Page, o novo Anderson Silva: verdade ou mito?

Renato Rebelo | 27/03/2013 às 22:26

E ainda tirou uma onda…

Sob pena de parecer preguiçoso, vou falar sobre o Bellator 93 com quase uma semana de atraso.

Minha motivação é simples: nos últimos dias, 12 amigos compartilharam no “feed” do Facebook um momento memorável desta edição do evento de Bjorn Rebney.

Falo do diretaço de encontro de Michael Page que mandou Ryan Sanders para a lona com apenas 10 segundos de prosa.

O cortejado inglês, conhecido na rodinha como “Novo Anderson Silva”, manteve a invencibilidade no MMA após quatro impressionantes vitórias.

Mas será que ele realmente é esse rei da cocada preta?

Vale lembrar que, em nossa cultura futebolística, é comum pressionarmos jovens de forma prematura ao compará-los a Pelé, Maradona etc, após um punhado de boas atuações.

Digo que a força é verdadeira, mas calma lá.

É claro que a ascensão de um camarada de 25 anos e 1,91m de altura que é faixa-preta de caratê, campeão mundial de kickboxing e filho de um mestre de kung fu não é rotineira.

Basicamente, é um ser que, em pé, pode nocautear até com uma orelhada.

Precisão, timing, noção de distância, potência… Tudo no estado da arte.

Além disso, o meio-médio ainda foi feliz na escolha de uma escola tradicional de sua área para se defender de quedas e sobreviver no chão: a London Shootfighters – de John Hathaway, Marius Zaromskis, Zelg Galesic e outros bons valores de seu top.

Agora, olhando para o copo meio vazio, se combinarmos os carteis de seus oponentes até aqui verificamos oito vitórias e 11 derrotas.

Ou seja, mamãezada!

E mais, Page se aventura em lutas agarradas há pouco mais de um ano.

Pra quem passou a vida inteira socando e chutando, adquirir resistência para fazer força contínua demanda tempo.

Recordo-me de uma fera do muay thai com passagem pelo K-1 contando o sofrimento que eram seus treinos de jiu-jítsu.

São valências diferentes. Quem faz o caminho inverso também sofre bastante.

O “Spider”, por exemplo, está no ramo há 16 anos e já lidou com alguns quebra-molas.

Rebney não é bobo nem nada. Sabe que tem um produtaço em mãos e, se for malandro, vai lança-lo aos poucos no mercado.

Do contrário, pode acabar decepcionando muito gente.

O mantenham longe de Jon Fitchs – pelo menos por enquanto.

Abraços.

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