Flashback: UFC 100 x
UFC 200, qual é o maior?

Fernando Henriques | 02/07/2016 às 15:17

Tarefa inglória, caros e caras, coube a este humilde colunista: confrontar, no papel, os cards, a expectativa e a comoção gerada pelos dois maiores eventos da história do UFC, um já posto, o outro ainda por vir.

De antemão, é importante posicionar que o UFC 100, com Brock Lesnar no main event e Georges St. Pierre no co-main, realizado em 2009, é ainda o maior pay-per-view da história da marca. Atingiu o incrível patamar de 1,6 milhão de pacotes vendidos.

method=get&s=1789983C-1D09-6BFC-E51F8D7281ADA72FTal teto é, sem dúvida, alcançável pelo também estrelado UFC 200. Ora, com três disputas de cinturão e o maior vendedor de PPV do MMA, a chance é real.

Ou você não se excitou quando o mesmo Lesnar, que capitaneou a venda anterior, foi anunciado?

Pouca gente poderia imaginar esse retorno, que veio com cara de algo repentino, mas certamente já era estudado por lutador e UFC há algum tempo.

Uma banana para o chato do Conor McGregor e para a maluquinha da Ronda Rousey.

Palmas para Dana White, que salvou comercialmente o emblemático show de número 200.

Mas, observem, no UFC 100, Lesnar foi ajudado pelo atleta mais popular do Canadá e também pelo desfecho da rixa criada no TUF: UK vs. EUA, entre os coachs Michael Bisping e Dan Henderson, dois lutadores com público cativo (britânico e old school).

Temos força apoiadora parecida no UFC 200? É difícil avaliar, mas o exército de ex-campeões escalados garante que grande esforço foi empenhado para que recordes sejam quebrados.

Não havia reparado?

Se no UFC 100 tínhamos os ex-campeões do peso-pesado Mark Coleman e Frank Mir figurando no card, além dos campeões Brock Lesnar e Georges St. Pierre defendendo seus cinturões, no 200 teremos mais de meia dúzia deles.

Jon Jones, José Aldo, Frankie Edgar, Brock Lesnar, Cain Velasquez, Johny Hendricks e T.J. Dillashaw… Em que outro card se veria essa turma junta? Fora os dois campeões lineares (Daniel Cormier e Miesh Tate) que fazem defesas, claro.

A última vitória do "Martelo"

A última vitória do “Martelo”

Está uma coisa de louco esse UFC 200, amigos. T.J. Dillashaw no undercard! No 100, já me surpreendeu ver Mark Coleman em uma luta estranha contra Stephan Bonnar nas preliminares – no fim, o combate se provou até uma luta legal, com vitória do veterano deveras comemorada por este que vos escreve.

Coleman estava decadente, fazendo apenas uma grana no UFC antes de se aposentar, mas tinha nome e ficou ali, abrindo alas. No 200, dois ex-campeões recentes, Hendricks e Dillashaw, abrem alas para outros sete campeões/ex-campeões.

Mas nada disso garante a quebra do recorde de vendas. O público médio, necessário para alcançar a marca, não liga muito para a quantidade de ex-campeões listados, o que sem dúvida garantirá nível técnico elevado.

Este perfil de fã tem seu mecanismo de interesse ativado por outros fatores, de forma que, para mim, é ainda incerto se o recorde anterior realmente cai.

Para lembrarmos a força da centésima edição, basta dizer que foi há seis anos e muita coisa boa foi feita desde então, porém apenas o UFC 194 chegou “perto” da marca conquistada em 2009, cravando 1,2 milhão de PPVs vendidos ano passado.

Card x Card

Captura de Tela 2016-07-02 às 14.36.16

Poster do 200

Acho que já ficou bastante evidente que o UFC 200 tem um card melhor no papel – o que, claro, não garante lutas melhores.

A força do UFC 100, que dificilmente será batida, vem das suas três últimas lutas, que foram realmente muito boas. E no caso das vitórias de Brock Lesnar e Dan Henderson, com desfechos épicos.

Já em 2009, Dan Henderson era tirado como velho para o esporte pelo bom provocador Michael Bisping, que se apoiou em sua idade para fazer troça com o veterano no TUF e onde mais pôde. A luta era uma das mais esperadas do evento por mim, pois via Hendo ainda em boas condições e um lutador melhor que o inglês.

