Com o UFC 157 no passado, chega a hora desse pretensioso jornalista que vos fala vestir o chapéu de “matchmaker”.
Mantendo os pés do chão, dispensando confrontos improváveis e excluindo atletas já comprometidos, cheguei aos seguintes casamentos:
Urijah Faber x Scott Jorgensen
Com Renan Barão e Dominick Cruz marcados para dançar tango, Faber precisa trabalhar para não ter que pedir mais uma chance na cara de pau. O problema é que, olhando para o famigerado ranking, o único cidadão que vem de vitória e ainda não foi atropelado pelo “Garoto da Califórnia” é Jorgensen. Não tem tu? Vai tu mesmo!
Dan Henderson x Rashad Evans
A essa altura do campeonato, poucas lutas fazem sentido pro coroa que caiu do cavalo no sábado. Precisamos de um meio-pesado de nome, que ainda não o enfrentou, vem de derrota e está livre de lesões. “Suga”, ora bolas. Duelo absolutamente decisivo. Fica difícil imaginar que o perdedor se manterá no quadro de empregados da Zuffa.
Lyoto Machida x vencedor de Gustafsson x Mousassi
Antes que me xinguem, vamos aos fatos. Dana White não esconde que seu sonho é legalizar o MMA em Nova York a tempo de realizar o evento comemorativo de 20 anos do primeiro UFC no Madson Square Garden (novembro). O prato principal da festividade seria Anderson Silva x Jon Jones. Como “Bones” enfrenta Chael Sonnen no finalzinho de abril, dificilmente Lyoto teria vez antes da superluta. Desta forma, restaria ao Dragão tentar apagar a atuação apagada do último sábado encarando o vencedor do “main event” do UFC on Fuel 9.

Robbie Lawler x Tyron Woodley
Dois mãos de pilão que vêm de vitórias com “Vs” maiúsculos. Pouco agarra-agarra e muita traulitada – do jeito que o público gosta. No-brainer aqui.
Josh Koscheck x Martin Kampmann
Top 10 decadente com duas derrotas nas últimas três apresentações e um salario polpudo demais para lutar nas preliminares. Enredo familiar, né? Pois é, ao contrário do carrancudo Jon Fitch, Dana disse “gostar” de Koscheck no bate-papo com a imprensa pós-UFC 157. “Biro Biro” ganha, então, uma sobrevida. Como certo dinamarquês tá dando sopa, um confere pode definir quem fica e quem deixa a cidade.
Brendan Schaub x Shane Carwin
Quer dizer, então, que Schaub virou um lutador seguro que sobe no octógono apenas para manter o emprego? Não podemos permitir isso, pensaram os manda-chuvas. Pra ele, o mamute que defende quedas com eficiência e tem o punch do “Hellboy”. E aí, “Híbrido”, aguenta a pressão?
Observação: não citei a rainha Ronda Rousey por que ela já está casada com a vencedora de Miesha Tate x Cat Zingano.
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