Estaria Overeem próximo de um futuro sombrio?

Renato Rebelo | 07/03/2013 às 18:55

Pezão barbarizando “The Reem”

No dia 27 de março de 2012, representantes da Comissão Atlética do Estado de Nevada surpreenderam seis pesos-pesados do UFC com um objeto peculiar: um potinho plástico.

Sem aviso prévio, Júnior Cigano, Alistair Overeem, Frank Mir, Cain Velásquez, Roy Nelson e Antônio Pezão tiveram que mandar aquele xixi capaz de detectar substâncias proibidas.

O resultado aprovou cinco deles, mas talhou a luta principal do UFC 146.

O Hércules holandês, adepto de nove refeições diárias regadas a carne de equinos, foi flagrado com níveis de testosterona sobre-humanos.

Em sua defesa, uma justificativa “razoável”: anti-inflamatórios.

Será que eu os encontro em farmácias próximas?

Deixa pra lá.

Depois de nove meses suspenso, Overeem jurou por São Longuinho que nunca mais seria um menino mau e conseguiu reaver a licença de lutador.

Mais vigiado que Big Brother, ele prosseguiu para o UFC 156…

Logo após ser violentado por Pezão, nenhuma surpresa no laboratório: quantidade de testosterona perigosamente baixa.

Duas últimas pesagens

Ora, o corpo humano é uma maquina inteligente, meus amigos.

A grosso modo é o seguinte:

Quando detecta grande quantidade de testosterona (injetada artificialmente), o organismo para ou diminui a produção – por considerar que já há o suficiente.

Portanto, se o método sintético for interrompido, os níveis do hormônio sofrem queda livre.

A repetição desse processo pode acarretar em danos permanentes – umas vez que sistema endocrinológico não é ioiô.

E qual é a saída?

A boa e velha terapia de reposição de testosterona (TRT).

Acontece que burocratas americano anunciaram, no início dessa semana, que a sobremesa azedou no MMA.

Se você já foi flagrado em exame antidoping, não poderá mais recorrer à manobra.

Ou seja, usou esteroides anabolizantes no passado e comprometeu a própria saúde? Azar o seu.

Um competidor com níveis baixos de testosterona não está em condições plenas de lutar. Alguns dos sintomas são: perda de massa muscular, força, resistência, diminuição de agressividade, diminuição de células vermelhas… – disse o doutor Sherry Wulkan, da Comissão Atlética de Nova Jersey, ao site MMA Fighting.

E aí o cenário é o seguinte:

Aos 32 (quase 33 anos), Overeem apresenta o quadro clínico descrito acima, vem de derrota encarniçada e pega o ex-campeão Júnior Cigano na próxima apresentação (que já foi adiada graças a uma lesão misteriosa).

Também não podemos ignorar o fato de que ele é um dos atletas mais bem pagos do UFC em tempos de cortes em massa.

No livro “Riqueza das Nações”, de 1776, Adam Smith falou sobre a “mão invisível” que guiava a economia mundial.

Apesar de discrepâncias eventuais, a lei de oferta e demanda acaba colocando o mercado em seu devido lugar de forma orgânica.

Pegando carona no raciocínio do filósofo escocês, será que a “impressionante” série de vitórias na nova categoria foi apenas um lampejo?

Agora “in natura”, veremos o retorno daquele cara extremamente inconstante que perdeu seis das últimas 10 lutas que fez no Pride?

Bom, um certo catarinense será o primeiro a responder essas perguntas.

Abraços.

 

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