Pensando alto: a análise informal do UFC 158

Renato Rebelo | 17/03/2013 às 02:54

Especialidade da casa: amassamento de bife

Georges St-Pierre x Nick Diaz

Como diria o filósofo Roberto de Souza Rocha (googlar): “Nem blá blá blá, nem chororô…”. Aprendemos hoje que cara feia, xingamentos, dedos médios em riste e meses de pressão psicológica não evitam um double leg bem executado. Mais previsível do que o natal no dia 25 dezembro era o subjugamento do “Bad Boy de Stockton” pelo cara que, empolgante ou não, é o mais completo em atividade no MMA. Será que “Big Rigg” acha uma brecha nessa rocha?

Acho que tenho o wrestling melhor do que o do GSP e é fato que bato mais forte do que ele – disse Hendricks na coletiva de imprensa

Carlos Condit x Johny Hendricks

Enquanto tem gás no tanque, o barbudo é uma locomotiva. Das duas uma: ou a canhota entra e uma viúva chora ou o wrestling top de linha mantém a presa imóvel no chão. Condit foi espectador por 10 minutos. Apenas quando Hendricks cansou, o “Natural Born Killer” conseguiu trabalhar. Chegou a incomodar abrindo a caixa de ferramentas, mas Inês já era morta. “Leônidas” finalmente chegou ao final do arco-íris e encontrou o pote de ouro. Cinquentinha para ambos pela luta da noite.

Jake Ellenberger x Nate Marquardt

Que tamancada logo no início, meu amigos. O “Fanático” é um daqueles camaradas capazes de derrubar uma mula com socos. “O Grande” pouco fez antes de ser posto na posição fetal. Posso estar sendo imediatista, mas me parece que, aos 34, Marquardt entra na curva descendente. Já o pupilo de Rafael Cordeiro recebe a pulseirinha da área VIP e o prêmio de KO do evento.

Chris Camozzi x Nick Ring

Comozzi e Ring foram extremamente eficientes em fazer minha patroa dormir. Após 15 minutos de nada, eu também quase batuquei para a chave de tédio. Campeonatos de golfe em São Conrado já me empolgaram mais… Incrivelmente, Colin Fletcher x Mike Ricci conseguiu ser pior. Ah, o americano venceu por algum motivo.

Menções honrosas:

Por que Patrick Cote não resolveu fechar a boca antes? Sarado e mais ágil, o “Predador” de 33 anos parecia outra pessoa com 77kg. Pra nossa sorte, do outro lado do “cage”, o resiliente brigão Bobby Voelker não estava afim de entregar a rapadura. Cabo de guerra eletrizante e pequena vantagem para o reinventado representante da BTT Canadá. Segunda melhor luta da noite.

Como é possível ser veterano com apenas 23 anos? Jordan Mein chegou ao octógono com 34 lutas na carcaça e já mandou um recado aos demais meio-médios. Após sobreviver lindamente a um justo armlock, “A Jovem Arma” entregou a Dan Miller o primeiro nocaute da carreira. Pra quem não se lembra, este é o canadense com cara de menino indefeso que debulhou Evangelista Cyborg e Marius Zaromskis no Strikeforce. Olho nele!

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