Personagem da semana: Weidman, o próximo da fila

admin | 28/07/2012 às 15:26

Weidman finalizando Muñoz

Chris Weidman é um lutador peculiar. Não tem a mesma verborragia de Chael Sonnen, não é tão agressivo quanto Michael Bisping, não é tão forte fisicamente quanto Hector Lombard, nem tem tanta fama e honras na carreira quanto Vitor Belfort.

Então por que ele se acha em condições de desafiar Anderson Silva pelo título dos médios do UFC? A resposta é simples: estratégia. Seu estilo de luta tem tudo para ser o que mais incomoda o brasileiro. Fortíssimo no jogo de chão, com boa envergadura e com estrutura física avantajada, o lutador de origem alemã e irlandesa tem uma espécie de pacote explosivo contra o maior lutador do mundo.

Espelhando-se no exemplo de Chael Sonnen, que mostrou uma pequena trilha que, talvez, leve ao caminho para derrotar Andderson, Weidman acredita que possa usar suas armas com sucesso contra o campeão.

Mas duas coisas ele não levou em conta: o aspecto psicológico e a agilidade. Psicologicamente, enfrentar Anderson Silva no UFC é uma das tarefas mais duras do mundo das lutas. Ter diante de si um mito, invicto na organização, dono de alguns dos mais expressivos recordes do esporte, e sua aura de invencibilidade, não é um trabalho para iniciantes.

Lutadores com muito mais estrada que Weidman – que o diga Dan Henderson – tentaram, e nenhum chegou perto de conseguir. A não ser Sonnen, aditivado por quase 17 vezes mais testosterona que um ser humano normal. Ter do outro lado o homem tido por Dana White como o maior de todos os tempos é um obstáculo difícil de se imaginar transpor.

Aliado a isso, há a agilidade de Anderson, que vai contra justamente o ponto fraco de Weidman. O americano é um excelente lutador, mas é lento. Contra Anderson, isso é um pecado mortal.

Por esses dois motivos, acredito que Weidman não tenha chance de vencer o brasileiro, caso venham a se enfrentar. Um bom teste para ele seria Vitor Belfort. Se passasse, teria credenciais suficientes para pedir uma chance.

A vitória contra Mark Muñoz lhe deu visibilidade. Agora, falta um resultado incontestável no octógono. e vencer Vitor no Brasil seria a peça que falta a Weidman para que o quebra-cabeça do adversário de Anderson seja, enfim, revelado.