UFC 164: quando a bruxa ajuda ao invés de atrapalhar

Renato Rebelo | 15/07/2013 às 23:48
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Será que pinta mais um “Showtime Kick” na revanche?

Cria do FBI, Fox Mulder, fiel companheiro da agente Dana Scully, lançou na década de 90 a célebre frase “a verdade está lá fora”.

No mundo do MMA, ela demorou, mas finalmente veio a tona.

Com o objetivo de massagear o ego Yankee, baleado por uma década sofrida (11 de setembro, guerra ao terror e crise econômica de 2008), os “Illuminati” que comandam a Nike pagaram 20 milhões a Anderson Silva para que Chris Weidman ficasse com seu cinturão.

O combinado era uma decisão unânime, mas o talentoso brasileiro conseguiu ludibriar as massas fabricando o nocaute ainda no segundo round.

Dana White, famoso maçom nascido na Baviera, articulou todo o esquema por baixo dos panos.

A prova cabal de que o UFC manuseia lutadores como fantoches veio na última sexta-feira.

Picolé de chuchu, TJ Grant apenas “guardava caixão” para que Anthony Pettis pudesse vender ingressos no Rio de Janeiro (UFC 163).

Agora, como num passe de mágica, o canadense se lesiona e abre alas para o duelo mais rentável possível até 70kg: Bendo x “Showtime” II.

Elementar, não, meu caro Watson (o doutor, não o Tom)? Claro que não.

Corroborar teorias conspiratórias toscas – como essa acima que levei cerca de quatro minutos para bolar- não é o forte desse humilde blog.

Teorias das conspirações são para idiotas e bobalhões. Não sei nem por que falo sobre isso, pra dizer a verdade. Por que eu faria isso? Alguns dólares? O dinheiro que vem com ganhar o título mundial era 100% do meu foco, por isso demorei um pouco pra revelar (que estava machucado) – disse o frustrado Grant.

Com o UFC 162 mais espremido que rosto de adolescente espinhento, vamos voltar as atenções para o novelesco panorama dos leves.

Grant teve que enfileirar seis cabeças para pegar o cabeludo e logo num treino de jiu-jítsu o caboclo me sofre uma concussão. Quando voltar, nem garantia de “title shot” o pobre terá.

Já Pettis cansou de esperar uma oportunidade na categoria e buscou abrigo no peso-pena. Chegou a vir duas vezes ao Brasil promover a luta com José Aldo

No fim das contas, o cara vai disputar o cinturão dos leves em Milwaukee – sua cidade natal- sem, talvez, jamais precisar bater 66kg.

E assim segue a rotina heterodoxa de Dana e sua trupe.

Quando eu falo vocês não acreditam. Todo dia, quando levanto da cama, alguma merda acontece – diz o careca.

Mas, nesse caso, convenhamos: a bruxa foi bem camarada.

A revanche entre o atual campeão e o último homem a lhe vencer chega com pinta de arrasa-quarteirão – enquanto nem a mãe de Grant estava certa sobre a compra do pay per view do UFC 164.

Cá com meus botões, lembrei de dois outros casos em que a velhaca maldita tentou atrapalhar – mas acabou ajudando:

SONNEN

 

Chael Sonnen x Michael Bisping
O “Gangster de West Linn” enfrentaria Mark Muñoz no “co-main event” do UFC on Fox 2, em Chicago. Os descendente de filipinos de machucou, o inglês nascido no Chipre se apresentou e a venda de ingressos – até então morna- pegou fogo.

 

JONESMaurício Shogun x Jon Jones
Ainda na jaula após destroçar Ryan Bader, o jovem fenômeno recebeu a notícia de que disputaria o cinturão no UFC 128 – uma vez que seu ex-amigo Rashad Evans capengava. Será que o moleque aguenta a pressão do lendário Shogun Rua? Em busca dessa resposta, cerca de 700 mil garantiram o PPV.

 

Alguém consegue citar mais algum?

Abraços.

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