Não deu outra. Na hora do “vamos ver”, foi o veterano que riu por último, aplicando um dos nocautes mais espetaculares do esporte (reveja a cena e note a cabeça de Bisping quase sendo removida do corpo). O segundo golpe, chamado popularmente de “confere”, aplicado instintivamente na maioria das vezes, desta vez veio com requintes de crueldade.

GSP neutralizou o Pitbull

GSP neutralizou o Pitbull

Já o co-main event trouxe uma potencial ameaça para o reinado de Georges St. Pierre, que infelizmente não se concretizou. Olhando para a luta hoje, não é possível entender como este contexto se formou, tal foi o domínio do canadense. Mas em 2009, Thiago “Pitbull” era o nome certo para vencer GSP, pois havia limpado a categoria com um combo perfeito de boas defesa de quedas e striking agressivo.

O brasileiro havia superado na sequência Karo Parysian, Matt Hughes e Josh Koscheck, todos ótimos grapplers com jogo de quedas afiado. Mas GSP era um animal diferente e desde então isto ficou ainda mais evidente.

Por fim, a cereja do bolo: a esperada revanche de Brock Lesnar contra Frank Mir, que o havia finalizado (leglock) em sua estreia no UFC, quando ainda era muito cru no chão.

A presença de Lesnar, com seu biótipo de urso polar, é tão impactante que mesmo lutando MMA pela segunda vez quando enfrentou Mir no UFC 81, sua derrota surpreendeu. Considerada uma feito para o ex-campeão.

Com este respaldo, para promover a revanche, Mir falou aos quatro cantos sobre a incrível vitória na primeira luta, sobre como Lesnar era péssimo no chão e tudo mais.

Mir pós-Lesnar 2

Mir pós-Lesnar 2

O campeão da WWE, por sua vez, reagiu à empáfia de seu algoz da melhor maneira: treinando. No segundo encontro, por cima do americano que é grappler top 3 na história do peso-pesado, não o deixou se mexer (nenhum exagero aqui, revejam a luta) e impôs-lhe uma surra de dar vergonha. O rosto de Frank Mir ficou algo mais horrível do que um animal atropelado.

Foi uma das revanches mais bem sucedidas da história.

São por estas três batalhas memoráveis que o UFC 100 é lembrado. A tarefa do staff principal do UFC 200 é ingrata, portanto. Superar estes desfechos, amigo, é difícil.

Mas nada é impossível. Se comparamos o undercard do UFC 100 com o do UFC 200, a coisa fica feia para o irmão mais velho. Quem se lembra quem são Shannon Gugerty e Matt Grice, que abriram o evento?

Já o 200, que como já falei, tem cara de Pride, já inicia a noite com o pé na porta: a promessa Sage Northcutt abre o show – guardadas as devidas críticas, acho que é ponto pacífico que o garoto é interessante.

Na sequência, com Cat Zingano x Juliana Penã, Takanori Gomi x Jim Miller (que também lutou no 100) e Joe Lauzon x Diego Sanchez, a “surra” fica maior.

Interessante lembrar, porém, que o 100 trouxe Jon Jones no undercard, fazendo sua terceira luta no UFC.

O maior de todos

Jones no undercard do 100...

Jones: do undercard do 100…

Sobre Jon Jones, tenho um ponto interessante. Muita gente talvez nem lembre, dada a extensão de seu reinado entre os meio-pesados, mas esta era a categoria de ouro do MMA há cinco anos.

Era entre os meio-pesados que víamos as lutas mais equilibradas, os trocadores mais viscerais e os lutadores mais completos. Uma categoria dura, considerada boa por trazer lutadores com pegada de peso-pesado, porém mais velozes, o que agrega dinamismo a luta sem retirar-lhe o perigo eminente de término a qualquer momento.

Jon Jones, novinho ainda (23), acabou com tudo isso. Chegou de sopetão numa luta de cinturão, venceu e não perdeu nunca mais, mesmo enfrentando aquilo que antes dele era a nata da categoria.

... Para prato principal do 200

… Para prato principal do 200

Não há campeão longevo que tenha enfrentado mais pedreiras. Quer dizer, tirando o médio Chael Sonnen, Jones superou sempre animais diferenciados, que diante dele viraram espécimes comuns.

