Pensando alto: a análise informal do UFC 161

Renato Rebelo | 16/06/2013 às 03:19

Para quem acompanhou TUF Brasil 2 Finale, com 10 interrupções do juiz em 12 lutas, o UFC 161 foi um grandíssimo pé no saco. Nele, apenas Shawn Jordan e James Kraus recusaram a opinião dos jurados. Pior para o público canadense, massacrado pelas perdas irreparáveis de Renan Barão x Eddie Wineland e Maurício Shogun x Rogério Minotouro. Mas, vamos trabalhar:

 

RASHADRashad Evans x Dan Henderson

Hendo bate tão pesado que derrubou o rival com um jab no primeiro round. Evans, por sua vez, foi cabra macho e não recorreu tanto ao bate-coxa pra fugir da amaldiçoada mão direita do coroa. Em meio à troca de gentilezas, “Suga” viu o gás de garotão não deixar a peteca cair, enquanto, do outro lado, as 42 primaveras cobraram seu preço. Decisão dividida e um nome no ar:

– Tem uns caras novos por aí, como o Mousassi – disse o “Blackzilian” na coletiva de imprensa.

 

STIPEStipe Miocic x Roy Nelson

Levando em conta que há um mês e meio Nelson dividia a jaula com Cheik Kongo, botar a cara com duas semanas de antecedência foi decisão, no mínimo, arrojada pra alguém cujo contrato está próximo de espirar. Pois bem, assim que o juiz permitiu, o gordinho se lançou a ataque com pinta de tricampeão mundial indo cobrar pênalti. Subestimada grosseira. O duro descendente de croatas, por sua vez, tinha a matéria toda na ponta da língua. Jogou no contragolpe, fugiu dos cruzadão e frustrou o faixa-preta de Renzo Gracie com preparo físico superior. Tiro de canhão no pé. Agora, Dana White não estará pressionado a renovar com o Kung Fu Panda.

 

JIMMORyan Jimmo x Igor Pokrajac

Jornalistas presentes no MTS Centre relataram que dois fãs saíram no braço durante Jimmo x Pokrajac. Segundo eles, a plateia largou de mão a ação no octógono para conferir a treta. Aí eu pergunto: o quão chata deve estar uma luta profissional para que bêbados trocando sopapos vençam em audiência? Jake Shields e Tyron Woodley bem que tentaram, mas voilà: os piores da noite.

– Eu vinha de derrota e precisava ganhar. Peço desculpas para os fãs, sei que não foi uma luta boa – disso Jimmo, o vencedor.

 

ALEXISAlexis Davis x Rosi Sexton

A espoletinha Sexton aceitou o desafio no peso de cima e logo avançou na grandona Alexis “Barriga Estranha”. Deu até um calorzinho em ótimo display de coragem e resiliência, mas, no apagar das luzes, a habilidade da faixa-preta de jiu-jítsu no chão prevaleceu.

– Sempre que as meninas lutas, nunca é chato – definiu Dana White.

 

 

JORDANShawn Jordan x Pat Barry

Previsível que nessa aqui cada enxadada traria uma minhoca. Apostei na potência de Barry, mas a envergadura fez Jordan chegar primeiro ao pote de ouro. A realidade é amarga pro carismático “HD”. Com 1,80m e sem jiu-jítsu, ele sempre estará em algum tipo de desvantagem no peso-pesado – até mesmo na sua “praia”. Quatro derrotas nas últimas seis, aliás, ameaçam o pagamento de parcelas futuras do cartão de crédito.

 

 

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