Situação do Brasil no UFC
é preocupante a médio prazo

Felipe Paranhos | 01/06/2016 às 19:54

Nós, que trabalhamos ou simplesmente curtimos MMA, normalmente nos alternamos entre extremos: ou Fulano é incrível, arrebatador, o maior de todos, ou uma enganação que não serve pra nada.

É só ver o que aconteceu com Júnior Cigano, Fabrício Werdum e Renan Barão depois de importantes derrotas. Mas, com o cuidado de não ser mensageiro do apocalipse, trago a opinião de que o futuro a médio prazo do Brasil no UFC é bem complicado.

Digo no UFC porque, em outras organizações, há bons nomes consolidados e outros surgindo, que podem ter em adversários menos qualificados a oportunidade de desenvolvimento sem tanto risco envolvido para suas carreiras.

Thomas, nosso mais jovem ranqueado, foi nocauteado por Garbrandt

Thominhas, nosso ranqueado mais jovem, foi nocauteado por Garbrandt

Mas a verdade é que, no Ultimate, quase todos os principais lutadores do país já parecem no auge ou no ocaso de suas histórias. E vocês sabem o que vem depois do auge.

O Brasil tem 28 lutadores ranqueados hoje. Seis têm menos de 30 anos — Thomas Almeida (24), John Lineker (25), Charles do Bronx (26), Claudinha Gadelha (27), Amanda Nunes (28) e José Aldo (29).

12 têm entre 30 e 35 anos — Edson Barboza (30), Rafael Dos Anjos (31), Jussier Formiga (31), Wilson Reis (31), Thiago Marreta (32), Junior Cigano (32), Bethe Correia (32), Rafael Natal (33), Raphael Assunção (33), Juliana Lima (34), Thales Leites (34) e Mauricio Shogun (34).

E nove têm de 36 em diante — Glover Teixeira (36), Ronaldo Jacaré (36), Johnny Eduardo (37), Lyoto Machida (38), Demian Maia (38), Fabricio Werdum (38), Vitor Belfort (39), Rogério Minotouro (39) e Anderson Silva (41).

De cara, uma constatação: os grandes nomes, aqueles que lotam ginásios e reúnem amigos na casa de um deles para uma noite de torcida e bebedeira, não vão durar muito. Alguns, como Anderson, Vitor e Lyoto — suspenso por doping —, já estão na descendente em suas carreiras.

Proponho, então, que você olhe para cima. Dos de 30 a 34, em quem se vê real potencial de disputa de título ou de top-3 de suas categorias?

Reis representa os que tem pouca chance...

Wilson Reis é do time dos que tem pouca chance…

Além do campeão Dos Anjos, Barboza, Formiga, Cigano, Assunção e talvez Marreta, se continuar evoluindo tão rápido como tem feito.

Mas sabemos que, em nenhum dos casos, a tarefa é fácil — pensando bem, é bem improvável que mais de um destes que citei conquiste o tão sonhado objetivo de ser um desafiante — e aí excluo Wilson Reis da fórmula, já que o talentoso e esforçado mineiro conseguiu um title shot, digamos, porque, nas reuniões lá na sede da Zuffa, era o que tinha pra hoje.

Quando se chega ao grupo dos ranqueados mais jovens, vê-se, finalmente, o copo meio cheio. Thomas Almeida (24), John Lineker (25), Charles do Bronx (26), Claudinha Gadelha (27), Amanda Nunes (28) e José Aldo (29) formam, sim, um time de lutadores que podem, no mínimo, ser top-3 de suas categorias.

Detalhando: Amanda já vai lutar pelo título e, como Lineker, milita em uma categoria rasa.

Do Bronx, apesar das deficiências em pé, ainda tem muito a evoluir. Claudinha vai ser, indubitavelmente, uma ameaça a Joanna Jedrzejczyk no dia 8 de julho. Aldo, a depender de como superar a derrota para Conor McGregor, deve continuar sendo temido nos penas ou nos leves.