Seu domínio é tão grande, que para muita gente não fica claro o tamanho de seus feitos. Considerar Anderson Silva e até Fedor Emilianenko como melhores de todos os tempos, tendo Jon Jones feito o que fez e como fez, invicto (aquele derrota pro Matt Hamill não conta), é meio absurdo para mim.

No meu entender, considerando resultados, que é o conta, afinal, apenas GSP tem condições de rivalizar com Jon Jones se o assunto é quem foi o melhor lutador de MMA de todos os tempos.

Se vencer Daniel Cormier novamente, que em sua ausência se provou realmente o segundo melhor da categoria, derrotado apenas por Jones, este carimbo de melhor lutador desde sempre fica ainda mais evidente.

Brock Lesnar

Captura de Tela 2016-07-02 às 14.53.00O “Gigante Albino” é um capítulo a parte na história dos maiores eventos já produzidos pelo UFC, sendo o ponto comum entre eles.

Ao contrário de Jon Jones e Jim Miller, os outros únicos lutadores que terão a honra de ter estado no 100 e no 200, Lesnar segue no card principal, como uma das maiores atrações do show.

Se vencer Mark Hunt, que hoje é um lutador relevante no peso, terá um desfecho muito mais bonito e honrado para sua carreira, que apesar de breve foi das mais impactantes.

Pela coragem de voltar sob estas circunstâncias adversas – contra adversário perigoso depois de cinco anos parado –, Lesnar comprova de uma vez a grandeza de seu espírito de lutador.

  • Felipe Lemes

    UFC 100,
    o evento que fez Paulo Thiago ser Main Event =)

    – foi legal ver o Bruce Buffer pedindo para os espectadores não irem embora pois ainda tinha mais uma luta para ocorrer, depois do Brock Lesnar kkkk

    • Me conta essa história que não tô lembrado.

      • Felipe Lemes

        teve um atraso, que não me lembro o motivo, que acabou jogando a luta do Paulo Thiago depois do Main Event…ficou meio engraçado..
        acho q só da pra ver o Bruce Buffer falando isso no evento na íntegra..

      • Felipe Lemes

        http://www.sherdog.com/events/UFC-100-Lesnar-vs-Mir-2-9568

        no card do Sherdog mostra isso, e também no pbp

        • Hyuriel Constantino

          kkkkkk… Que várzea da porra… Fitch como Main-Event do UFC 100 por causa de atraso. kkkkkkkk

          • Felipe Lemes

            até hoje não vi nenhuma fonte ou informação que disse o motivo certo pelo atraso da luta acontecer, e ser obrigado a ser ocorrida depois..acredito que deve ser problemas intestinais de um dos dois na hora de entrar no cage kkkkkkkk, se alguem souber de fato o que rolou..queria saber

  • Sexto Empírico

    Técnica e esportivamente, o 200 é bem superior ao 100. Até porque o UFC, desde então, evoluiu e está melhor estabelecido hoje, contando com mais e melhores atletas. Mas não tem o mesmo apelo carisma do Card número 100. Basta lembrar que aquele contava, na época, com as suas maiores estrelas midiáticas, Lesnar e GSP. Neste, o 200, não. Ou há alguém hoje mais carismático e que venda mais ingessos que a dupla Conor/Ronda?

    • Seu primeiro parágrafo resume o que quis transmitir no na primeira parte do texto.

    • magnuseverest

      Ronda e Holm era a luta para esse UFC 200,mas Ronda ficou deprê,já o Conor perdeu o reinado com aquela derrota para Nate.

  • Felipe Lemes

    Jon Jones estava no UFC 100. Agora, quem lembra? kkkk

  • Francisco Júnior

    Para mim, o card do UFC 200 é o melhor de todos os tempos, em termos de quantidade de lutas que quero muito ver. No “antes”, ele está excelente. Espero que o “durante” não nos decepcione.

  • KRS Porlaneff

    Olha, sendo um pouco semeador da discórdia, mas acho que o UFC 166 foi o melhor card feito pelo UFC até hoje.
    Mas entre 100 e 200, fico com a nostalgia do 100.

  • Renan Oliveira

    Cheirinho de zebra na luta principal

    • Felipe Lemes

      ja mandei esse no confere..By KO

      • Renan Oliveira

        Também selecionei Cormier

    • Matheus V.

