Quatro ajustes necessários para o próximo TUF Brasil

Renato Rebelo | 25/06/2013 às 18:32
TUF-Brasil-2013

Werdum e Minota: treinadores da segunda temporada

“Quem tira e dá com o diabo ficará, sua sogra ressuscitará e sua mão se danificará”.

Será que as pragas – adaptadas por mim- do personagem mais famoso de Roberto Bolaños atingirão a jornalista Keila Jimenez?

Em 27 de abril, a colunista da Folha de São Paulo lançou que, longe de bater metas comerciais, o The Ultimate Fighter Brasil não teria uma terceira temporada.

Na época, escrevi um textículo a respeito e pedi calma às massas (pretensioso, não?).

Afinal, contratos devem ser cumpridos e, segundo fontes, o elo entre Dana White e a Rede Globo é supersólido.

Pois bem.

Ontem, no espaço “Outro Canal”, Keila mudou de tom. Agora, está tudo certo para uma nova e revigorante edição do show de sopapos.

Aproveitando o gancho, faço quatro pedidos à Venus Platinada e à Zuffa para que a produção com nossos queridos jagunços não afunde à la PEC 37.

Vamos lá:

 

NUM1Menos brincadeira e mais treino
Por que não vimos o violento confere entre Juliano Ninja e Rodrigo Minotauroexplanado pelo “brother”semana passada? Uma pá de treinadores renomados (Vitor Miranda, Everaldo Penco, Sheymon Moraes, Luis Dórea, Felipe Werdum, Fábio Gurgel, Kenny Johnson e Rafael Cordeiro) foi à São Paulo exatamente pra quê? Eric Albarracin, excelente professor de wrestling, só teve certo destaque por ter sido “sequestrado” e zoado pela equipe adversaria. Nós, fãs doentes, queremos ver o trabalho sendo realizado e não apenas o produto final! Não sou a favor de ceifarem as brincadeiras, mas acho que dá pra encontrar um meio termo.

 

NUM2Foco nos personagens
O brasileiro é um povo coletivista e sentimental. Se houver ligação emocional com os personagens, a novela será sempre sucesso de audiência. Acham coincidência o fato de pessoas mais “humildes” ou membros de minorias conquistarem os BBBs sistematicamente? No primeiro TUF, o personagem mais marcante foi um piauiense de fala mansa e sem estudo – que se encontrou na vida ao “espancar outros homens”. No segundo, brilhou um imigrante argentino que chegou ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás e, mesmo sofrendo todo tipo de preconceito, manteve o estilo “gente boa”. Que esporte conta melhor histórias de superação que o MMA? A equipe de produção podia caprichar na colheita de informações para promover os selecionados de forma mais abrangente. Não estou defendendo sensacionalismo barato à la Gugu Liberato visitando a seca do nordeste, mas acredito que humanizar nossos gladiadores é um caminho que foi negligenciado em 2013.

 

NUM3Horário mais compatível
Apesar da série Revenge ser superpremiada e envolvente, duvido que ela fale mais ao público brasileiro – que matou o MMA no peito nos últimos anos- do que um programa bem roteirizado e produzido sobre seres humanos reais que deixam até a alma no cumprimento do ofício. Se não rolar a lacuna logo após o Fantástico no domingo, por que não jogar pra algum outro dia da semana? Ninguém aguenta mais Globo Repórter sobre as baleias japonesas, ursos canadenses ou guepardos da Nigéria! O que importa é não fazer a massa que acorda cedo pra cuspir ter que escolher entre o sono dos justos ou a porradaria.

 

NUM4Rivalidade necessária
É muito importante a escolha de técnicos que tragam à mesa qualquer tipo de rivalidade ou poder de síntese. As edições mais populares do reality show até hoje se apoiaram na figura de seus capitães e nas divergências “filosóficas”entre eles (Liddell x Couture, Ortiz x Shamrock, Evans x Rampage, Jones x Sonnen…). Temos mão de obra de sobra, vale garimpar.

 

O que acham?

Abraços.

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