Warlley vem de derrota para Bryan Barberena

Campeão do TUF BR Warlley Alves vem de derrota para Bryan Barberena

E Almeida — assim como o não ranqueado Warlley Alves (25) — ainda tem muito a aprender e crescer para fazer valer o enorme talento.

Mas, neste último grupo de seis, muitas variáveis e circunstâncias podem tirá-los do caminho do sucesso.

Teria Aldo capacidade de se recuperar de uma derrota tão marcante? Se Claudinha não passar por uma evoluída Jedrzejczyk, vai fazer o quê? Não seria cedo demais para Lineker — com buracos ainda latentes em seu jogo — e Amanda — cujo gás nunca passou de dois rounds — enfrentarem campeões?

Thominhas vai conseguir corrigir sua defesa e sua mania de entrar em trocas de golpes rápidos e potentes que minimizam sua incrível técnica e precisão? Do Bronx vai conseguir fazer frente a strikers/wrestlers que não o deixem ir ao chão?

Para o Brasil, que tem tantos lutadores em formação, seis ou sete jovens atletas com potencial de alto nível a curto e médio prazo é pouco.

Na situação atual, fica cada vez mais claro que, em eventos realizados aqui, vai ser cada vez mais comum vermos 8 vitórias em dez lutas, como no UFC 198, mas também será mais provável outros 0-7, como aconteceu nos outros eventos de maio fora do país.

  • diego

    é agora josé?

  • abner albuquerque

    desde q o aldo perdeu eu so espero o melhor me preparando pro pior…

  • paulo henrique

    o jeito e treinar esta moçada pro que a de vir o MMA esta evoluindo as acemias brasileiras tem evoluir tbm

    • Julio Arao

      Sabe por que tá ficando cada vez mais difícil aparecer grandes talentos no Brasil ?
      Porque com a popularização do esporte de uns 8 anos pra cá, muitos jovens iniciaram sua jornada já treinando MMA (um pouco de tudo), e não como antigamente, onde cada atleta dominava muito bem sua especialidade e ao longo da carreira adicionava outras modalidades. Os novos que estão conseguindo “sobreviver”, é muito por conta do talento….

      Já na gringa, como tradição, a molecada já inicia seus treinamentos de wrestling, boxe, luta livre (e agora até jiu-jitsu) desde cedo nas universidades, e quando resolvem treinar MMA, já tem um lastro de conhecimento da sua especialidade….

      Portanto, se nossos governantes não mudarem a forma de introdução do esporte na vida de nossas crianças, começaremos a ficar pra trás no MMA, assim como em outros esportes…. vide olimpíadas, copa do mundo e etc…

  • Silas K

    Acho que não é tão preocupante assim, dos seis jovens, visualizo três sendo campeões em Julho, explico:

    Aldo, deve se recuperar com uma vitória maiúscula sobre Edgar, acredito que essa derrota pra Conor trará um Aldo mais agressivo e destemido ao octógono.

    Amanda, Miesha nunca enfrentou uma adversária que pegasse tão pesado na trocação e também tivesse habilidade no grappling, este conjunto de habilidades trará o cinturão para Leoa.

    Claudinha, acredito que fará um jogo melhor de grappling contra a polonesa e numa luta de cinco rounds dessa vez, vejo sua potência física amassando o volume da campeã.

    É isso, espero estar correto em minhas previsões e pra cima deles brazukas!

    • Lucas Natan

      Assim, todos os 3 têm chances, Aldo possivelmente será um leve favorito e a da Claudinha vai ser bem equilibrada. Mas aí vc pegou o melhor cenário em todos, rs.

      Aldo pode não se recuperar da derrota mentalmente falando, e mesmo que se recupere, contra o Edgar seria luta duríssima de qualquer jeito. Se lembrarmos que ele na primeira luta começou a equilibrar, que tava vindo de derrotas e que era sua primeira luta nos penas, o cenário mais provável é uma luta mais dura dessa vez.

      A Miesha aguenta porrada e a Amanda costuma cansar fácil. Na última, se fosse uma lutadora mais qualificada provavelmente teria perdido a luta que tava ganha no 3º round.