      Rapaz, vou de zebbra tbm, tô apostando em TKO para o Cormier via uppers. #rumoaopodcast

      • Renan Oliveira

        Eu selecionei Cormier por decisão, mas tô pensando seriamente em mudar o método pra nocaute.

        • Felipe Lemes

          Decisão nao vai dar..
          o DC só vejo vencendo por TKO, acertando um golpe na curta distancia e finalizando no GnP

          • Renan Oliveira

            Acho que o Cormier pode levar na decisão sim.

          • Felipe Lemes

            sei lá..o JaoJao, quando começa a apertar, ele começa a fazer jogo sujo para manter distância..chutes frontais o joelho, mãos esticadas com dedos abertos…dificil lutar quando ele quer manter distância..são 5 rounds, complicado o DC manter imposição durante todo tempo..mais provavel pra mim é um TKO…

          • Renan Oliveira

            De qualquer forma tomara que dê DC

          • Então foram vocês que empurraram a barrinha dele no Confere mais para o centro. Danadinhos.

          • Renan Oliveira

            Vamos aumentar a barrinha do Cormier #AndStill

      • Francisco Júnior

        Só não esqueça que Jones tem queixo duro. Levou muitas pancadas de Cormier, Glover e Gustafsson, mas aguentou firme.

        • Matheus V.

          Por isso considero o Cormier bem zebra mesmo. Ainda assim não há queixo que resista a um soco bem dado.

        • KRS Porlaneff

          E do Rampage também. Metade da LHW e alguns HWs cairiam já naqueles 3 socos que o Jones tomou andando agachado logo no primeiro round.

  • Hyuriel Constantino

    Uma coisa muito curiosa é que, apesar do card ter começado uma baita de uma diarreia com aquela história da revanche do McGregor contra Diaz ao invés de dá-la pro Aldo, depois a forma como ele se construiu só me fez sentido na propaganda do mesmo. Nunca tantos campeões, ex-campeões de elite foram unidos num card só.
    O card poderia ter sido melhor, como já foi proposto em alguns matchmaking realizados aqui no fórum, mas seu significado já o torna deveras interessante.

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Pra ser “menos pior” a luta devia ser nos leves, pois tudo indica que o McGregor iria subir, aí poderia até garantir um TS ou uma luta com o Khabib. McGregor nos meio-médios é sacanagem.

      • Se fosse nos leves fazia até algum sentido. O campeão de baixo lutando com um top da divisão.

  • Emanuel

    Ainda bem q tem lutas interessantes e o Brock. Mas fica a sensação de quero mais:
    McGregor x Aldo
    Lawler x GSP
    Honda x Holm

  • Marco antônio

    Boa analise Fernando Henriques,respondeu minha pergunta que mandei pro “Jornaleiro Responde” em grande estilo.Renato já havia adiantado que possivelmente você viria com esse comparativo no Flashback. Ps; Eu lembro de Shannon Gugerty vs Matt Grice (mais do segundo) hahaha. Não sei se é se no 300 vou lembrar de Sage Northcout,sinseramenti,não boto fé no “piá”.

    • A sua pergunta foi um dos motivadores para o texto. E sobre o Sage, acho que nos lembraremos dele seja pelo bem ou pelo mal, como me lembro do Ken Kaneko, do Pride, um ator japonês que foi importado para o MMA e treinou até na Chute Boxe, mas não conseguiu emplacar.

      Como vimos contra o Warlley, seu algoz não é bobo não. Depois que o Barberena venceu o Warlley, voltei a dar algum crédito pro moleque. Pelo menos em pé ele tem valor.

      • Marco antônio

        Poiseh,o barbarena mostrou ter um valor na vitória contra o Warlei,mas a hora que o Sage bateu naquela transição pra um katagatame,só com um ombrinho do Barbarena no pescoço pra encomodar,Sage não mostrou valor. Ta certo,o muleke é novo,mas pra mim não vai longe.

