Pensando alto: a análise do TUF Brasil 2 Finale

Renato Rebelo | 09/06/2013 às 01:41

WERDUMRodrigo Minotauro x Fabrício Werdum
Em pé, as ações foram muito mais parelhas do que se imaginava por aí. No chão, entretanto, a diferença no tempo de reação gritou. Quando Rodrigo Minotauro tem a guarda passada, é montado e finalizado, algum tipo de reflexão precisa ser feita – mesmo que o rival seja campeão do ADCC. Por outro lado, nem tudo são flores para “Vai, Cavalo”. O gaúcho se apresentou com sobras laterais inéditas e velocidade inferior. Se quiser puxar o passo contra pesos-pesados velozes (leia-se Cain Velasquez e Júnior Cigano), um investimento no físico torna-se necessário.

 

LEOLeo Santos x William Patolino
No textinho sobre a final do TUF Brasil 2, indiquei três motivos pelos quais considerava Patolino favorito ao caneco. Minha previsão falida vingou apenas nos primeiros minutos. Leo sempre soube que, graças à boa absorção de golpes e o coração bovino, dificilmente seria nocauteado. Bastou ter calma para sobreviver à tempestade e cozinhar o pato na sequencia. O katagatame, especialidade da casa, volta a botar a Nova União em evidência. Agora, o faixa-preta de Campos agora pode, finalmente, voltar à sua categoria (70kg) e colher os louros de tantos anos de suor e sangue.

 

THIAGOThiago Silva x Rafael Feijão
Apesar dos exageros, o “Cortador de Gargantas” disse que ia fazer e fez. No comecinho, a velocidade superior de Feijão dava pinta de que seria um fator preponderante, mas, subitamente, o gás minguou. Thiago, malandro, aproveitou a guarda baixa e o queixo alto do rival e se lançou ao mar. As mãos do Blackzilian estalaram tão alto no rosto do representante da X-Gym que cheguei a temer por sua integridade física. Já que é ex-fumante, nada de um ano no sofá. Espero ver o intimidador meio-pesado correndo atrás do tempo perdido. Ah, o cara ainda embolsou 100 mil verdinhas extras. Bela forma de suavizar a mordida do leão brasileiro.

 

ERICKErick Silva x Jason High
O “Índio” resolveu apitar alto contra críticos que o malharam pós-Jon Fitch. Pior para o “Bandido de Kansas City” que, mesmo invicto há sete lutas, não suportou a pressão do faixa-preta de jiu-jítsu e judô. Toda aquele oba oba que o cerca desde o nocaute sobre Luis Beição será mais forte do que nunca a partir de agora. E a próxima rodada deve o colocar no bolo dos Condits, Ellenbergers, MacDonalds e Maias. Cabe a ele suportar a pressão ou não, mas, tecnicamente, ele já caiu da árvore de tão maduro.

 

SARAFIANDaniel Sarafian x Eddie Mendez
O atarracado paulista saiu seco do octógono. Meses e meses de estresse físico culminaram em exatos 2, 2 minutos de trabalho. O resultado é muito bom para tranquilizá-lo, mas, certamente, não mapeia sua posição na categoria. No aguardo por um teste adequado.

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