Rede Globo e o cancelamento do “The Ultimate Fighter”

Renato Rebelo | 30/04/2013 às 21:20
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Nem as presenças de Werdum e Minotauro impulsionaram a audiência

A entrada da celebrada série americana “Revenge” nas noites de domingo da Rede Globo já estava sacramentada há meses.

Em um primeiro momento, o horário de sua exibição não era consenso entre os manda-chuvas.

Mas os números gritaram e a trama foi lançada logo após o Fantástico – empurrando o “The Ultimate Fighter” para meia-noite.

Afinal, a emissora havia perdido a liderança do horário para o SBT e empatava com a Record na segunda posição.

Nosso reality show ia mal das pernas…

Nesta segunda, veio a pá de cal.

A renomada Keila Jimenez, da Folha de São Paulo, soltou em sua coluna que o TUF, longe de bater as metas de faturamento, estava com os dias contados.

O UFC limitou-se a dizer, via nota oficial, que tais informações eram imprecisas, enquanto diretores do canal sequer se manifestaram.

Pra começar, nada de “haraquiri”, pessoal.

O contrato assinado entre Zuffa e Globo prevê mais três temporadas do programa e uma rescisão unilateral poderia prejudicar a frutífera relação entre as partes envolvidas.

Portanto, toda essa comoção é prematura.

Agora, falando hipoteticamente, e se realmente houver o cancelamento?

Marcharemos em direção ao Jardim Botânico empunhando tochas?

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A vitória de Viscardi sobre Jambo foi o capítulo mais assistido

Nada disso.

Não tenho vocação para pai cego que vê aquele filho gordinho e espinhento como a nova versão do Brad Pitt.

A verdade é dura: o programa não manteve o público leigo – que, curioso, sintonizou na primeira temporada- em frente à TV.

As brincadeirinhas e a edição, muito atacadas no últimos dias, não são a raiz do problema.

Simplesmente, a massa proletariada ainda não se interessa pelas histórias de atletas desconhecidos que praticam um esporte em franco processo de maturação no país.

Além do mais, o modelo do TUF é saturadíssimo e esteve muito próximo do cancelamento nos Estados Unidos.

Por lá, apenas o carisma de alguns de seus protagonistas foi capaz de dar certa sobrevida ao produto.

Esqueçam teoria das conspirações, rapaziada, se o TUF estivesse bombando, o seriado dublado amargaria o horário mais inóspito.

Vale lembrar que estamos falando de uma empresa privada que depende de resultados para se manter no mercado.

Bater de frente com a lei da oferta e demanda é dar murro em ponta de faca.

Até nós, membros de seita quase religiosa, deveríamos entender isso.

Alternativas poderiam ser estudadas? Certamente.

Por que não jogar o TUF pro SporTV e fazer um trabalho de educação mais longo via Globo Esporte, Esporte Espetacular, etc?

Que tal jogar pra tarde de sábado?

Paciência!

Ainda não dominamos o mundo.

Quando a caminhada fica dura, só os duros continuam caminhando – Mano Brown.

Abraços.

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