E aí, ainda vale a pena assistir o UFC on Fuel 9?

Renato Rebelo | 04/04/2013 às 18:14

Dana White tentou jogar os dados nos bastidores mas não teve desenrolo.

Os médicos da soberana SMMAF não curtiram o corte acima do olho esquerdo de Alexander Gustafsson e tiraram o grandalhão escandinavo do UFC on Fuel 9.

Seu sparing Ilir Latifi matou o abacaxi no peito e botou a cara na luta principal mais sem sal – e nexo- da história recente do UFC.

Apesar de Antônio Pezão ter me dito que Latifi é “sinistro”, confesso ainda buscar razões para me importar.

Afinal, até uma vitória – dependendo de como for- pode ser ruim pra Mousassi, que entra mais favorito que o Barcelona jogando contra o Atlético de Sorocaba.

Gente, por que não adiar a colisão entre dois dos melhores meio-pesados do mundo?

Ah, é! Tem gente que pagou caro por um ingresso…

Bom, como também não posso deixar de perder o co-main event entre Matt Mitrione e Philip De Fries, surge aquela perguntinha:

Vale mesmo a pena perder o solzão de sábado e nerdear em frente à TV de 11h45 até 17h?

Pra esse doente que vos fala, sempre vale.

E destaco três casamentinhos menos badalados, porém porretas:

Diego Brandão x Pablo Garza
Garza é um daqueles caras que não nasceu para ser engenheiro. Não há muito cálculo em suas ações: faz sem pensar. Exatamente por isso que o “Espantalho” encaixou o primeiro triângulo voador da história do UFC e raramente chega na decisão dos árbitros. Não menos impetuoso, “Ceará” se mostrou mais maduro e centrado contra Joey Gambino. Talvez fosse o equilíbrio a peça que faltava no quebra-cabeça. Agora, o brasileiro de mão pesada e jiu-jítsu justo tem a faca e o queijo na mão pra decolar. Prognóstico: Brandão favorito e não deve levar 15 minutos.

 

Ryan Couture x Ross Pearson
Em sete lutas como peso-leve no UFC (5v e 2d), Pearson tem a segunda melhor defesa da história da divisão. O cara evitou cerca de 70% dos golpes desferidos contra ele. “The Real Deal” é completo, agressivo e experiente. “O Couture não está no meu nível” – disse ontem a Ariel Helwani. Ryan, ainda meio verde no MMA, obviamente não concorda – mas não escondeu o friozinho na barriga por estrear no maior evento do mundo sem o pai, Randy, no córner. Vindo de duas vitórias contestadíssimas, o filho da lenda precisa provar que não luta apenas com o sobrenome. Mas Pearson parece estar a léguas de distância…

 

Marcus Brimage x Conor McGregor
“Arrogante e prepotente”. Foram com essas palavras que Brimage, fã número um de Dragonball Z, descreveu McGregor, o Nick Diaz irlandês. Pra quem não está familiarizado com o “Notório”, estamos falando de um sujeito com o ego infladíssimo, mão muito dura e aquele quê de sociopata que atrai hordas de fãs. Sua série também impressiona: em pouco menos de dois anos, deixou oito corpos estendidos no chão. O serelepe americano carrega certo favoritismo e venha de três vitórias consecutivas no UFC, é verdade, mas a áurea e o “hype” por trás de McGregor impressionam. Será que o “detector de Ki” consegue captar? Previsão: chuva de tamanco e nada de agarra-agarra.

 

Obs: para poupá-los de um show de obviedade, não teremos os “Palpites da Imprensa” neste evento.

Abraços.

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