Flashback: as maiores brigas
pós-luta da história do MMA

Fernando Henriques | 15/09/2016 às 20:41

Se a luta entre Fabricio Werdum e Travis Browne não foi tão movimentada a ponto de ser lembrada no dia seguinte, a mini confusão que rolou depois dela, entre Werdum e o treinador de Browne, Edmond Tarverdyan, por mais simples que tenha sido, entrou para a história.

Não é sempre que temos “luta” depois da luta. No UFC então, para o bem do esporte, claro, é um expediente raríssimo.

Discussões, encaradas, xingamentos… Ok, acontece. Mas agressão propriamente dita lembro-me apenas desta e do soco que tirou Paul “Semtex” Daley do evento.

Mas Werdum não precisa se preocupar. O contexto de sua agressão é distinto e sua vaga no UFC está garantida.

 

Entre os fãs, houve quem o defendesse – ou pelo menos não condenasse – por Tarverdyan ter-lhe provocado durante toda a luta e ainda no fim, indo ao seu encontrao para reclamar de sei lá o que.

Na versão do brasileiro, o chute foi apenas um empurrão com os pés para manter a distância. O famoso “afasta”. Sei…

Para alguns outros fãs, Werdum fez muito bem. A simples figura do treinador, conhecido mala sem alça, já é a isenção necessária. “Ah, no Tarverdyan pode!”

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Para Daley, não houve perdão

Maldade à parte com um dos piores treinadores do UFC (o que não é motivo para tomar bica de peso-pesado), a situação toda não me trouxe mal-estar. Pelo contrário. Me fez lembrar de um tempo onde confusões em cima do ringue eram mais comuns e menos feias – soavam menos feias, pelo menos.

Apenas fruto de tensões normais entre adultos saudáveis e cheios de testosterona para vender. Claro, uma briga em pleno octógono ou ringue nunca é desejada, mas é algo que pode acontecer, sim, pois nem todo mundo tem sangue de barata ou toma chá com o mindinho levantado.

O chute de Werdum em Tarverdyan remonta um tempo onde desaforos não eram engolidos a seco e os lutadores, menos profissionais, porém mais apaixonados pelas bandeiras que defendiam (equipes, artes marciais), domavam menos seus ímpetos.

Não quero nada disso para a era atual, mas não tenho como ignorar que um fato isolado ou outro, como este do Werdum e alguns outros recentes que relembro abaixo, trazem verdade para a coisa toda e expõem os homens comuns, não heróis, deuses ou mitos, que ali estão. Passíveis de erros.

Pride, Strikeforce e WSOF

Foquemos nos grandes eventos, para não passar o dia todo falando de ilustres desconhecidos descontrolados. Os conhecidos descontrolados são mais interessantes.

Era profícuo no Pride subir no ringue para xingar e empurrar alguém, como fez Wanderlei Silva em Quinton Jackson, após ouvir da plateia que o americano queria lutar com ele. Para marcar seu território, Wanderlei não se fez de rogado, subiu no ringue e foi de encontro ao americano, querendo concretizar o desafio ali mesmo.

Um violento empurrão (mais para tapa no peito) foi o convite. Isto era o Pride.

Mas houve uma briga séria entre equipes em pleno ringue, mais marcante que todas as outras muitas confusões que aconteceram nos 10 anos de vida do Pride (inclusive brigas de bastidores – Cristiano Marcelo vs Charles Bennet – e confusões em hotéis).

Foi quando as equipes Hammer House, encabeçada por Mark Coleman, e Chute Boxe, comandada pelo mestre Rudimar Fedrigo, colidiram em cima do ringue no Pride 31.

coleman_shogunNa ocasião, o veterano Mark Coleman encarava o prodígio Maurício Shogun, que acabara de vencer o GP até 93kg do ano anterior, recheado de estrelas. Mas Shogun não teve a mesma sorte diante do americano.

