Dança das cadeiras, hesitação e vontade de trabalhar

Renato Rebelo | 03/05/2013 às 20:37

O card do UFC no Combate 2 anda mais remendado que bermuda de hippie.

A bruxa, aprisionada em masmorra no Acre desde o final de 2012, fez uso de magia afrodescendente, rompeu as correntes e melou boa parte do que foi originalmente planejado para Jaraguá do Sul.

A baixa mais recente foi Costas Philippou – por corte no rosto.

Assim, Ronaldo Jacaré, que estrearia contra um top cinco capaz de coloca-lo na zona do gargarejo, agora tem a obrigação de liquidar o não ranqueado – porém perigoso- Chris Camozzi.

Adepto do positivismo, nosso réptil enxergou o copo meio cheio:

Eu estava bem empolgado para enfrentar o Costa porque ele estava no Top 5 do Ultimate, bem rankeado. Mas o Camozzi chegou aí, tenho que levantar as mãos para o céu e agradecer que ainda tenho um bom oponente – disse ao SporTV.com.

A diferença também se faz clara no campo técnico. Antes, o rival era um pugilista de 1,80m, canhoto, agora, trata-se de uma fera do muay thai de 1,90m, destra.

Acho que o UFC Suécia pariu a maior disparidade dos últimos tempos.

Gegard Mousassi treinou três meses para Alexander Gustafsson, famoso viking de 1,96m que gosta de trocar mão e entrou na jaula com um wrestler até então desempregado de 1,72m.

No TUF Brasil Final 2, em Fortaleza, Erick Silva também teve o destino alterado: do muito duro John Hathaway, para o duro Jason High.

A gente treina de tudo. Meus treinos vão continuar os mesmos. Estavam duros e vão continuar duros. Temos que estar prontos para tudo. Talvez mude alguma coisa na estratégia, o que é o de menos – disse o “Índio” em entrevista a um rapaz bem bacana.

Penso como os representantes da X-Gym.

Mudou de adversário? Ótimo, novo desafio. O camarada que chega continua tendo duas pernas e dois braços (como diria o folclórico Wallid Ismail)

Corrijam-me se tiver errado, mas o ofício de um lutador profissional não é, digamos… lutar?

Sei que não sou eu que ponho minha integridade física em jogo e tem todo aquele papo de grana, planejamento de carreira, riscos mis, etc…

Mas não creio que hesitação exacerbada combine com essa linha de trabalho.

O medo de perder não pode ser maior do que o desejo de trabalhar.

Imaginem se Jon Jones – que vinha de um camp completo- tivesse posto fim à agonia de Chael Sonnen no UFC 151 (1º de setembro de 2012)?

Possivelmente, a maior luta de todos os tempos já estaria casada!

Abraços.

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