Sexta-feira, Primeiro de Abril. Muitos a" /> Cinturão interino: exceção que virou regra no UFC | Sexto Round
 

Cinturão interino: exceção
que virou regra no UFC

Lucas Carrano | 04/04/2016 às 14:24

Sexta-feira, Primeiro de Abril. Muitos achariam que era mentira, se Daniel Cormier já não tivesse sido visto mancando em público dias antes, mas o campão dos meio-pesados se lesionou e está fora do UFC 197.

Foram menos de 24 horas de expectativa de um substituto para DC, ou mesmo o anúncio do corte de Jon Jones do evento.

Então veio a notícia: Jones enfrentará Ovince St. Preux pelo cinturão interino dos pesos meio-pesados no evento do dia 23 de abril, em Las Vegas, sendo mantido na luta principal da noite.

Jon nunca perdeu seu título no octógono, ele foi destituído de seu título por causa de problemas do lado de fora. Achamos que é o certo a se fazer (cinturão interino). Não é sua culpa Cormier estar lesionado. Então ele luta pelo cinturão interino dos meio-pesados e, quando Cormier voltar, eles decidem quem é o campeão de verdade”, disse Dana White, ao Sportscenter.

O anúncio dividiu opiniões. E não é pra menos, Cormier lutou três vezes em 2015, contra as três maiores pedreiras da divisão (Jones, Anthony Johnson e Alexander Gustafsson) e, mesmo com seu corte do 197, não terá ficado ausente a mais do que sete meses.

Jones pode ser campão interino sem ter perdido

JJ pode ser interino sem ter perdido

E este é o ponto que mais me incomoda na decisão.

Antes de entrar em detalhes, no entanto, se me permitem, gostaria só de citar que não é o caso de Jon Jones não merecer lutar pelo título. Bones não perdeu seu cinturão  lutando e, na cabeça de muita gente (inclusive deste que vos escreve), não só é o melhor lutador da divisão, como o maior craque do MMA na atualidade – quiçá na história.

Pois bem. Retornando ao incomodo do cinturão interino, o que me deixa com a pulga atrás da orelha é justamente a banalização do recurso, e o desvirtuamento do propósito primeiro do mesmo.

Ora, o cinturão interino é um recurso excepcional, usado em casos extremos, quando o campeão linear está, por qualquer motivo que seja, inapto a defender seu título, mas também o empecilho não é grande o suficiente para que ele acabe destituído do posto.

O melhor exemplo no MMA, e talvez a aplicação mais certeira de um título interino no esporte até os dias atuais, envolveu um brasileiro, Renan Barão, e o então campeão dos galos Dominick Cruz.

Dono da cinta desde que o Ultimate incorporou o finado WEC, Cruz  havia lutado só duas vezes no octógono e deveria enfrentar Urijah Faber em julho de 2012, quase um ano depois de sua última luta, mas sofreu uma grave lesão no joelho – que o deixaria afastado por pelo menos mais um ano.

Barão: interino mais que justificável

Barão: interino mais que justificável

Neste caso, nada mais justo que colocar Faber para disputar o título interino contra o primeiro da fila, Renan Barão, que acabou levando a melhor.

Como todos sabem, a situação de Cruz foi de mal a pior e ele acabou ficando mais de três anos longe, o que fez Barão defender tanto o cinturão interino ao ponto de ser efetivado como campeão linear – mas isso já é outra história.

Há mais exemplos aceitáveis, mas cito um caso que teve como protagonista outro atleta da AKA (pessoal, que tal dar uma maneirada nos treinos?), Cain Velasquez.

Velasquez, aliás, já tinha um vasto histórico de lesões e eventos suspenso, alterados ou cancelados por sua causa (algo que se repetiu até depois deste episódio) – algo que, é bom que se diga, não passa perto do caso de DC, que por sua vez até salvou um evento ano passado após o corte de Jon Jones.

Enfim, Cain era a estrela do card, um campeão bastante ausente e, ao desamparar a estreia do octógono no México, deixou o UFC com a seguinte opção: casar Werdum contra o primeiro que aparecesse, e foi Mark Hunt, por um cinturão interino a fim de sustentar o card.

O problema é que situações como essa abrem precedentes e, quem é cobra criada, se aproveita disso.

Foi o caso de Conor McGregor. O irlandês bateu o pé e disse que só aceitava bater os sacrificantes 66kg para o UFC 189 se a luta em questão valesse o título, mesmo que interino.

Responsável pela situação envolvendo Conor ano passado e agora escalado para enfrentar Frankie Edgar pelo mesmo cinturão interino no UFC 200, José Aldo, aliás, já detonou a modalidade de título.