  • Mateus Elias

    Ótimo Texto! Bem lembrado da “época de ouro dos meio pesados”

  • Thiago Eugenio

    Acredito que o 200 tem, no papel, condições até melhores que o 100 para atrair os fãs e o público médio. Disputas de cinturão em categorias relevantes (nem tanto a dos penas), desafios para ex-campeões em busca de redenção (Aldo, Hendricks, Dillashaw e Velasquez), Ronda Eliminator e… Brock Lesnar! A cereja no bolo, o featurete que te faz comprar aquele DVD duplo quando o simples é bem mais barato.

    Para mim a questão é: o UFC 200 vai entregar grandes lutas como o 100? 🙂

  • Fernando Batista Lima

    Grice é o cara que teve um problema e perdeu parte do crânio?

  • Vitor Oliveira

    Cara, Anderson Silva bateu 3 Hall da fama em sua carreira, sendo que um dele foi subindo de categoria e dominando. Possui diversos recordes, além de quase sempre terminar a luta antes dos 5 rounds (Leites e Maia foram lutas sem perigo pra ele), sem contar highlights melhores, e ter o nocaute considerado maior da historia do UFC. Jones só bateu um até agora, e mesmo tendo enfileirado grandes lutadores, grande parte de suas lutas foram por decisão, além de terminar antes com Shogun e Machida que já provaram não serem tão bons assim.

    • Shogun e Machida não tão bons assim?!! Se você for por este caminho, verá que o cartel do Anderson é mais beeeem mais fraco.

      • Vitor Oliveira

        É como eu disse, Anderson destruiu 3 hall of fame, sendo dois deles (Griffin e Bonnar) na categoria de cima. E sim, tanto Lyoto quando Shogun não fazem barulho desde 2010, sendo inclusive dominados por lutadores como Romero, Hendo, Rockhold e OSP… Acredito que se na época deles houvessem os nomes que tem hoje no Meio-Pesado, eles nunca teriam sido campeões

        • Você exalta a vitória sobre dois hall of fame que possuem o posto por gratidão comercial da empresa, por uma luta empolgante em específico, e não por suas carreiras como um todo, e tenta desmerecer grandes nomes da história do meio-pesado como Shogun e Lyoto? Valha-me Deus, um pouco de coerência não faz mal.

          Se Shogun é “fraco”, Bonnar seria o quê?

          Fora a falta de verdade em aludir que Dan Henderson e OSP dominaram Shogun.

          Já Romero e Rockhold sim, dominaram um Lyoto já combalido pelo tempo e talvez consigam o mesmo com um AS com o mesmo status.

          • FabioH

            Detalhe, Bonnar semi-aposentado.

          • Pois é.

          • Vitor Oliveira

            Stephen Bonnar pode até ser questionado como Hall Of Fame, porém Forrest Griffin jamais, venceu grandes nomes como Rampage, Rich Franklin, Tito (2) e até o próprio Shogun, mesmo tendo sido derrotado pelo samurai na revanche. Porém você ignora completamente o fato que Silva subiu de categoria e dominou ambos, o que é algo realmente considerável.

            E embora Shogun e Lyoto sejam sim grandes lutadores, é fato que enfrentaram um meio-pesado sem nomes como Rumble, Gustafsson, Glover e DC. Conquistaram o cinturão perdendo rapidamente em lutas onde foram sim dominados, e desde entao (2010) nunca mais fizeram barulho no Meio-Pesado e nem mesmo descendo, no caso do Lyoto.

            OSP nocauteou Shogun no primeiro round….

            Enfim, não estou afirmando que Silva é ou não maior que Jones, só dizendo que há controvérsias, e uma discussão bem complexa.

          • O mesmo Bonnar citado neste texto por ter sido derrotado no UFC 100, antes de lutar com o Spider, pelo vovô Mark Coleman.

  • wanderson

    Bom texto FERNANDO HENRIQUES mas discordo com você, não é absurdo considerar Fedor(invicto 10 anos na categoria peso pesado e que enfrentou só pedreira) e Anderson (com praticamente 7 anos invicto no ufc) pois quando fazemos esse tipo de analise temos que perceber que resultados são cruciais mas não só eles , as atuações contra os adversários ,suas performances também devem ser levadas em consideração e no meu ver fedor teve atuações muito boas contra adversários muito duros ao longo de 10 anos de invencibilidade e na categoria mais dificil(entrou um balaço ja era) e quanto ao Anderson ,ele apesar de não ter enfrentado tantos grandes oponentes, ele a maioria das vezes dava show contra seus adversários , tendo algumas performances épicas e é por isso que não considero absurdo considera-los os maiores de todos tempos

    • Fedor e Anderson são ótimos e estão entre os maiores de todos os tempos, sem dúvidas, mas Jon Jones e GSP no meu humilde entender foram mais dominantes e por isso possuem cartéis e legados melhores.