Após alguns segundos de estudos e golpes no vazio, Coleman voou nas pernas do brasileiro, que tentou se desvencilhar e “correr” da queda. Velho de guerra, o americano continuou o movimento abraçando as pernas do brasileiro e derrubando-o de peito para o chão.

Ao cair, Shogun tentou apoiar o braço direito no tablado, num movimento reflexivo, e sofreu uma fratura no cotovelo.

Coleman, no ímpeto de ir para cima e terminar o combate, tentou acerta-lhe alguns socos, mas o juiz agiu muito bem e tirou o gigante de cima do brasileiro antes mesmo que algum golpe pegasse.

Adrenalizado, Coleman tentou se desvencilhar do juiz para bater em Shogun, que seguia deitado, mas controlou-se a tempo e nada fez.

Ainda assim, os bullys da Chute Boxe (eram isso, afinal) não gostaram de sua atitude e invadiram o ringue para tirar satisfação. Os membros da Hammer House (Phil Baroni e companhia) não ficaram para trás e o tempo fechou no Japão.

Não esqueço até hoje de uma marcante cena: após o empurra-empurra inicial, Wanderlei Silva, campeão do Pride, foi para cima de Coleman com tudo e acabou caído no chão, pisoteado pelo americano com muita vontade.

Em 2011, o mesmo Dan Henderson, que agora desafia Michael Bisping pelo cinturão até 84kg do UFC, desafiou Jake Shields, então campeão da mesma categoria no Strikeforce.

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Diaz mirando

A luta, realizado em 2010 em Nashville foi tranquila para o campeão, que dominou o veterano no grappling por cinco rounds.

O problema mesmo aconteceu depois, quando o fanfarrão Jason “Mayhen” Miller invadiu o octógono e interrompeu a entrevista pós-luta de Shields para pedir uma nova luta com ele (?!).

A transmissão ao vivo da gigante CBS não intimidou os esquentadinhos da Cesar Gracie MMA, que foram logo parando Miller com empurrões (Gilbert Melendez, o próprio Shields), até Nick Diaz entrar em ação e lançar o primeiro soco contra o invasor.

Daí em diante a coisa escalou e, apesar de ser apenas mais um dia comum na vida dos Irmãos Diaz, não ficou muito bem na televisão.

Talvez uma das brigas mais lastimáveis da era recente, ao vivo para milhões de pessoas que provavelmente estavam conhecendo o MMA naquela dia.

Na última e derradeira defesa de cinturão de Rousimar Toquino no WSOF, ele enfrentou o treteiro Jake Shields, da igualmente treteira Cesar Gracie MMA.

A luta foi equilibrado e terminou com uma belíssima kimura aplicada pelo brasileiro no americano. Porém, mais uma vez Toco segurou mais do que era preciso a finalização e, como troco, recebeu um soco no rosto. Veja o vídeo:

Para a sorte do brasileiro destruidor de ligamentos, Shields não tem lá uma mão pesado.

A mais barra pesada de todas

Estávamos em 1997, em pleno Tijuca Tênis Clube, tradicional meca da luta no Rio de Janeiro. De um lado, Renzo Gracie, neto de Carlos Gracie e filho de Robson Gracie, nobre representante do jiu-jitsu brasileiro e que à época já havia conquistado boas vitórias no modesto circuito internacional de então.

Do outro, Eugênio Tadeu, o mais aguerrido representante da luta livre, um peso pena natural que enfrentava qualquer um e entregava luta dura para todo mundo.

Eugênio era o número 2 na escala de respeito para qualquer praticante de luta livre da época e, por sua qualidade, foi “simonalizado” durante muitos anos por aqueles que organizam eventos de vale-tudo no Rio. Ele venceu o duro Renan Pitanguy, aluno do Carlson Gracie, em 1984, e só voltou a lutar com alguém de nome e um evento decente em 1991.

A luta que não acabou

A luta que não acabou

O palco para uma briga sem precedentes na história do esporte estava montado.

