Pensando alto: a análise informal do TUF 17 Finale

Renato Rebelo | 14/04/2013 às 03:59

Quem teve paciência para acompanhar a última temporada do Ultimate Fighter americano foi brindado com uma pá de tira-teimas e conferes criados em rede nacional.

Aqueles que não baixaram os episódios devem ter ficado mais perdidos que idoso em caiaque. Para democratizar o conteúdo, vou divagar apenas sobre o filé mignon.

Vamos às últimas do card principal:

Urijah Faber x Scott Jorgensen

Toda vez que o “Califórnia Kid” reaparecesse é a mesma ladainha: “Por que esse cara recebe tantos title shots”? Com os três tapinhas de Jorgensen no quarto round, os advogados de defesa do Alpha Male ganharam outro bom argumento. Agora, nada mais, nada menos que cinco dos 10 melhores pesos-galos do mundo já foram despachados. Apenas Dominick Cruz e Renan Barão – seus últimos algozes- o separam do ouro. Estaria Urijah em uma espécie de limbo? Seria esse um caso de “porteirite aguda”? Sim, duas vezes.

 

Uriah Hall x Kelvin Gastelum

O matemático Pitágoras já havia dado o papo em 500 antes de Cristo: “A prudência é o olho de todas as virtudes”. Tal pedaço de sabedoria não adentrou a casa do Seu Hall na década de 80, afinal, seu filho, Uriah, já estreou no UFC com marra de campeão mundial. E aí, meus amigos, mais uma vez concluo que não há nada que corroa mais o ser humano do que um punhado de elogios. Achando que pudesse resolver a qualquer momento, o jamaicano baixou a guarda, grudou as costas na grade, mandou bater… Só que, do outro lado, o tinhoso Kelvin não se intimidou: “Ele não é o Anderson Silva”. E foi na base da garra e do wrestling que o campeão mais jovem da história do TUF ditou o ritmo por 15 encarniçados minutos. Agora, com 100 mil verdinhas e uma Harley Davidson na garagem, ele começa a ser chamado de “Mini-Velasquez”. Xiii…

Eu acho que ele (Uriah) quebrou mentalmente. Só descobrimos o que um cara realmente tem quando está sob pressão. É nessas horas que vemos os Andersons Silvas e Georges St-Pierres brilharem. Ele tem que botar a cabeça no lugar – disse Dana White.

Miesha Tate x Cat Zingano

A segunda luta feminina do UFC provou um ponto: o maior palco do mundo é das moças por direito. Entrega total e o fino de técnica em três rounds de um perde-ganha alucinante. No final, a voracidade da esposa do faixa-preta brasileiro Maurício Zingano falou mais alto. Luta da noite é pouco. Não me espantaria se visse as duas de vestido longo no “Oscar do MMA” em dezembro.

 

Gabriel Napão x Travis Browne

Como um boi bravo, o carioca se lançou às pernas de Browne – mas o longilíneo havaiano negou, com destreza, o chão ao campeão mundial de jiu-jítsu. Quando achou meia brecha, “Hapa” largou cotovelaços fulminantes – e deu início à uma discussão interminável. O golpe que amoleceu as pernas de Napão pegou na nuca? Na opinião deste que vos fala, sim. Como podem ver na imagem ao lado, não só a nuca, mas a têmpora do brasileiro também foi alvejada de forma sistemática. E o juizão, onde estava? Papando mosca em ângulo desfavorável. Graças a ele, o representante da Team Link recebe injusta mancha vermelha no cartel. E eis que surge outra pergunta: quem vigia o vigia? Ah, o gringo ainda levou o checão de nocaute da noite! É mole?

Abraços.

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