Benavidez: uma cilada para Formiga no Brasil

Renato Rebelo | 22/06/2013 às 21:30
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Pressão pra passar a guarda do “Kamikaze”

Jussier da Silva chegou ao UFC com pinta de craque.

Afinal, o outrora rei dos moscas do Shooto e do Tachi Palace deixou um rastros de destruição por onde passou.

Em 15 lutas, apenas Ian McCall achou o antídoto para o supereficiente jogo agarrado forjado na Rua Jundiaí, 420, Natal.

A estreia, no entanto, desapontou.

O veterano do TUF John Dodson, conhecedor dos atalhos do octógono, o derrubou com mãos surpreendentemente poderosas para um homem que bate 56,7kg.

Jair Lourenço e Dedé Pederneiras, os generais, diagnosticaram que o garotão de 28 anos havia congelado.

Normal. Nós, meros mortais, sequer imaginamos a pressão que é trabalhar perante milhões de pessoas.

Pois bem. A redenção teria que vir de Jaraguá do Sul.

Não que seu emprego estivesse em jogo- uma vez que o rasíssimo peso-mosca conta com apenas 15 contratados-, mas a reputação de cabeça de chave estava.

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“Uncle Creepy” #chateado

O inimigo era Chris Cariaso, ex-campeão do “Golden Gloves” – tradicional torneio de boxe amador.

Striker que não controla o meio-campo e ainda confia na faixa-marrom de jiu-jítsu = chance dourada.

Missão cumprida, capitão!

Acontece que, a mesma situação que garantiria o salvo conduto em caso de derrota no UFC on FX 8, lhe coloca, na sequência, contra o melhor da categoria que não se chama Demetrious Johnson.

E “Joejitsu”, amigos, não é brincadeira.

Para mais um clássico Nova União x Alpha Male, o canhoto Benavidez traz wrestling no estado da arte, mãos habilidosas, ritmo alucinante e a experiência de, em 21 lutas profissionais, só ter sido derrotado pelo campeão dos galos, Dominick Cruz, e por Johnson (ambos na decisão dividida).

Lembra McCall, o cara do antídoto? Foi facilmente manuseado pelo camarada de Uriah Faber.

Por mais que sempre escute falar que o boxe do potiguar é porreta, preciso vê-lo em ação para me tornar crente.

E a hora é essa.

Provar um ponto na maior luta da carreira contra um caboclo que, no papel, tem jogo intragável é o que separa promessas de realidades.

Esse pega pra capar de levinhos rola por aqui – provavelmente em Belo Horizonte– no dia quatro de setembro.

Me declaro ansioso desde já.

Abraços.

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