      Claudinha x Joanna é só esperando pra ver o que acontece. O que quero dizer é que talvez seja mais provável que nenhum dos 3 vença. :/

      • Silas K

        Suas considerações são válidas, você está apenas abordando uma visão pessimista, eu adotei uma visão otimista.

        • Lucas Natan

          O que eu tentei foi mostrar que existem outras possibilidades. No caso do Aldo por exemplo é bem possível que ele volte abalado mentalmente, e contra uma máquina contra o Edgar…

          No fim eu só não tenho essa confiança toda que vc mostra ter. É possível que o Aldo volte mordido e venha arregaçando? Sim, mas não tenho essa coragem de dizer que ele deve voltar com uma vitória maiúscula sobre o Edgar. rsrs

          Tomara que volte bem acima de tudo. Sobre os outros, eu acho que Claudinha vence e Amanda perde.

          • Eugenio

            Essa questão da Amanda não ter gás é simples: ausência de profissionais específicos e camp alto nível. Para uma disputa de cinturão é bem possível que ela coloque um pouco mais de capital na preparação e venha com mais gás. Nesse caso, ela pode sim se impor sobre a Miesha. O perigo é a Amanda entregar a paçoca no 5º e derradeiro round.

        • StrikingTruth

          Acho que independente de querer adotar uma visão otimista ou pessimista, vale ser um pouco realista. A evolução do edgar desde que desceu aos penas e perdeu pro Aldo foi nitida. O que ele conseguiu fazer com o mendes em sua ultima luta, nem aldo, nem macgregor (enfrentando o cara com 1 semana de treino) conseguiram. Acho que o americano entra como favorito, e sem pessimismo, me arrisco a dizer que sera o proximo campeão dos penas. Gadelha pode até surpreender, mas se for um repeteco da ultima luta, e ela for tentar amarrar a joana no estilo “abraço carinhoso” por toda a luta, vai perder, d novo, com garfo ou não. Amanda e o Reis são desafiantes “por ocasião”, podem até surpreender, mas seriam zebras absolutas. So espero lutas empolgantes por parte de todos.

          • Silas K

            Acredito que vocês estejam influenciados pelo mau momento brasileiro, principalmente após o último evento que foi triste, mas vamos acreditar que realmente acho que esses três cinturões virão para o Brasil, fora a manutenção do Rafa dos Anjos.

  • Mauricio

    Eu vejo aí as meninas com chances reais de titulo, principalmente a Amanda Nunes..

    • Daniel Estrella

      Maurício, o problema da Amanda é exatamente o gás… em sua última luta contra a shevchenko, no terceiro round ela estava morta ! Suas chances são no primeiro round e talvez no segundo, caso não concretize a vitória neste período, Miesha passará por cima.

  • magnuseverest

    Se abrisse a categoria da Cyborg,teríamos uma campeã duradoura…
    Mas vejo que Amanda e Claudinha tem rivais muito complicadas.

  • Renan Oliveira

    Só vejo Aldo e Claudinha com chances de trazer a cinta. Pelas lutas da Amanda não tô acreditando muito não, mas pode surpreender.

    • KRS Porlaneff

      Pra ver como é opinião, eu acho o exato contrário rssssssssssssssssss

      Já acho que o Aldo vai entrar pra lutar com a cabeça no irlandês e um jogo de estático para involuído, enquanto o Edgar virá um monstro.

      Também acho que a Joanna está treinando bastante grappling pra não ser surpreendida, e conta com a vantagem de altura e envergadura em cima da Claudinha. Hoje em dia, só vejo a Joanna, o Mighty Mouse e o Jon Jones continuando campeões dominantes no UFC.

      Wilson Reis vem mais como “o possível Matt Serra de Demetrious Johnson” do que qualquer coisa – vale lembrar que o brasileiro não teve sorte nem vida fácil tanto na FW quanto na BW e na FLY.

      Ao passo que a Leoa teoricamente só tem o gás de desvantagem em relação à Miesha, que é a típica lutadora well-rounded mas sem uma grande especialidade.

