De olho no vice: três pontos altos do Bellator 99

Lucas Lutkus | 14/09/2013 às 05:46

Dia de Bellator tá virando sinônimo de: promessas virando prodígios, nocautaços, ex-UFCs buscando voltar ao estrelato e – não vamos negar – algumas lutas mal casadas.

A combinação de fatores funcionou para a edição 99 do evento que, com exceção do sacal Matyushenko x Alexander, deixou o telespectador satisfeito.

Vamos aos meus destaques da rodada:

GOITIGodzilla matador de leões

Nascido no Japão e radicado no Brasil, Goiti Yamauchi é portador de potencial assustador. Com apenas 20 anos, o peso-pena de quase 1,80m estreou no segundo maior evento de MMA do planeta raspando no omoplata e pegando as costas num piscar de olhos. Musa Toliver, o espectador em questão, bateu num justo mata-leão com um minuto de prosa. Não percam a conta. Agora, o garoto que jura de pés juntos ter recusado o UFC para assinar com o Bellator acumula 15 vitórias (13 por finalização).

 

VLADIMIRO monótono retorno do zelador

Se Dan Henderson x Vitor Belfort é um duelo de dinossauros que promete fogos de artifício, Vladimir Matyushenko x Houston Alexander serviu pra lembrar que nem sempre é boa ideia jogar quarentões (ou quase quarentões) na jaula. Com menos gás que a Família Rua quando o posto de gasolina de Murilo Ninja não funciona, os coroas já arfavam de guarda baixa no primeiro round. Acabou que o “Zelador” levou o “Assassino” na maciota e espremeu a decisão unânime. Antes do duelo, Matyushenko disse que venceria Ryan Bader (responsável por sua demissão do Ultimate) em “9 de 10 lutas”. Depois de ontem, há (muitas) controvérsias.

 

PATRICIOPitbull que não late, bate (e forte)

Na sexta-feira treze, o prêmio “monstrão da noite“ vai para o talentosíssimo Patrício Freire. O irmão Pitbull mais novo levou meros 80 segundos para dar boas vindas ao ex-Ultimate Diego Nunes. E tudo se resolveu logo na primeira investida do produto da X-Gym. O potiguar, com um potente e preciso contra-gancho de esquerda, mandou o compatriota, já babando, pra lona – façanha que nenhum dos 24 adversários anteriores do “The Gun” haviam realizado. Mais uma prova cabal que, fora do UFC, há pedras preciosas.

 

E aí, galera, palpites pra semifinal do GP dos penas entre Patricio e o também brazuca Fabrício Guerreiro?

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