Pensando alto: a análise informal do UFC on Fox 8

Renato Rebelo | 28/07/2013 às 03:35

Mesmo com a lógica imperando no UFC on Fox 8, algumas histórias desabrocharam de forma heterodoxa.

Sabe aquele contestado campeão? Provou estar mais afastado da boiada do que imaginávamos.

E o jovem psicopata? Manteve a compostura e levou na paciência.

Sem muitas delongas, vamos à minha confusa leitura do card principal:

 

JOHNSONDemetrious Johnson x John Moraga

A velocidade do “Ratinho Encrenqueiro”, o GSP com nanismo, é tão alucinante que até wrestler “all-american” cai feito jaca madura em seu mundo. No monólogo patrocinado pela Microsoft, Johnson só faltou chamar Moraga de fofo. O pico da melhor performance do campeão até hoje foi a linda transição da kimura pro armlock no quinto round. Braço esticado, submissão verbal e o clamor por uma superluta (leia-se mais grana). Alguém disse Renan Barão?

Sou faixa-branca de jiu-jítsu. Apenas uso meu wrestling pra conseguir boas posições e hoje deu certo.

RORYRory MacDonald x Jake Ellenberger

No aguardado combate entre “Ares, o Deus da Guerra” e o “Fanático”, fomos agraciados com um sacal duelo de encaradas. Nos 10 primeiros minutos, menos contato físico que em conferência via Skype. Graças a meia-dúzia de jabs, o canadense de maior envergadura abocanhou a decisão unânime. E a frase no Facebook daquela sua amiga carente finalmente veio a calhar: “De onde muito se espera, é que não surge nada”. Frustrações à parte, vale reconhecer que Rory abriu mão de instintos primitivos para anular a potência e o wrestling do rival.

Fiz exatamente o que tinha que fazer. Mantive a compostura. Não fui apressado como um amador, por isso venci.

LAWLERRobbie Lawler x Bobby Volker

Que “Ruthless” tem poder de fogo pra derrubar sozinho um pequeno regime ditatorial não é segredo de estado. Portanto, me pergunto: como alguém, cujo ponto forte é a trocação, aceita encarar tal artilheiro com uma semana e meia de antecedência? Volker, fantasiado de gaiato no navio, teve o nariz quebrado no primeiro e foi deitado em berço esplêndido no segundo. Cheque mole para o repaginado Lawler – ainda mais perigoso na versão meio-médio .

 

LIZLiz Carmouche x Jéssica Andrade 

A estreia da resiliente Paraná Vale-Tudo no UFC não foi das melhores. Sua representante – a primeira brasileira a pisar no famoso octógono – até fez barulho – com uma justa guilhota – mas, no apagar das luzes, acabou sucumbindo à pujança da eletricista da marinha americana. Mais atlética, “Girl-Rilla” quedou com facilidade, montou e resolveu a treta via ground and pound. Torço pra que Bate-Estaca segure o emprego, mas confesso ter ficado com a impressão de que as duas não pertenciam à mesma classe.

 

Algum (uns) adendo (s)?

Abraços.

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