No duelo-facão, Francisco Santos é favorito ao sofá

Renato Rebelo | 09/09/2013 às 23:36
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Primeira blitz de Barnett: fatura liquidada

No córner vermelho, um ex-campeão de meia-idade que vem rendendo menos que expediente de oito horas em repartição pública.

No córner azul, um gorila holandês que bate no peito com astúcia e ruge ferozmente – mas, assim como o primata mais famoso de Hollywood, despenca da torre no final do filme.

O vencedor encerra um amargo jejum de quase dois anos – enquanto o perdedor tem a sola da bota de Joe Silva tatuada no traseiro.

Qualquer semelhança entre a historinha supracitada com o hostil cenário que aguarda Francisco Santos Mir e Alistair Overeem no UFC 167 não é mera coincidência.

Afinal, a relação custo-benefício dos caríssimos pesos-pesados que, juntos, somam cinco derrotas consecutivas, já não é, nem de longe, tão atraente para o patrão.

Se eu perder para Frank Mir, tenho que encontrar outra coisa para fazer – disse o “Homem Demolição” ao site MMA Fighting.

E digo mais: pra mim, o faixa-preta de jiu-jítsu é favorito a passar 2014 explorando os recursos do aguardado Playstation 4.

Explico.

O manual para desmoralizar o comedor de carne de cavalo (escrito por Antônio Pezão, Maurício Shogun, Rogério Minotouro, Chuck Liddell, Travis Browne…) é bem claro logo no primeiro parágrafo:

Resistirás bravamente à tormenta inicial e desfrutarás, em seguida, da combinação pulmão de asmático + coração de codorna.

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“Happa” derrubando “The Reem”

E quem acompanhou Mir contra Junior Cigano, Josh Barnett, Shane Carwin, Brock Lesnar e até (pasmem!) Brandon Vera e Pé de Pano sabe que o rapaz entrega a rapadura assim que ela é requisitada.

Há, ainda, outro percalço: como botar o jiu-jítsu top de linha pra jogo?

Além do wrestling meia-bomba, vale lembrar que, do outro lado, estarão 130 quilos de massa muscular e força de maluco.

Em outras palavras, se não entrar o pombo sem asa que derrubou Cheik Kongo ou o joelhão espírita que apagou Mirko Cro Cop, as chances de Frank resistir à pressão do europeu, a meu ver, são deveras diminutas.

De qualquer forma, em novembro, testemunharemos o fim de uma era.

Será que o campeão do K-1 World GP se despede da série A de forma frustrante ou a chama da longa e frutífera carreira do descendente de cubanos se extingue?

Façam suas apostas.

Abraços.

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