Atacando de Joe Silva: lutas a casar pós-UFC on FX 8

Renato Rebelo | 19/05/2013 às 22:29

Temendo pela segurança de entes queridos, este pretensioso jornaleiro que vos fala volta a vestir o chapéu de matchmaker.

Recebi incontáveis pedidos (uns 3) pelo retorno da coluna – e algumas ameaças.

A todos que cobraram, meu muito obrigado. Vocês mandam, eu obedeço.

Sem chorar lágrimas de crocodilo – nem vender “wolf tickets” – vamos ao que interessa: cinco lutas a casar pós-UFC no Combate 2.

Ah, não se esqueçam daquele “leriado” tradicional: por aqui mantenho os pés do chão, dispenso confrontos improváveis e excluo atletas já comprometidos. Let’s roll!

 

NUM1Vitor Belfort x Weidman ou Jacaré

Antes do apedrejamento, permita-me explicar. Se Anderson Silva bater Chris Weidman em julho, o UFC fará das tripas coração para casá-lo com Jon Jones. Seria simplesmente a luta mais rentável da história do nosso jovem esporte. E Vitor, aos 36 anos, não pode ficar um ano largadão no sofá assistindo sua estrutura ser corroída pela maresia. Com isso em mente, proponho uma reflexão: qual dos médios mais cabulosos do mercado se encaixa melhor com o “Fenômeno”Jacaré, Bisping, Philippou, Boetsch, Okami ou Belcher? Vale levar em conta que alguns estados americanos já adiantaram que não aceitarão mais sua receita médica para o uso da terapia de reposição de testosterona – uma vez que o carioca já foi pego no exame antidoping. Portanto, suas chances de seguir atuando no Brasil são enormes. É simples. Se quiser disputar o cinturão na próxima rodada, Vitor terá que torcer pra Weidman zebrar geral no UFC 161. Se o aluno de Matt Serra cair, o réptil cabixaba, com o apelo local a seu favor, pinta como favorito a cruzar o caminho de Belfa. Na boa? Perderia até uma tira de couro das costas para ver essa.

 

NUM2Ronaldo Jacaré x Belfort, Michael Bisping ou Costa Philippou

Sobre Belfort, já esmiucei acima. Agora, há outros testes oportunos aguardando o produto da X-Gym. O primeiro é o lesionado Philippou, seu adversário original de Jaraguá do Sul. O cipriota segue como quinto do ranking, enquanto o bicampeão mundial de jiu-jitsu deve permanecer em oitavo – uma vez que Chris Camozzi não goza de prestígio catedrático. Outro é Bisping, número três na lista VIP. Já que o UFC finalmente fechou contrato com uma grande emissora de televisão inglesa, que tal estrear em horário nobre tentando alimentar o orgulho nacional com carne de Jacaré? Troca de chumbo interessante – e provável trauma para a audiência local.

 

NUM3Rafael dos Anjos x Jim Miller

Dos Anjos x Dunham me entreteve. Como o resultado foi pra lá de contestado, por que não uma revanche? Falta de apelo, né? Sigamos em frente, então. Rafael chegou à sua quarta vitória consecutiva e está maduro para bater de frente com um caboclo do calibre de Jim Miller – faixa-preta de jiu-jítsu de wrestling bacana e trocação capciosa. O americano clara por um par depois da derrota – que virou “no contest”- pro emaconhado Pat Healy. Miller tem o mesmo perfil de Rafael e Dunham, porém carrega uma tonelada de experiência nas costas. Luta-chave para as pretensões do carioca no congestionado peso-leve.

 

NUM4Rafael Sapo x CB Dollaway

Apesar de ter admitido baixo rendimento no UFC no Combate 2, vi o copo meio cheio para Sapo. João Zeferino simplesmente saiu mais duro que a encomenda e vendeu a derrota pelo preço de um Iphone 5 no Brasil. O mineiro se embananou, é verdade, mas nova vitória (a quarta em cinco lutas) o fez fincar de vez a bandeira no peso-nédio. Agora, para alçar vôos mais alto, Sapo precisa de quilometragem. CB Dollaway também atravessa boa fase e fareja um espacinho no topo da cadeia alimentar. Como veio anteriormente paras as bandas de cá sair na mão com Sarafian, já sabe o caminho.

 

NUM5Francisco Massaranduba x Myles Jury

Desde que entregou seu jiu-jítsu nas mãos de Serginho Moraes, Massara atravessou CJ Keith e Mike Rio com katagatames impiedosos. Agora, pra colar no clubinho dos 10 mais, o carismático ex-TUF precisa de um par legítimo – e que viva situação compatível. Pensei logo em Anthony Njokuani, que já rolou com tops de linha. Como o “Assassino” atravessa fase irregular, Myles Jury me parece um nome mais adequado. Estamos falando de um jovem de 24 anos invicto e com pinta de fenômeno. No UFC, teve três vezes o braço levantado e, agora, aguarda oposição mais graúda para seguir em frente. Será que ele aguenta com a fome do nosso pedreiro favorito?

Abraços.

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