Domingo frio: 5 momentos que marcaram Babalu

Renato Rebelo | 23/06/2013 às 22:25

Na última quarta-feira, a chama de uma das carreiras mais extensas e ricas da história do MMA se apagou. Após ter sido nocauteado pelo garotão Jacob Noe, Renato Sobral, o Babalu, tomou a delicada decisão ainda no vestiário:

Não consigo treinar mais, meu corpo todo dói. Sinto dores no joelho, no quadril, no ombro… Não dá mais. Muitas pessoas dizem que há lutadores mais velhos do que eu que estão lutando anida, mas eles não têm a mesma quantidade de lutas nas costas que eu tenho. Comecei muito novo. Espero que as pessoas entendam e respeitem a minha decisão – disse à Tatame.

Em quase 16 anos dedicados ao esporte, foram 37 vitórias, 11 derrotas, cinturões, polêmicas, amigos, desafetos e um gostinho de missão cumprida:

Não me faltou conquistar nada. As coisas aconteceram conforme Deus planejou para mim.

Para homenagear essa folclórica figura, separei cinco momentos marcantes de sua trajetória:

 

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1- Noite iluminada I

De 2003 a 2006, Babalu esteve em chamas. No período entre as derrotas para Chuck Liddell (UFC 40 e UFC 62), o cara enfileirou 10 tubarões – três deles na mesma noite, pelo IFC. Trevor Prangley, duro sul-africano, caiu primeiro. O segundo, um guri com pinta de fenômeno chamado Maurício, bateu numa guilhotina assassina. Na grande final, foi a vez do veteraníssimo Jeremy Horn sucumbir na decisão unânime.

 

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2- Cinturão do Strikeforce

Pós-UFC, Babalu venceu uma no PFP e outra no Aflliction – até ser contratado a peso de ouro para disputar o cinturão dos meio-pesados do Strikeforce. Bobby Southworth, representante da tradicional AKA, não pôde conter o ímpeto do carioca – que foi pra cima feito vagão desgovernado e decidiu na porrada ainda no primeiro round.

 

 

BABALU_33- O apagamento de Heath
Abatido por Chuck Liddell e Jason Lambert em sequência, Babalu, que não é conhecido pelo pavio longo, colocaria toda sua reputação em jogo logo contra um provocador que o chamou de “motherfucker” na pesagem. Pior para o já ensanguentado Dave Heath, que apagou neste triângulo de mão exposto ao lado. A Joe Rogan, nada de desculpa: “Fiz o que fiz porque esse cara é jovem e eu tenho 10 anos de carreira… Ele precisa aprender respeito”. A atitude do faixa-preta rendeu demissão por justa causa e entrou para os anais do MMA.

 

BABALU_44- Grana amarga
Não tenho acesso ao extrato bancário do homenageado da noite, mas chutaria que duas de suas noites de trabalho mais rentáveis não terminaram bem. Em 26 de agosto de 2006, o cinturão dos meio-pesados estava em jogo no UFC 62. Tínhamos Babalu, credenciado por triunfos sobre Travis Wiuff, Chael Sonnen e Mike Van Arsdale de um lado. E do outro, Chuck Liddell, que acabara de nocautear o temido Randy Couture. Resultado: “Homem de Gelo” via nocaute no R1. Já no dia quatro de dezembro de 2010, Babalu pôde se vingar de Dan Henderson – carrasco da final do Rings em 1999 – no “main event” de um dos Strikeforces mais assistidos de todos os tempos. Resultado: “Hendo” via mão maldita.

 

BABALU_55- Noite iluminada II
Em 1997, o jovem promissor da equipe Ruas Vale-Tudo estrearia no esporte mais marginalizado pela sociedade na época. Confusões em eventos, ausência de luvas, regras protetoras e categorias de peso bem definidas davam o tom do Desafio Rio x São Paulo, em Campinas. E não é que a ferocidade do carioca de 21 anos despachou Cláudio Palma, Manoel Vicente e Marco Vinicios por nocaute técnico? Ficava claro que ali nascia um lutador com “drive” fora do comum.

 

Lembram outros momentos memoráveis?

Abraços.

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