Os palpites da imprensa brasileira para GSP x Diaz

admin | 13/03/2013 às 16:35

Wagner Bebê (Esporte Interativo)

Nick Diaz é, sem dúvidas, um dos caras mais duros entre os meio-médios do UFC. Seu boxe “lango-lango” é super eficiente. Seu jiu-jitsu com as costas no chão é ótimo. Mas nada disso irá funcionar diante de GSP. O canadense é ainda melhor do que Diaz na parte em pé. Enquanto GSP trabalha muito bem os jabs e low-kicks, Diaz não bloqueia chutes baixos como deveria e, na hora de chutar, muitas vezes tenta chutes altos “preguiçosos”. Isso, aliado a um jogo de pernas deficiente por parte do “boca-suja” da Califórnia, deve abrir caminho para GSP aplicar um novo “manual de quedas”, derrubando de todas as formas possíveis, round a round, e castigando Diaz no ground-and-pound. Na minha opinião, dá GSP, por decisão unânime (50-45) ou, quem sabe, uma interrupção médica no quarto round.

 

Marcelo Dunlop (Gracie Magazine)

O desafiante Nick Diaz será um teste e tanto para o canadense GSP. Um teste para o Jiu-Jitsu do campeão. Um teste para seu boxe. E um teste especialmente para sua frieza e paciência mental. Se não cair em qualquer dessas armadilhas, GSP será capaz de manter seu cinturão com relativa tranquilidade contra o provocador californiano. GSP tem um jogo de chão muito inteligente, e dificilmente será dominado por ali. Nick pode aparecer com uma chave inesperada e torcer GSP, e as expectativas, mas não é o mais provável. Acredito em vitória por decisão unânime do atual campeão.

 

Adriano Caldas (SporTV.com)

Espero um Georges St-Pierre ainda mais empolgado e ativo do que na luta com Carlos Condit. Naquela luta, GSP não deixou Condit passar da linha que delimita a área central do octógono, e prevejo o canadense indo para frente contra Diaz. O Bad Boy de Stockton tem um ótimo chão e acredita que vai estar bem por baixo, mas Condit também tem uma guarda agressiva e St-Pierre mostrou excelente defesa nessa área. O canadense vai bater com mais vontade e poder do que bateu em Josh Koscheck, mas Diaz tem queixo duro e não desiste nunca. Portanto, teremos mais uma decisão unânime a favor do campeão indiscutível dos pesos-meio-médios.

 

Guilherme Cruz (Tatame)

Antes de qualquer coisa, não concordo com a chance ao cinturão dada ao Nick Diaz. Mas, como Dana White está mais interessado nas cifras que esse combate gerará, vamos lá. O combate tem potencial para ser uma luta empolgante, uma vez que Diaz tem um jogo louco de trocação e sempre provoca seus adversários durante o confronto. GSP pode perder a paciência e entrar na estratégia do rival, mas acho difícil que isso aconteça. GSP quedará Nick por 25 minutos – e por mais que o americano seja muito bom no chão, ele não é um Demian Maia, e seu jogo de guarda não deve surpreender o campeão. Vitória por pontos para St-Pierre – de novo.

 

Pedro Ivo (Globo Esporte)

Ele simplesmente nocauteou caras como BJ Penn, Matt Serra, Matt Hughes e Sean Sherk. Finalizou Frank Trigg, Hughes e mais uma galera. É o cara que tem menos brechas no jogo na história do UFC. Eu sou fã declarado dele. Georges St. Pierre, canadense, atleta de altíssimo nível, carismático, ídolo do seu país e fora dele também. Eu não tô nem aí pras suas últimas vitórias por decisão. Quando o GSP pisa no octógono eu paro pra assistir. Tenho certeza que o Nick Diaz vai ser amassado os 5 rounds. Não vejo o americano freando o ímpeto do Georges. Nick Diaz é excelente no boxe e no jiu-jitsu… ok! É muito pouco pra derrotar o GSP. A previsão é simples: um festival de quedas durante toda a luta. Só tenho uma dúvida. TKO no ground and pound ou vitória por decisão unânime dos jurados? Nick Diaz é brabo, aguenta muita pancada, isso é fato. Por isso, fico com a decisão unânime a favor do GSP. E me arrisco a dizer até a pontuação: 50 a 45 a favor do canadense.

 

Renato Rebelo (Sexto Round)

Confesso que o carisma e brabeza do consumidor de cannabis medicinal me contagia. Apesar do discurso ambíguo e da falta de profissionalismo, as frases de ordem e o estilo ofensivo dentro do octógono claramente o separam da boiada. Além da preferência pessoal, acho que uma derrota de GSP seria benéfica para revoltar o mar dos meio-médios. Tô dando pinta que vou apostar no californiano, né? Não, não tem como. Ainda não rasgo dinheiro. É simples. Nick é um “volume puncher” adepto do triatlon. Ou seja, seu preparo físico superior lhe dá carta branca para arrastar suas presas para águas profundas com golpes sem tanta potência, porém precisos e em grande quantidade. Buscar o nocaute com um ou dois socos poderosos não é seu lema. Acontece que do outro lado temos um dos seres humanos mais resilientes do planeta que porta mãos pesadas forjadas por Freddie Roach. Mudando de setor, é sabido que Diaz vai cair mais que o Fluminense entre 1996 e 1998. E no chão, apesar do faixa-preta de Cezar Gracie ter uma guarda venenosíssima e flexível, a combinação base+força+faixa-preta de Bruno Fernandes tornam o campeão praticamente invulnerável a finalizações. Bom, se o desafiante não vai nocautear, finalizar ou vencer pelo cansaço, presumo que ele está num mato sem cachorro. GSP por decisão unânime.

 

Alexandre Matos (MMA Brasil) 

Diaz é conhecido pelo boxe em alto volume, jiu-jítsu agressivo e queixo duro. Além disso, é um lutador corajoso e não costuma se intimidar mesmo quando está sob pressão. Estas características fazem com que muita gente considere que ele é a maior ameaça ao reinado de GSP. Na minha opinião, isto está longe de ser verdade. O canadense é o lutador mais completo que o MMA já viu, aquele que tem menos buracos a explorar em seu jogo. Para piorar o lado de Nick, St. Pierre é melhor em todo e qualquer ramo do jogo, inclusive no chão. Ainda que o canadense seja capaz de ser superior em pé, principalmente usando a tática de chutes baixos que fez Evangelista Cyborg deixar Diaz em desvantagem, acredito que as quedas com timing perfeito serão as ferramentas do canadense. O mais óbvio seria apostar num 50-45 a favor de Georges, mas eu não duvidaria de ver o árbitro interrompendo o combate, decretando o primeiro nocaute técnico a favor de GSP desde o UFC 94.

 

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