Pensando alto: a análise informal do UFC on Fuel 9

Renato Rebelo | 06/04/2013 às 18:59

O que será que os suecos botam na água? Há três eventos, o Ultimate não entregava uma finalizaçãozinha sequer ao público. Hoje, foram quatro – e três nocautes. Mesmo com o “line-up” caidinho, o UFC on Fuel 9 não deixou na mão quem resolver passar a tarde de sábado em frente à TV. Vamos ao que interessa:

Card principal:

Gegard Mousasi x Ilir Latifi

Da série “mais previsível que natal dia 25 de dezembro”, Mousassi desfigurou a cara do valente desconhecido em luta com quê de sparing televisionado. E o que isso nos diz? Nada. Ponto de interrogação para o impacto que o armênio ainda pode causar na divisão dos meio-pesados. Cadê você, Gustafsson? Espero que o duelo explosivo seja refeito.

 

Ryan Couture x Ross Pearson

Durante a semana, o inglês fez questão de frisar que Couture não estava no seu nível. Durante oito minutos, errou. Filho de peixe, Ryan grudou o rival na grade e o inutilizou com aquele “dirty boxing” familiar. Quando conseguiu se desvencilhar de vez, Pearson avançou e largou o braço. TKO. O futuro de Ryan parece nebuloso no UFC. Acho que não se cria…

 

Matt Mitrione x Philip De Fries

De Fries conseguiu a proeza de facilitar o próprio nocaute. Em entrada de queda, o inglês encontrou uma mãozinha furtiva de Mitrione e caiu de maduro. O infortúnio coloca uma rescisão contratual em sua mão e salva do emprego do folclórico “Meathead” – que levou duas piabas em 2012. Tudo isso em 19 segundos, amigos.

 

Brad Pickett x Mike Easton

Apesar de “Hulk” e “One Punch” serem porradeiros notórios, o que fez a balança pender a favor de Pickett foi o domínio no agarra-agarra. Luta honesta e divertida, porém, bateu a impressão que não houve 100% de entrega. Como os caras vinham de derrota aquela velha máxima “quem tem carteira de trabalho assinada, tem medo” pode ter entrado em cena. Pior para Easton.

 

Diego Brandão x Pablo Garza

Nem a colossal diferença de envergadura salvou o “Espantalho” da versão 2.0 de Brandão. Mais cerebral que outrora, o “Ceará“ katagatameou depois de quedar e passar sem muito suar (rimou!). Agora, o menino de Manaus bate à porta do ranking dos penas. Top 10 pra ele, Sean Shelby!

 

 

Menção honrosa

Conor McGregor x Marcus Brimage

Brimage foi pra cima do boxer irlandês que nem boi bandido e acabou se lascando. Tirou onda o “Notório”. Não se deixou abalar pela estreia e, com guarda baixa e golpes guiados a laser, jantou o “Super Sayajin” americano. O “hype” por trás de McGregor era enorme e o cara provou não ser de mentira. Carisma + mão de granito sempre dá samba. Guardem esse nome.

Dana White, agora te dei um bom motivo para fazer um UFC na Irlanda!

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