O Pentagon Combat foi patrocinado por um sheik dos Emirados Árabes e trouxe diversos atletas de nome: Murilo Bustamante, Oleg Taktarov, Sean Alvarez

Tudo transcorreu muito bem até a luta principal, entre Renzo e Eugênio. Distante de conseguir conter os ânimos das torcidas, a organização perdeu o controle do “show” logo no início da luta principal, quando torcedores de ambos os lados cercaram o octógono e impuseram pressão nos lutadores.

Dentro do “oito”, vimos o mais pesado Renzo Gracie atacar de modo explosivo, como de costume, partindo para cima, derrubando Eugênio e impondo seu jogo de solo. Porém, Eugênio defendia-se muito bem das tentativas de finalização, sobrevivia e voltava em pé. O rito acabou por cansar o Gracie, que após cinco minutos de luta morreu completamente.

Eugênio então começou a atacar e dominar a luta. Impôs uma queda ao Gracie e ficou de pé, na distância, soltando chutes em suas pernas. Renzo aparentava muito cansaço e não esboçava nenhuma reação, limitando-se a ficar deitado fazendo guarda.

Enquanto isto tudo ocorreu, fora do octógono os segundos, terceiros, quartos e quintos de ambos não pararam de se provocar e, aos poucos, a coisa foi esquentando até uma agressão acontecer, uma cadeira voar e uma briga generalizada estourar.

Após alguns pedidos de Sérgio Malandro (annoucer do evento) para que a briga parasse, a luz do local foi apagada e a coisa só piorou. Forças policiais foram chamadas e, com muito custo (o clube foi todo vandalizado), a confusão terminou já fora dos portões do Tijuca Tênis Clube, com os brigões se dispersando.

Uma lástima, principalmente para Eugênio, que estava prestes a consumar uma vitória histórica.

Bônus: Gilbert Yvel nocauteou o juiz!

Não foi em um grande evento, mas merece o lembrete por ter sido algo tão absurdo.

A personalidade explosiva do ótimo striker Gilbert Yvel já era conhecida, porém ninguém esperava que fosse sobrar para o juiz. Lutando contra Atte Backman no evento Fight Festival em 2004, na Finlândia, Yvel se recusou a obedecer às ordens do juiz que pedia o reinicio da luta no clinch.

Ele simplesmente recusava o clinch, empurrando o adversário, mas o árbitro pacientemente reconduzia ambos à posição, até que… boom! Um cruzado de esquerda certeiro o levou a lona, onde ainda recebeu um chute.

Renzo x Marquardt

Por fim, novamente Renzo Gracie, dessa vez coberto de razão. Se enfrentavam no Pancrase Hybrid 10 (2003) Ricardo “Cachorrão”, seu pupilo, e o americano Nate Marquardt – ex-desafiante do peso médio do UFC.

A certo tempo da luta, Cachorrão conseguiu uma guilhotina de dentro da sua guarda que fez o americano desistir do combate. Porém, quando soltou o golpe, o brasileiro (é sim, vai) recebeu um soco do derrotado Marquadt.

Mais rápido que um gato, Renzo invadiu o ringue tirando Marquadt de cima de Cachorrão com um chute merecido no rosto. Épico.

  • Renato Rebelo

    Uma mini treta: Nick Diaz com o pai do KJ Noons no Elite XC:

    https://www.youtube.com/watch?v=tlZhPJY2wo4

    • Não achei o pai dele, quem é?

      • Renato Rebelo

        É o coroa alto ao lado do Goldberg xingando o Nate! Obs: foi nesse exato momento em que surgiu o famoso “don’t be scared, homie” para o MMA = )

  • Leo Corrêa

    na parte do Renzo x Marquardt – “merecido”? como assim? o Cachorrão segurou a posição à la Toquinho style…

    • Marcio Lennon

      como assim seguro cara, assim q o marquardt bateu o almeida soltou, vc viu outro video so pode

    • Davi Souza

      Poisé, também vi essa segurada…

    • Então, Léo, eu não considedo aqueles milésimos uma segurada. Quando você encaixa um golpe justo ao ponto de fazer o adversário pedir para parar, ele é justo de verdade, ao ponto de não ser tão rápida sua soltura. Depende do golpe também, claro, mas o que podemos perceber — até mesmo com Toquinho — é que no ato do toque do juiz quem está pegando começa a afrouxar o golpe aos poucos até soltar de vez. Nesse caso, perceba que o Cachorrão já estende mais o tronco e olha para o outro lado quando o juiz para a luta e vai soltando o golpe… Não tem como largar de uma vez nesse caso.

