Pensando alto: a análise informal do UFC on FX 8

Renato Rebelo | 19/05/2013 às 01:22

BELFORTVitor Belfort x Luke Rockhold

Não tem mais como dixavar. Entre Anderson Silva, Vitor Belfort e o resto da divisão há um abismo lunar. Rockhold não partiu para cima, como disse que partiria. Acuado, permitiu o “Fenômeno” achar a distância e, à la Michael Bisping, caiu na teia da viúva negra, ou melhor, incursionou a planície do T-Rex. As últimas performances de Vitor deixam o chute frontal na pera cada vez mais preso ao passado. O reencontro com o “Aranha” já amadureceu e caiu da árvore. Como diria Buffer: “It’s time”.

 

JACARERonaldo Jacaré x Chris Camozzi

Ao som de “It’s My Time”, Jaca deixou o backstage e adentrou a arena com alegria irradiante. O bravo Camozzi, que aceitou vir ao Brasil agarrar o abacaxi com pouca antecedência, nada pode fazer para frustrá-lo. A ampulheta do americano começou a virar logo no primeiro clinch. E o que chamou atenção foi a calma com que o capixaba amaciou a carne para implementar jiu-jítsu que figura no topo da cadeia alimentar. Sem afobação. O réptil finalmente submergiu e, agora, nadar no rio dos médios ficou ainda mais assustador.

 

RAFAELRafael dos Anjos x Evan Dunham

Dana White disse que Dunham foi roubado e a comoção popular tomou conta do Twitter. Marquei o primeiro round para o aluno de Roberto Gordo e o último pro louro americano. O segundo é o “x” da questão. Peregrinei por play by plays mundo afora e, 90% dos jurados virtuais, discordou do resultado oficial. Detesto não entregar a vocês uma opinião definida, mas não posso forçar a barra. Sabia que o nível altíssimo de grappling de ambos poderia gerar um concurso de kickboxing – e foi mais ou menos isso. Polêmicas à parte, Dos Anjos prova mais uma vez que aguenta a pressão do crème de la crème até 70kg.

 

SAPORafael Sapo x João Zeferino

Que primeiro round estranho. Pra começar, nunca vi um estreante no card principal tão relaxado como Zeferino – que interagia com a torcida e caminhava de guarda baixa. E mais: rara no MMA, a polêmica guarda 50-50 deu as caras e nos proporcionou três minutos de socos na canela e cotoveladas na coxa. A partir do R2, pane seca. Ambos diminuíram o ritmo e a experiência de Sapo prevaleceu. Via controle de distância e quedas oportunas, o faixa-preta de Renzo Gracie calou a torcida que empurrava o único catarinense do card. 29-28.

Abraços.

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