Quatro motivos para assistir o TUF 17 Finale

Renato Rebelo | 12/04/2013 às 20:46

Se o sofridíssimo card do UFC on Fuel TV 9 espremeu limões e entregou uma limonada (um punhado de nocautes e finalizações), o TUF 17 Finale pode, muito bem, render uma caipvodka caprichada.

Não há popstars no card, é verdade, mas o futuro de algumas divisões será decidido em Las Vegas neste sábado a partir das 18h30 de Brasília.

Se estás na dúvida se vale ou não largar cinquentão no pay per view, vou advogar a favor do Canal Combate:

Pesados na encruzilhada

Na noite de cinco de outubro de 2012 Travis Browne tava – falando de forma polida- cagado de urubu. Além de ser brutalizado por Antônio Pezão“Hapa” bichou severamente o joelho direito. O gosto da primeira derrota da carreira foi super amargo: o havaiano chorou horrores no vestiário. Seis meses depois, será que a confiança foi recuperada? Uma segunda mancha vermelha no currículo pode fazê-lo cair em desgraça… Do outro lado, Gabriel Napão é só sorrisos. Desde que desistiu da aposentadoria, o carioca enfileirou três. Agora, aos 34 anos, não há como negar: esse é o sprint final – e cair diante de Browne seria um banho de água polar.

 

Ameaça à Rainha

Ronda Rousey não esconde que prefere enfrentar Cat Zingano na próxima rodada. Afinal, a campeã do UFC já esticou o braço de Miesha Tate – e em poucos minutos. Mas a bela namorada de Brian Caraway promete fazer das tripas coração para evitar o desejo da judoca. Surrar a invicta esposa do faixa-preta brasileiro Maurício Zingano é o objetivo. Title shot e vaga de treinadora no próximo TUF – ao lado de “Rowdy”– na mesa.

 

Estreia do Cabuloso

Já falei sobre Uriah Hall no textinho “Weidman quer besta-fera para dublar Anderson Silva”, mas vale lembrar: o negão apagou três no TUF e foi apontado por Dana White como a maior revelação do programa em 17 edições. É mole ou quer mais? Kelvin Gastelum, de 21 anos, poucas palavras e wrestling eficiente tentará segurar a bronca do fora de série jamaicano na final da temporada capitaneada por Jon Jones e Chael Sonnen. Quem sobreviver, chega com pompa à categoria comandada por Anderson Silva.

 

Amigos, amigos, negócios…

Uma amizade de 11 anos pode seguir viva depois de 25 minutos de porrada? Urijah Faber e Scott Jorgensen acreditam que sim. Às vezes tenho a impressão que o wrestling planta uma semente de competitividade um tanto quanto diferente. Nele, pessoas próximas se embolam sem drama e chorôrô. Depois de um abraço apertado, esses dois, que quedam e trocam vigorosamente, prometem um “pega pra capar” daqueles. Valendo um acento na primeira fila do peso-galo, próximo a Barão e Cruz!

Abraços.

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