 vitórias em 13 lutas – sendo que uma das derrotas para um tal de Jon JonesCarlos Eduardo Cachorrão já era reconhecido como um dos melhores meio-pesados do Brasil. Sua estreia no Bellator apenas corroborou a tese. O produto da Nova União até levou knockdown de Wayman Carter no começo, mas a experiência do carequinha e o jogo de chão falaram mais alto. “Big Dog” conseguiu manter a calma, virar a peleja e tirar à força os três tapinhas – com um justo mata-leão. A divisão que conta com King Mo, Rampage Jackson, Attila Vegh e Vladimir Matyushenko tá pegando fogo e será interessante ver até onde o brazuca pode chegar. Ficamos na torcida!

 

DAVIDA superioridade de Chandler

Com 11 lutas no evento, David Rickels é um verdadeiro carreirista do Bellator. O retrospecto é ótimo também: nove vitórias e apenas duas derrotas. Na noite passada, o “Homem Das Cavernas” dominou o duro JJ Ambrosepor três rounds antes do árbitro declarar TKO por conta de uma série de socos na boca do estômago. A vitória impressionante de Rickels serve, também, pra mostrar a disparidade técnica entre Michael Chandler e a rapa. Quando o norte-americano de 24 anos mediu forças com o campeão dos leves, em julho passado, apenas 44 segundos foram necessários para que ele estivesse estirado no chão. Apesar de ótimo lutador, o cover do Clay Guida tem que comer muito feijão com arroz par a ameaçar o trono de Chandler – que enfrenta Eddie Alvarez no Bellator 106. Nunca diga nunca, mas já adianto que o Blackzilian vai passar mal.

No Bellator 104 de sexta que vem, veremos as semifinais do GP de meio-médios.

Então, deixo a seguinte pergunta: quem tá melhor na fita, o judoca olímpico Rick Hawn, o completo Brent Weedman, polêmico ex-UFC War Machine ou ilustre desconhecido Ron Keslar?

Make your bets!

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