(Não vale) P*** nenhuma! É a mesma coisa ainda. Pura encheção de linguiça do c***, não significa nada. Estou pensando em vencer e chegar para disputar o cinturão. É o primeiro passo que estou dando para retomar isso. Esse negócio de interino fica para os patrocinadores, pra mídia, pros fãs que gostam. Pra mim, não; eu quero o cinturão linear”, comentou José Aldo, ao Combate.com.

Já em estágio avançado de sua ascensão meteórica, diante da perspectiva de se tornar o astro que é hoje e com uma multidão de europeus com ingresso comprado naquela ocasião, McGregor teve poder de barganha e, como vem acontecendo quase sempre, conseguiu o que queria.

O sucesso da fórmula na luta entre Conor e Chad Mendes parece ter criado um “monstro” e a coisa se intensificou.

Mesmo entre nós, que acompanhamos e vivemos diariamente o MMA, ainda que a opinião seja crítica com relação ao recurso, a frase “bota quem sobrou contra fulano pelo cinturão interino e salva o main event” virou lugar comum.

Desta forma, para delírio do colega jornalista Guilherme Cruz, conforme preconizado pela ex-dirigente brasileira do Ultimate Grace Tourinho, “todos os lutadores vão acabar tendo sua chance pelo cinturão” (mesmo que ele não valha tanto assim).

Minha visão, entretanto, e infelizmente, é ainda um pouco mais pessimista.

O cinturão interino virou um “title-shot de luxo”.

Com seu valor diminuído pela própria organização, o título se tornou um mero adereço que garante: 1) a seu possuidor uma chance contra o campeão linear e 2) ao UFC a chance de salvar alguns dólares.

  • mario

    pois eh, eu ate comentei isso num outro post.. cinturão interino é só um mimo pra lutador nao ficar de beicinho e garantir uma maior visibilidade pra luta

  • Thiago de Carvalho

    “AKA a.k.a. Butchery”

  • Thiago de Carvalho

    Só para adicionar dados:

    Lista de Campeões interinos do UFC

    (2003) Randy Couture
    (2005) Andrei Arlovski
    (2007) Georges St. Pierre
    (2008) Antônio Rodrigo Nogueira
    (2008) Frank Mir
    (2010) Shane Carwin
    (2012) Carlos Condit
    (2012) Renan Barão
    (2014) Fabrício Werdum
    (2015) Conor McGregor

    (2016) Jones vs OSP

    • Lucas Pereira Carrano

      Boa, Thiagão, valeu!

  • Jonas

    Dá essa impressão msm. Criam um cinto sem valor algum para usar em momentos questionaveis. Banaliza o titulo

  • bedotRJ

    Nessa caso específico, a luta do Jon Jones tinha que ser a principal de qualquer jeito. Tinha que ter 5 rounds. Como dar o mínimo de sentido para que a luta dele pudesse se manter como a principal sem desmoralizar tanto a co-principal, que também é uma disputa de cinturão? Criando essa cinta interina. Não vou dizer que concordo com a postura, mas consigo visualizar a situação que a diferencia de outros cinturões interinos. O que acho absurdo mesmo é o adversário. Com o Glover à disposição, já que está em camping para lutar apenas poucos dias depois, é absurdo que não seja ele o escolhido. OSP vem de uma vitória horrível sobre o Feijão logo após ser finalizado pelo próprio Glover. E o adversário do Glover, Rashad Evans, outro que parece ter sido cogitado, vem de derrota para o Bader, então também não deveria ser escolhido. O fato de um confronto entre Jones e OSP ser inédito, prá mim, não é argumento suficiente, já que haveria vários outros confrontos inéditos tão ou mais sem sentido do que esse.

    • Hyuriel Constantino

      Na verdade, deveria ser o Bader a pegar essa chance, mas queimaram ele com o AJ.

  • Thorens Acchuphase

    Legal a discussão! Em minha opinião cada caso é um caso haha! Na luta do Conor vs Aldo, por exemplo, o campeão se lesionou e entrou em seu lugar o número 2 do ranking, o pergoso Chade Mendes, que para muitos era o favorito contra o Conor.
    No caso do DC vs JJ, o campeão se lesionou e em seu lugar estão colocando o St. Preux, 6° do ranking que já perdeu pro Bader e Teixeira, ou seja, esse está fazendo o papel de salvador da pátria apenas e nem é de fato merecedor dessa disputa!