  • Pedro Duarte

    Eu me mantenho otimista em relação a situação como um todo. Essa análise é puramente utilizando os EUA como parâmetro, e acho que, diante das circunstâncias (Estrutura, maior aceitação do esporte lá e evolução dos lutadores), nós conseguimos ser a segunda potência do esporte com boa distância para os russos, canadenses e japoneses. No fim das contas, temos 5 brasileiros lutando cinturão nos próximos meses. Em um piscar de olhos, podemos voltar a ter 3 ou até 4 campeões novamente (Isso contando que Aldo, RDA e Gadelha podem ser muito dominantes em suas categorias). Só não me iludo que seremos maiores que os americanos, pois é difícil superar um país que dê tanto apoio ao esporte em geral. Me arrisco até a dizer que o time dos rankeados com menos de 30 anos do lado de lá não é tão mais forte que o nosso: Cejudo (29), Garbrandt (24) Dariush (27), Iaquinta (27), Magny (28), Iaquinta (29) e Gastelum (24) são os que me vem em mente.

  • alvinho

    – Nos galos vejo John Lineker chegando no top 5, com alguma combinação de fatores até almejando o title shot e se mantendo relevante na divisão por um bom tempo. Hoje eu não vejo o Thominhas lá, esse tem que se reformular.

    – Aldo tem totais condições de retomar o cinturão, a começar por esse interino. De qualquer forma, continuará top 3 dos penas. Barão será top 10, e talvez top 5 daqui um tempo.

    – RDA é campeão e, mesmo que perca a cinta, continuará top 3 por bom tempo, Edson Barboza é top 5 e tem reais chances de cinturão caso RDA perca.

    – Demian Maia tem boas chances de cinturão caso consiga o Title shot, mas é fato que tá na reta final da carreira. Não vejo nenhum outro brasileiro atual do peso sendo relevante a médio prazo.

    – Jacaré tem grandes chances de conquistar o cinturão e continuar no top 4 por pelo menos mais 3 anos. Marreta pode acender ao top 5 em breve.

    – Meio-Pesados tá desesperador, só o Glover que pra mim é top 5, mas com chances remotas de cinturão e já com certa idade.

    – Nos pesados Cigano pode retomar o cinturão em até dois anos, e o Werdum pode ter novo TS antes do fim da carreira. Tão no Top 5.

    Até o fim de 2017, existem possibilidades reais do Brasil ostentar 4 cinturões (Aldo, RDA, Jacaré, Cigano/Werdum), sendo capaz de manter a briga por eles até mais 2 – 3 anos.

    Nas mulheres, não sou capaz de opinar, hehehe

  • Hyuriel Constantino

    Eu diria que, curiosamente, dos três brasileiros desafiantes na semana do UFC 200, Aldo será o que terá o maior sufoco. Ele pode até ganhar do Edgar, mas tá longe de ser uma luta fácil. Vai ser a mais nervosa de todas.

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      E a zica da NU também já deixa um receio

    • Matheus V.

      Ainda acho o Aldo um casamento ruim para o Edgar, mas com essa fase da NU e o aparente psicológico ruim do brasileiro, tá difícil ficar plenamente confiante.

  • Luiz Sanson

    Foi mal aí, Felipe, mas te equivocaste quanto à categoria do Lineker ao chamá-la “Rasa”. Os galos são justamente a categoria em maior expansão de talentos hoje.

    • Felipe Paranhos

      Pior que foi mesmo. Ao escrever, eu raciocinei ele como mosca ainda.

  • bedotRJ

    Vamos discutir se a formação em academias, equipes e eventos locais tem levado mais em conta o talento ou o jabá? Se os técnicos das equipes de ponta têm sido realmente eficientes em prover intercâmbios de aprimoramento? Se o MMA nacional tem sido um dos setores mais afetados pela recessão, com a consequente fuga de investidores? Há muitos aspectos para se abordar na discussão sobre a crise na criação de novos atletas de ponta no Brasil.

  • Patrick Santos

    O Barão é um ranqueado abaixo dos 30 anos, não?