      Jones é invicto só lutando contra a nata e GSP venceu as revanches das derrotas que teve. Enquanto Fedor é o cara que perdeu para um cara com carcaça de duas categorias abaixo e Anderson coleciona derrotas. Eu não posso colocar o brasileiro, com sete derrotas nas costas, ainda que todas em contextos compreensíveis, como melhor da História, se eu tenho um cara que pegou lutadores até mais duros e nunca perdeu.

      Como Jones é novo, isto pode vir a mudar. Mas hoje, como falei no texto, é até absurdo não achar ele o melhor que já lutou.

      • wanderson

        Olha até concordo com você Fernando que o jones é o maior de todos os tempos agora o que eu disse foi que ha argumentos plausíveis para se chegar a conclusão que o Anderson ou fedor ocupam o posto de maior de todos os tempos,argumentos que ja disse anteriormente, ja no caso do GSP não vejo como ele poderia ser o maior ja que apesar de ele ter um jogo extramente eficaz,ter conseguido vitorias nas revanches,ótimo cartel,ser tático,ter dominado por muito tempo a sua categoria,ele não é imprevisível,não é plastico,não tem aquele que de genial que tanto Anderson como jones tem

        • Pra mim o que conta são resultados. GSP é genial em seu pragmatismo, em conseguir sempre impor seu jogo. Isso é coisa de gênio.

          Sobre haver argumentos pró AS e Fedor, você tem razão.

      • wanderson

        Olha entendi o que você quis dizer Fernando e na verdade até concordo que o jones é o maior lutador de mma de todos os tempos , ja no caso do GSP eu não concordo pois apesar de ter um jogo muito eficaz e um otimo cartel aliado a vitorias em suas revanches ele não é um lutador com performances muito boas pelo menos não do ponto de vista da plasticidade e da imprevisibilidade coisa que o Jones,Anderson e no caso do fedor apesar de não ter muito isso ele assombrou a categoria dos pesados por 10 anos derrotando os melhores até então , o que eu estou falando é que existem argumentos totalmente plausiveis para se chegar diante da conclusão que ou Anderson ou Fedor são os maiores lutadores de todos os tempos , argumentos esses que ja citei anteriormente

  • Ridelson Medeiros

    – 200 tira o 100 pra nada… agora as vendas eu já n sei.

    • Se esse card repleto de ex-campeões, três disputas de título e Brock Lesnar não bater às vendas do 100, não sei o que mais pode bater.

      • Ridelson Medeiros

        – Pior que n foi melhor :,|

  • Tiago Nicolau de Melo

    Passando só pra falar que 200 é o dobro de 100 e responder o questionamento do título de coluna.

    ABRAÇOS!

  • FabioH

    Excelente texto Fernando! Comercialmente falando, não acredito que o UFC200 deve bater o UFC100, pode chegar perto, com Ronda e McGregor a possibilidade seria real, mesmo com o retorno do gigante albino e a rivalidade Jones x DC, não temos grandes puxadores de vendas nas outras lutas. Tecnicamente, se formou um grande evento, daqueles que você não pensa em perder nenhuma luta, como lembrou o Hyuriel, devemos agradecer a saída daquela luta nonsense.

    • “Uma banana para o chato do Conor McGregor e para a maluquinha da Ronda Rousey.”

  • Gefferson Nesta

    Em termos de Card , eu acho o UFC 200 maior. Mas no aspecto competitivo, promocional na época do UFC 100 tava mais chamativo. A unica luta com cara de guerra eh Jones x Cormier… Aldo x Edgar apesar de lutao ninguém ta num fria, ate Amanda x Taty ta mais quente que a luta do Aldo x Edgar.

    • Pra mim a luta mais interessante do card é a do Aldo, por tudo que ele passou e tudo que vem dizendo. Se se reerguer, pode vir a garantir seu passe no panteão dos maiores do esporte na História. Veremos.

Tags: , , , , , , , ,