Teria Overrem calçado as sandálias da humildade?

Renato Rebelo | 13/08/2013 às 17:43
antonio-big-foot-silva-knockout-alistair-overeem-ufc-156

Essa doeu até em Herb Dean

Poucos dias antes do UFC 153, lancei um textículo chamado “Overeem e a arrogância fatal contra Pezão” – sugerindo que a postura pra lá de rude do holandês poderia acabar lhe custando a luta.

Erro boa parte dos meus prognósticos por aqui, mas, nesse, orgulhosamente, matei a pau.

A mão de lancheira do brasileiro não só entregou um dos nocautes mais brutais do ano como trouxe a autoestima alienígena do grandalhão de volta ao planeta Terra.

Neste sábado, “The Reem” retorna ao octógono contra Travis Browne – pupilo de Greg Jackson, faixa-roxa de jiu-jítsu e dono de patada mais pesada que o apresentador titular do Video Show.

Imagino que não deva ser mole manter os pés genuinamente no chão com 1,95m, 130kg de massa muscular, uma legião de fãs e tantos “cadáveres” na conta.

Mas, pelo menos, o tom mudou radicalmente.

De:

Maior qualidade do Pezão? Sei lá. Ele é um cara grande e forte, mas não vai ser um problema. Sei o que faço com meus parceiros de treino e sei do que sou capaz, ele não vai ser um problema… Sou simplesmente melhor lutador que ele. Melhor em pé, melhor no wrestling, melhor no jiu-jítsu. Sou muito mais rápido, mais experiente e mais inteligente.

Para:

Nesse meio tempo, eu aprendi todas as lições que poderia ter. Levei algum tempo para pensar sobre tudo o que não estava certo. Eu fiz um campo de treinamentos por quatro meses e me sinto ótimo. Estou ansioso para lutar outra vez. O Browne é muito agressivo, vai pra matar… Certamente não posso subestimá-lo, mas acho que minha experiência será o diferencial.

Georges St-Pierre costuma dizer que o armlock de Matt Hughes no UFC 50 foi o grande responsável pelo campeão obcecado por perfeição que conhecemos.

Será, então, que a lição de humildade aplicada pelo professor paraibano pode levar Overeem ao topo da montanha?

Para correr atrás do prejuízo, um “camp” duplo – iniciado na Blackzilians e finalizado na renomada Mike’s Gym de Amsterdam, com Mike PassenierBadr Hari e outros monstros.

“Happa”, se quiser impedir tal façanha, precisará ter decorado o manual de instruções escrito por Pezão, Maurício Shogun, Ricardo Arona, Rogério Minotouro

Por mais que seja habilidoso em pé, contra o campeão do K1 World GP não tem jeito: serão de cinco a sete minutos de angústia e sofrimento.

Aí fica a pergunta que, pra mim, define esse duelo do UFC Fight Night 26: o quão grande é coração havaiano?

Abraços.

Tags: , ,