    • Renato Rebelo

      O Barão saiu do ranking dos galos e não entrou no dos penas pela derrota.

  • Rodrigo Purgato

    Sinceramente, pelo andar da carruagem, vejo o Brasil sem nenhum campeão no final do ano de 2016. Rafael é favorito contra o Alvarez, mas na sequência vem o Khabib e por mais evolução que o Dos Anjos demonstrou nas últimas luta, ainda vejo o jogo do russo bem difícil de ser contido pelo brasileiro. José Aldo entra na mesma situação que o Edgar entrou no primeiro embate entre eles, vindo de uma derrota na disputa pelo título, enquanto o adversário vem embalado com vitórias maiúsculas, sendo imparcial, a balança pende para o americano. Depois da primeira luta entre Joanna e Gadelha, a brasileira fez apenas 1 luta e levou numa decisão, que apesar de incontestável, não mostrou muita evolução comparado as suas lutas anteriores, por outro lado a polonesa fez 3 lutas e venceu espetacularmente todas elas, demonstrando uma evolução muito grande… O MMA tudo pode acontecer, mas se compararmos performances, a a Joanna vem mostrando muito mais que a brasileira. Ademais, talvez o Jacaré dispute a cinta ainda esse ano, esse já tem possibilidades maiores, mesmo assim não entra como favorito.

    • Igor Martins

      rockhold vs jacare, aposto no rockhold tem um jogo mais completo pro MMA, é bem díficil de ser quedado por ser wrestler e tem um bom nível de chão, não igual o do jacare, mas suficiente pra fazer antijogo e voltar a luta em pé, que é bem melhor nessa área e tem maior envergadura, e é mais novo tbm.

  • StrikingTruth

    O Brasil tem muitos talentos no mma, mas a infraestrutura é precária se comparada ao que é visto em outros paises, principalmente US. Dos mencionados, so vejo com reais chances de chegar ao topo e se manter lá (mesmo que por pouco tempo) aqueles que já ñ mais treinam no brasil. Os que prosseguem aqui, podem até chegar a figurar entre os tops, mas pra se estar no topo, não basta apenas talento, tem que evoluir constantemente, inovar nos metodos de treinamento e aliar ao que há de mais moderno em tecnologia para performance esportiva. Boa sorte aos conterraneos, futuros desafiantes, mas ñ estou muito otimista com essas proximas disputas, vai ser dureza.

  • Carlos Felix

    Disputar com os Estados Unidos é complicado. Se os caras disserem que vão ser primeiro em algo, será difícil superar.

    No UFC 173 Countdown vemos um pouco da vida do Barão e do Dillashaw. Olha a diferença de vida, estrutura de treinamento, preparação…. e o Barão era o campeão dominante.

    De qualquer forma acho que ainda temos muitos representantes de peso no esporte.

  • Luiz Guilherme Volpato

    Assim como a maioria dos grandes nomes do Brasil não surgiu necessariamente dentro do UFC (migraram para lá), acho que o caminho pode ser esse também. Temos bons nomes que se queimaram por não terem sido lapidados adequadamente e se queimaram na organização, por debutar precocemente. Mas as outras franquias crescem e vão fornecer material humano para o UFC. Realmente a situação para o futuro próximo é preocupante, mas acho que ainda podemos nos surpreender, e até positivamente.

  • Ridelson Medeiros

    – Não vejo assim com tanto pessimismo… não é esse apocalipse todo, a não ser que estejamos falando de garantir cintas. Considero ótimo o fato de podermos ter tops 5 em todas as categorias e boas chances de ts.

  • Marcos Henrique Lira

    Temos bons lutadores. Porém só vejo um mentalmente preparado para ser campeão: Ronaldo jacaré. Infelizmente já estamos muito atrás dos americanos em vários quesitos, estrutura de academias, patrocínio e acompanhamento psicológico. No Brasil não dá pra viver de luta, e difícil para arrumar patrocínio. Assim fica difícil renovar os lutadores com reais condições de serem campeões. Se não houver uma estruturação do mma brasileiro, viraremos os ” frangos” dos americanos e europeus. Infelizmente.

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