  • Francisco Júnior

    O UFC está na era das revanches sem sentido e dos cinturões interinos. O cinturão interino virou moeda de troca, consolo, mimo, etc. O UFC obviamente tem ganho muito com o sucesso de Conor McGregor, mas por outro lado, vai ter que saber lidar e até aceitar muitas reclamações e exigências de vários lutadores importantes do seu plantel, já que faz tudo o que o irlandês quer. McGregor não defender seu cinturão no UFC 200 e um cinturão interino ser disputado no mesmo dia foi uma decisão esportivamente ridícula.

  • Rafael Fiori

    Jones sabe que esse interino, como disse Aldo, não significa nada pura encheção de linguiça. UFC indo pelos caminhos das organizações/associações de boxe.

  • João Vitor Andrade

    Na opinião faltam regras claras ao UfC ou ao próprio Mma, quando tempo sem defender o cinturão o campeão perde ele? Quanto tempo o interino vira linear etc etc acho que o esporte precisa evoluir e deixar de ser apenas as vontades de Mr. WHITE.

  • Bruno Medeiros

    Se pensarmos esportivamente falando, essa banalização de campeões interinos não tem muito sentido e isso de certa forma gera muitos questionamentos. Mas se pensarmos no lado do atleta que está disputando o cinturão (desafiante), na minha opinião, se o mesmo conquistar o cinturão (mesmo que interino) trás uma série de resultados positivos, como novos contratos, novos patrocinadores, mais exposição, uma bolsa maior, então de certa forma entendo a justificativa de em alguns casos ser colocado um interino em jogo.

  • Lyn

    Concordo que ta banalizado o cinturão, mas acho que nunca tivemos tantos campeões dando cano nos eventos encima da hora. Temos que entender o lado do evento tambem

    • Renato Rebelo

      Tem esse lado importante tb. Vale a reflexão.

    • Lucas Pereira Carrano

      É verdade, Lyn. Eu me incluo na lista que citei no fim do texto, pois fui um dos primeiros a dizer no grupo do 6R que iriam acabar fazendo JJ x AJ pelo interino. A ocasião força esse tipo de decisão, mas minha percepção é que cada vez mais o “gatilho” está mais curto – ou seja, antigamente só catástrofes com diversas variáveis motivavam um interino, hoje em dia qualquer luta que cai já vira desculpa.

      • Lyn

        Nisso eu concordo. Eles estão mais sucetiveis a colocar um interino em jogo ao invés de esperar o campeão voltar como faziam antigamente , talvez como uma manobra para pressionar o campeão ou talvez pelos cards mais fracos consequência do grande número de eventos atualmente.

      • KRS Porlaneff

        Mas tem outro ponto também: antigamente tinha mais ligas de MMA concorrendo de igual para igual ou até superando o UFC (PRIDE, por exemplo) e também o UFC não tinha +- 500 lutadores. Antes do primeiro TUF eram uns 150 lutadores disputando 5 cinturões, onde a chance de chegar numa disputa de cinturão sendo mediano era bem maior que hoje, com +- 500 lutadores disputando 10 cinturões mas sem uma concorrência direta e ameaçadora com outras ligas. Hoje as únicas categorias onde medianos e/ou unilaterais conseguem chegar no TS são a HW e a FLY, vai ver quantos unilaterais conseguem TS na WW ou LW que comportam sozinhas 2/5 dos lutadores.

        Então, com essa concorrência toda, campeão tem que provar que aguenta a pressão.

  • Alexandre Mantovani

    Saúde é um quesito sólido para alguém ser campeão, sempre disso isso. Ou deveria ser. Por isso acho que nem deveria existir título interino. Uma vez que o contrato foi assinado, ou o campeão luta, ou perde o título e deixa o próximo par de desafiantes. É incrivelmente mais simples traz uma penca de benefícios e resolve um número imenso de problemas.

    • KRS Porlaneff

      Isso aí parceiro, aí o Robbie Lawler está prontinho para defender a cinta da WW pela terceira vez, está treinado e na ponta dos cascos. No dia anterior à pesagem o filho dele morre, e por ele não ter um pingo de condição de lutar ele tem que perder a cinta?

      OK, outro exemplo porque você vai alegar que estava falando de saúde. Ele está saindo da academia e sofre um assalto igual aquele lutador aposentado que tomou bala no bucho, nesse caso o Lawler merecia perder o cinturão também?

      • Alexandre Mantovani

        Sim. Com certeza. Qualquer uma das tragédias não tem nada a ver com o lado esportivo. Ademais, se fomos colocar exceções, que se pelo menos em casos excepcionais, ora! Se machucar em treino, cada dia mais parece estratégia de treino irresponsável e extrema. Cair de moto, fazer pega, praticar violência doméstica… são situações corriqueiras e não deveriam. Ser campeão é estilo de vida. Assumir isso é doloroso, mas se você tem uma empresa e se não fizer a entrega em um dia certo a falência é mais certa ainda, morrer seu filho não vira desculpa, só uma escolha sórdida entre o ruim e o pior.