      Sou do parecer que só o juiz deve terminar a luta, mas o atleta que finaliza pode sim ter bom senso e soltar um cara já apagado, por exemplo. Mas não era esse o caso e nem o do Toquinho contra o Shields, que foi a vez que segurou menos em minha opinião e foi mais severamente punido. Como grappler, gosto sempre de fazer esse parêntese. Não é moleza desfazer essas pressões absurdas não.

      • Fernando Pesce

        Fora que quando o Shamrock bateu pro Royce e depois quis continuar a luta era comum você ver lutadores tendo essa atitude nos anos 90.

        • No caso do Ryan foi vingança mesmo, rs. Ali rolou um contexto forte por causa da vitória do Oyama sobre o Renzo e da provocação entre ele o Ryan durante as promoções.

          • Fernando Pesce

            hahaha pois é… ainda deve ter em algum lugar da internê o Ryan falando “Shungo Oyama cê parace uma muilé”

    • Beto Magnun

      Ele tbm não deve considerar as dedadas no olho que o Browne deu no Mitrione e o chute no saco que Bodão deu no falecido Jimmo,
      Sério… O cara bate, o juiz vai lá forçar e ainda assim o Ricardo não solta. Pelo amor de Odin.

      • Nada a ver as dedadas e chutes no saco com esse história do Cachorrão…

  • Hyuriel Constantino

    Só o politicamente incorreto do Fernando Henriques pra redigir essa matéria. kkkkkkk…

    Quanto a Werdum, o melhor são os comentários gringos do chute que ele deu no Tarverdyan. Coisas tipo “Werdum é um deus entre formigas” ou “Werdum é foda. Somos Esparta” é de rachar o bico. xD

  • douglas karpinski

    ahuahuahuaa, da hora demais

  • Fernando Pesce

    Fernando Henriques reacendendo a rivalidade entre Luta Livre e Jiu-Jitsu com esse relato da luta Renzo X Eugênio Tadeu

    • Renato Rebelo

      O Fernando ainda sugeriu no texto um vídeo interessante do Eugênio no PVT – que acabei tirando na edição pq julguei mais relevante um vídeo da luta em si, mas vale a pena conferir:

      https://www.youtube.com/watch?v=9BilVAzaYmE

      • Fernando Pesce

        Orra que honra!! Uma resposta do Rebelo no meu singelo comentário! Pior que na hora que li fui ver esse vídeo.

        Mas é aquela história de cada um puxar a sardinha pro seu lado, o Renzo diz no documentário da carreira dele que o Tadeu estava coberto de óleo e mais escorregadio que um peixe.
        Fato é que a treta já estava encaminhada desde o princípio e com o apagar das luzes tudo acabou virando Fucksville como diria o Joe Rogan

        • Renato Rebelo

          Haha imagina, irmão, aqui estamos tds no msm barco. Sobre puxar sardinha, é verdade. Se você estiver mais inclinado pra um lado, a narrativa muda bastante nessa história = )

    • Não foi a ideia, até porque a Luta Livre hoje não tem condições de rivalizar com ninguém. Porém, como praticante da modalidade, não me furtaria a um relato menos bairrista para o lado do jiu-jitsu, como de costume.

      Exemplo: Mas é claro que foi alguém do JJ que apagou a luz, pois eram os organizadores do evento, mas ninguém sequer cogita insinuar isso. Sorte do Renzo, que acabaria vencido por TKO porque não conseguia nem levantar.

