Hector Lombard: copo meio cheio ou meio vazio?

Renato Rebelo | 21/07/2012 às 03:41

Lombard após bater 84kg

A situação do cubano Hector Lombard nos remete ao velho dilema do copo meio vazio ou meio cheio. Se formos pelo lado de que se trata de um judoca da pesada – que representou seu país nas olimpíadas de Sidney, 2000-, vindo de 24 vitórias consecutivas e detentor do cinturão do Bellator, pode soar impressionante.

Mas também podemos lembrar que, de suas 33 exibições no MMA, seus rivais mais conhecidos foram Gerard MousassiAkihiro Gono e advinha… Ambos o derrotaram. Em seus triunfos, nenhum atleta sequer top 20. Talvez Alexander Shlemenko, se forçarmos a barra.

A verdade é que Tim Boestch não está exatamente no pelotão de frente dos médios e pode, simplesmente, não ser um desafio tão grande quanto a expectativa que existe em torno da estreia de Lombard no UFC. Vale lembrar que, mesmo em seu valioso nocaute sobre o bem ranqueado Yushin Okami, o ”Bárbaro” foi inteiramente dominado até conectar a saraivada de socos que desligou o japa no terceiro round.

Acho que o mais prudente é sempre achar um meio termo. Analisando friamente, é obvio que ninguém vence 31 lutas por acaso.

Certamente o cubano pode chegar com o pé na porta. Mas também não podemos ignorar os 34 anos e seus 1,75m de altura. Para base de comparação, Anderson Silva mede 1,89m.

Acontece que a divisão dos médios já foi tão devastada que o UFC clama por algum desafiante incontestável – quando, na verdade, ele não existe. Todos eles: Weidman, Lombard/ Boestch, Belcher, Bisping e Belfort precisam de mais um ou dois triunfos alcançar esse status e a falta de paciência pode matar o processo de maturação de um deles.

Em breve teremos as respostas sobre o ‘’baixinho’’ de mão pesada e ground and pound agressivo, todavia, nem todas neste sábado.

O que acham?

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