O que separa Demian Maia de outro “title shot”?

Renato Rebelo | 06/10/2013 às 21:40
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Demian apertando o pescoço de Rick “História de Terror”

Para garantir outro “title shot”, Demian Maia precisa despachar o duríssimo Jake Shields na próxima quarta-feira e torcer para Georges St-Pierre no UFC 167.

Caso o cosplay de Leônidas derrube o campeão com sua mãozinha amaldiçoada pelo cramulhão, a chance do paulista ser o primeiro brasileiro a afivelar o cinturão dos meio-médios até meados de 2014 desce pelo ralo por dois motivos:

1- Se Hendricks leva, GSP recebe a revanche imediata
2- A vitória de GSP inutiliza os dois homens na frente de Demian no ranking (Carlos Condit e Rory MacDonald). Um já foi derrotado e outro é companheiro de equipe

E mais: se “Bigg Rigg” obtiver êxito duas vezes (ou se GSP não fizer a revanche por algum motivo), o UFC certamente tentará capitalizar em cima de um velho enredo:

Fãs, temos um popular fenômeno de apenas 24 anos espumando para se vingar do homem que bateu a carteira do seu mentor.

Esse cenário, claro, pode ser evitado caso a mão de pilão de Robbie Lawler encontre o queixo de “Ares” em novembro (vale outra fezinha, Damião!).

UFC Fight Night 29

Engana-se quem pensa que a tarefa do brasileiro em Barueri é mamão com açúcar pelo fato de Shields, ex-campeão do Strikeforce, ser especialista em jiu-jítsu.

Por mais que o ex-desafiante dos médios seja superior no chão e o americano não tenha mão para nocauteá-lo, a disputa no meio-campo deve decidir a bagaça.

Quem vai botar o coleguinha de costas no chão?

Na teoria, o gringo vegetariano é melhor wrestler. Mas Jon Fitch também era.

Demian, desde que voltou a adotar a tática do “bumba meu boi”, vem transformando caras oriundos da luta olímpica – que odeiam andar pra trás- em vítimas de bullying (daí, o favoritismo).

Em suma, torço por berimbolos alucinante com altas inversões e tentativas de finalização mis – e rezo pra não testemunhar uma luta de kickboxing amador.

No primeiro caso, leva quem tiver mais habilidade e gás no tanque, no segundo, perde o público.

Quero mostrar que os melhores caras americanos podem bater os melhores caras do Brasil. Eu quero ir lá e tentar finalizá-lo. Eu gostaria de levá-lo para o chão e fazê-lo desistir – mandou o sonhador (ou seria estrategista?) amigo dos irmãos Diaz.

E aí, rapaziada, quem leva essa?

Abraços.

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