  • Luciano Dias

    Me Pareceu que o Renato Babalu ficou louco pra entrar deps que o Werdum deu um chute!

    • Renato Rebelo

      Bota louco nisso!

      • Marco antônio

        Retardado…

    • Se ele entra, aí teríamos um treta. O homem é o demônio encarnado. Aquele tipo de sujeito que você ao seu lado quando der merda.

  • Diego Haendel

    Sensacional, melhor que as tretas forjadas atuais.

  • Gustavo Lima

    Uma dúvida que perdura até hoje pra mim: O que o Mayhem fez pra ser espancado além de subir lá e pegar o mic? No momento em que a câmera corta não dá pra ver se ele levanta a mão pra alguém ou só o Diaz ja chega na ignorância mesmo…

    • Fiquei com essa curiosidade também, mas o corte não deixa ver. Talvez @renatosaraivarebelo:disqus saiba.

  • Mauricio

    Eugenio X Renzo, Década de 90, publico fazendo pressão, policia, briga, sem luva e Sergio Mallandro como Announcer (Único substituto possível para o BUffer)

    Henriques deveras moralizador no texto.. isso era a Libertadores da América de MMA! Por um UFC em La Paz ou na Colômbia com o choque protegendo os lutadores com escudo na hora do anuncio!

    • Vivi essa época. Imagina minha cara vendo McGregor e Nate Diaz atirarem garrafas d’água um no outro…

      • Mauricio

        Imagino! E vou alem, imagino quando vocÊ ouve a seguinte frase dos lutadores: “Eu vou arrancar a cabeça dele, e pegar esse cinturão que todos sabem que é meu!”

        • No Ocidente a tendência é essa mesmo. Precisamos de outros polos fortes para rivalizar.

    • Tiago Nicolau de Melo

      “único substituto possível para o Buffer” <3 <3 <3 Detonou!

    • Malk Suruhito

      Muitos não sabem, mas o Sergio sempre foi citado como um BB de primeira no BJJ!

      • Brown Belt?

        • Malk Suruhito

          Black Belt mesmo..

          • Ele é marrom. Kyra e ele confirmaram outro dia quando ele foi no Madrugada SportTV, durante as Olimpíadas.

      • Mauricio

        Sim, os Gracie Humaita… Bustamante, Belfort, Walid, Mallandro…
        Já ouvi que ele era bom mesmo

  • Tiago Andrade

    Legal esses artigos sobre a história do mma (vale-tudo). Podia ser uma série dentro do Sexto Round.

    • Mas já é quase isso. Os flashbacks não estão tão sumidos assim, vai.

  • Tiago Nicolau de Melo

    “… chá com o mindinho levantando.” LOLOLOL, aoihsuahsias (ps.: eu falo minguinho).
    Wand era muito sangnuzói, tá lôco!

    <3 Tretas <3

  • João Vitor Xavier

    Muito bom!

  • João Vitor Xavier
  • Carlos Montalvão

    Mas o do Werdum foi um empurrão mesmo, se fosse um frontalzão com toda força na cara do Tarverdyan ou um chute com vontade, além do cara ficar babando com convulsão no chão até hoje, o Werdum seria demitido. Além disso, o cara mereceu haha

  • Ridelson Medeiros

    – Eu geralmente só dou o click na matéria e as vezes nem olho quem escreveu, faço isso depois que termino (fora que sou cego), mas essa eu já sabia quem era o autor kkk. E na boa? Essas matérias que envolvem aquela época mais hardcore, embora tenha exemplos recentes, são as melhores: nos lembra de uma época mais brutal mas n menos divertida e ajuda a galera nova a conhecer certas paradas clássicas, estilo essa do Renzo x Eugenio.

  • Ridelson Medeiros

    – E antes que eu esqueça: matéria com Selin Diaz de qualidade.

  • Lero

    O soco do Shields no Toquinho foi o soco mais forte que o Jake já deu numa luta.

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