Pensando alto: análise do card principal do UFC 149

Renato Rebelo | 22/07/2012 às 02:33

Após lutas preliminares excitantes, com nocautes anotados por Francisco Rivera, Ryan Jimmo e Antonio Carvalho, o card principal do UFC 149 quase levou os fãs canadenses aos braços de Morfeu. Quem tirou um cochilo a acordou ao som de ‘’All I do is win’’ do DJ Khaled, escolha tradicional de Barão, não perdeu nada.

Estou envergonhado – Dana White.

Matthew Riddle e Chris Clements dificilmente terão algum impacto futuro nos meio-médios. A luta, consequentemente, foi bem morna – até que o texano teve um lampejo criativo e encaixou um raro katagatame em pé, quedou, terminou o serviço no chão e abocanhou aquele chequinho poupudo. Mas não precisam ficar atentos a ele.

– Brian Ebersole e James Head conseguiram fazer luta ainda pior que a descrita acima. Na última semana, o ‘Bad Boy’ Ebersole cantou a pedra de que sua exibição hoje não seria grandes coisas – garantiu que baixaria de peso independente do resultado. De repente, ganha uma sobrevida… Ah, Head ganhou na decisão dividida.

Shawn Jordan e Cheik Kongo ficaram praticamente abraçados no clinch por três rounds. Se você não viu a luta, felizmente utilizou melhor os seus 15 minutos. Kongo levou uma decisão desapontadora e deixou claro que, no máximo, dará trabalho a recém-chegados à organização. Esqueçam cinturão para o francês.

Nojenta (a luta) – nova critica do presidente.

Parece que o copo estava meio vazio – para tristeza de Dana White. Arrancando mais vaias da goela dos torcedores já roucos, Hector Lombard, o homem que chegou ao UFC com pinta de estrela caiu em uma sonolenta decisão dividida para um limitado Tim Boestch. Os 1,75m do cubano o fazem parecer estar na categoria errada. A postura estática de quem depende apenas do poder de uma das mãos também não ajuda . Para mim,  ambos se afastam do berimbolo dos médios. Bom para Weidman, Belfort e Belcher.

Não estou com humor para falar do peso médio. Não há nenhum top contender (desafiante) no momento – finalizou, visivelmente irritado, o careca.

Para salvar a qualidade do card principal, Renan Barão garantiu o quarto cinturão brasileiro no UFC (mesmo que interino) após aplicar um seminário de muay thai em Urijah Faber. Domínio completo em pé por cinco rounds e exibição inteligente do potiguar apelidado de ´Monstro´ pelo comentarista do UFC Joe Rogan. Dedé Pederneiras, líder na Nova União, disse ao Sexto Round neste semana que considerava Faber tarefa mais difícil para Barão do que o lesionado campeão Dominick Cruz. Se a análise do faixa-preta de Carlson Gracie proceder, entramos na ‘Era Barão’ no peso galo.

E vocês, o que acham?

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