King Mo e Babalu em ação: que bicho deu no Bellator?

Renato Rebelo | 20/06/2013 às 00:32

Além das semifinais do GP dos meio-pesados – com presença dos famosões King Mo e Renato Babalu – o Bellator 96 deu o pontapé inicial para o “Fight Masters” – primeiro reality show da franquia de Bjorn Rebney.

O programa produzido pela Spike TV (aquela mesmo do TUF!) aposta em técnicos do calibre de Randy Couture, Frank Shamrock e Greg Jackson para tentar quebrar o monopólio do UFC no coração dos fãs de MMA.

Mas, o que interessa pra nós nesse exato momento é a troca de sopapos. Vamos à leitura das semis:

KING_MOKing Mo x Seth Petruzelli
O que acontece quando colocamos na mesma jaula um atleta de nível mundial e um brigador cujo maior feito foi ter derrubado Kimbo Slice? Nocaute brutal, claro. Mesmo com as mãos afiadas pelo pai de Floyd Mayweather, Mo, ainda traumatizado por Emanuel Newton, decidiu não correr riscos. Queda fácil seguida por soco-mergulho à la Shogun (contra Alistair Overeem, no Pride). Sua última apresentação provou que sempre haverão quebra-molas no caminho, mas, nas CNTPs, o condecorado wrestler deve sobrar no cage do Bellator.

 

JACOBJacob Noe x Renato Babalu
No papel de comentarista, Frank Shamrock começou a transmissão dizendo que Babalu parecia um peso-médio fora de forma. Quando clincharam, de fato, a diferença de tamanho gritou. Se ainda levarmos em conta os 37 anos do carioca, fica claro por que ele, perito em luta agarrada, sequer desequilibrou Noe durante três rounds. Em pé, o estilo agressivo de outrora permanece, mas a aposta nos chutes facilitou uma penca de contragolpes do americano – que cobraram dividendos no final. No R3, a saraivada derradeira deixou meu xará cambaleando pesadamente. O juizão (afobado, é verdade) havia visto demais: TKO. O início até foi parelho, mas, no geral, o garotão avançou sem muito perrengue. Consciente, Babalu entendeu que, após erguer uma carreira brilhante, não dá pra se contentar com pouco. Foram 37 vitórias e 11 derrotas em mais de 15 anos dedicados ao esporte. Fica aqui meu agradecimento pelas ótimas memórias e o desejo de uma bela aposentadoria ao lado da esposa, Natasha, e das filhas Maria Fernanda e Sophia.

Eu gostaria de ter sido mais rápido, de ter sido mais forte. Mas meu corpo não consegue mais. Preciso ajudar o crescimento do esporte de outra forma. É altamente emocionante para mim falar sobre isso agora, acho que lutei mais do que todo mundo nesta sala aqui. Eu vivi a vida. Isso é o que eu quero dizer. Eu não tenho arrependimentos. Fiquei feliz em ajudar o esporte a crescer – disse o senhor Sobral pós-luta.

Abraços.

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