      • Alexandre Mantovani

        Acrescentando ainda, mesmo em uma cenário tão apelativo quanto a perda de um filho, vamos somar mais absurdo então. A cada defesa de cinturão morra algum familiar, ou ele sofra um assalto, ou matem um familiar aleatório, ou que ele sofra um ataque alérgico a vaselina. Quanto tempo vamos segurar um cinturão? Qual o critério? Há critério 100% justo? Para mim não. Sempre há perdas de uma forma ou de outra. Então sou partidário do mais simples. Campeão que não defende o título perde.

        • KRS Porlaneff

          Parabéns meu chapa, você queria e você conseguiu: o troféu “Maior odiador de cinturão interino do mundo” é seu.

          Em nome de todos os fãs, lutadores e academias, agradeço por você não ser o manda-chuva de alguma liga de MMA.

          • Alexandre Mantovani

            Não coloquei em momento algum posição de ódio, mas se é para se apiedar de algo, que não seja da infelicidade do campeão, mas de todos os contenders que esperam uma oportunidade de estar no topo também. E digo mais, para academias, lutadores e fãs, campeões “trava fila” não tem muitos séquitos. Essa sua linha de pensamento, ao contrário do que está pregando, só favorece o campeão em detrimento de quaisquer outros interesses, de contenders, eventos e fãs. Quer cinturão? Lute.

          • KRS Porlaneff

            Beleza então. Respeito a sua opinião, apesar de discordar.

            E novamente agradeço em nome de todos os fãs de MMA, boxe e torneios de trocação como o K-1 e o Glory, que você não é manda-chuva de nenhuma liga.

  • Hyuriel Constantino

    Essa parada de revanche imediata e interinos sendo vendidos como doces já encheu o saco faz tempo. Virou um câncer em metástase.

  • KRS Porlaneff

    Olha, nesse ponto eu discordo de muita gente que simplesmente tem horror a cinturão interino – afinal é um recurso que existe e está aí pra ser usado, e não pra causar ojeriza. Muita gente esquece que o cara que é campeão e está lá pra ser batido, e não pra fazer reinado.

    O exemplo mais claro era o do Anderson Silva, cujos fãs pareciam ter mais medo dele perder o cinturão do que o próprio. Na época que ele era campeão, eu me referia a ele como Noiva, porque ele deixava a categoria toda esperando a boa-vontade dele (igual noiva que se atrasa de propósito porque “ninguém liga pro noivo” em um casamento) enquanto ele ficava lá falando que fulano não merece, sicrano é amigo dele, beltrano já teve a chance e perdeu, e nisso o tempo passando e ele não lutando e esticando o “sou campeão”…

    Como eu disse: o campeão está lá pra enfrentar os melhores e ser batido, e não pra “não lutar”. Se o melhor é o cara que já perdeu 3 vezes pra ele, paciência, mas é o cara da vez. Se é vendável, se é uma luta que a galera quer ver e o escambau, é outra história e desculpa mas não entra nesse ponto quando estamos falando de como deveria ser.

    Se o campeão se lesionou igual aconteceu com o Daniel Cormier, por exemplo, é mais do que certo um cinturão interino. Não é caso igual por exemplo, de lutadores que vivem lesionados como Cain Velasquez, Dominick Cruz, Abel Trujillo, Anthony Pettis ou Minotouro caso esses três últimos (ainda) fossem campeões, mas independente do motivo, se o cara tiver concordado com a data da luta e não pode defender, o certo é colocar um cinturão interino e o manolo campeão linear que se vire pra unificar as cintas igual aconteceu naquele imbróglio da HW do UFC entre 2008 e 2010 onde foram campeões o Couture, o Mir, o Lesnar, o Minotauro e o Carwin, e o Brock Lesnar unificou três cinturões em um.

    Enfim, pra encerrar: o certo é isso. Mas em se tratando principalmente do UFC, sabemos que “certo” é um termo com uma definição extremamente subjetiva ainda mais quando se fala de Conor McGregor que podia muito bem estar defendendo o cinturão FW contra o Frankie Edgar ou fazendo uma revanche com o José Aldo ao invés de fazer uma puta revanche sem sentido com o Nate Diaz na WW sem nem valer cinturão. O cinturão interino que vai ficar com Frankie Edgar ou José Aldo, esse sim é um cinturão interino absurdo porque o campeão da mesma categoria vai lutar no mesmo evento. O que vai ficar com o Jon Jones ou o Ovince St. Preux, desculpa mas esse não é absurdo não.

    • Lucas Pereira Carrano

      KRS,

      Seu raciocínio é bastante válido, e embasado. Eu realmente acho que faz muito sentido.

      Só não sei se você retratou muito bem a pegada do texto. Não é caso de ojeriza ou muito menos querer defender campeão, pra que reinem indefinidamente (na verdade, eu quero mais é que os cinturões mudem de mão mesmo).

      Porém, é preciso ter critérios e, por mais que seja um recurso e esteja ali pra ser usado, ele não é a regra, é exceção. O próprio nome diz: é um título provisório, quase emergencial. Quase um campeão interino a cada nove/dez meses, em média, nos últimos quatro anos me parece um pequeno exagero.

      • KRS Porlaneff

        Carrano

        A ojeriza quando eu disse não foi nem referente a você(s), e sim geral – sempre que discuto MMA com meus amigos eu sou o único que apóia a prática desde que ela siga o critério da impossibilidade de defesa na data marcada. O caso do Anderson Silva era um que me revoltava – a ponto dessa história de noiva – porque parecia certos políticos por aí (sem citar nomes) que fazem de tudo pra não largar a teta.

        O do Jones contra o OSP podia passar batido, mas entendo como estratégia pra não afundar o 197 (não na minha visão) com a luta de Mighty Mouse VS Cejudo. O do Edgar contra o Aldo é uma completa inutilidade, sejamos franco.

        Mas os outros interinos recentes (Werdum VS Hunt, Condit VS Diaz, McGregor VS Mendes e Barão VS Faber) eu apoiei e apoiei bastante por conta do histórico de desfalque de eventos por parte de Juanito Velasquez, Aldo e Cruz, e apoiaria no caso do Pettis também. Só o de Diaz e Condit apoiei mesmo achando relativamente dispensável porque a luta me interessava bastante :))))) .

  • Mateus Elias

    Eu achei válido a decisão de título interino no UFC Mcgreggor vs Mendes. Os caras investiram pesado na mudança das aberturas, letreiros, músicas entrada dos lutadores do M.E., e ainda a novidade do Contrato com a Rebook. Fora o dinheiro com a promoção do duelo original.

  • Thiago Eugenio

    Acredito que as disputas de cinturão interino dos meio-pesados e dos penas sejam circunstâncias diferentes em que uma “contamina” a outra.
    Nos meio-pesados, a disputa é semelhante ao caso do Werdum: o aspirante legítimo está pronto e aceita-se qualquer outro lutador (de preferência um top 10) também em condições de luta para o combate uma vez que campeão não pode participar do evento. Já o caso dos penas, temos uma marmelada: o campeão escolheu lutar em peso casado por dinheiro e fama em detrimento a defesa de cinturão. Ele não está inapto a pôr seu título em jogo.
    A situação dos penas é tão absurda que acaba por desprestigiar a legitimidade da dos meio-pesados.

  • Tiago Nicolau de Melo

    “Então ele luta pelo cinturão interino dos meio-pesados e, quando Cormier voltar, eles decidem quem é o campeão de verdade”, disse Dana White, ao Sportscenter.
    Ou seja: Dana não vê a possibilidade do OSP levar.
    Ok, nem eu. Mas é meio desrespeitoso com o Ovince.

    No mais, fecho com o Aldo: não vale de nada, mesmo. Já que, na maioria das vezes, o vencedor da luta que ganha o interino iria lutar contra o Campeão, mesmo.

    Já falei e repito: tá tão banal que se a Categoria dos Leves e dos Meio-Médios não fossem tão bem povoadas o Dana daria interino pro vencedor de Diaz vs Conor.

  • Daqui a pouco vão transformar o cinturão interino em cinturão de contender n°1 e transformar todas as lutas de cinturão em unificação de títulos hahaha.
    Brincadeiras a parte, para os lutadores eu acho que é bem como o Aldo disse, não vale nada, o “cinturão de mentirinha” vale mais para a promoção e mídia mesmo. E prevejo que logo logo teremos a volta da célebre expressão UFCirco rs.

    P.S: circo por circo, prefiro o da WWE kkk.

  • Marcos paixao

    Essas lesoes apareceram mais frequentes depois do rigor da usada
    O treino desses caras sao intensos, e sempre tem uma pancadinha aqui ou ali..
    Só que agora nao podem tomar mais umas coisinhas para se recuperar!

  • Guilherme Sada Ramos

    Concordo em gênero, número e grau, Francisco Júnior.

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