UFC 172: deixe seu palpite!

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Pensando alto: a análise informal do UFC 157

renatorebelo @renatosrebelo
24/02/2013 às 4:14
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O corte de 16 cabeças na última semana definitivamente mexeu com o brio dos atletas. Com o intuito de manter o emprego a qualquer custo, meninos e meninas deixaram o coração em Anahein, Califórnia, e fizeram do UFC 157 um dos eventos mais empolgantes dos últimos tempos.

Vamos à análise:

Ronda Rousey x Liz Carmouche

Você conhece a rotina, Liz, dá cá o bracinho! Sétimo membro superior pra coleção da brabíssima “irmã Diaz” – que segue sem jamais ter experimentado um segundo round. O perrengue inicial ainda deu uma apimentada. Agora, sabemos que a campeã além de forte, técnica e bonita também é raçuda. Ah, não podemos esquecer da simpática e dura “Girl-rila”, perfeita na promoção da luta e ameaça real ao posto de rainha. Essa dupla provou, de uma vez por todas, que não há limites para o talento feminino.

 

Lyoto Machida x Dan Henderson

Infelizmente, cantei a pedra quando sugeri uma decisão morna. A verdade nua e crua é que, de um lado, apareceu a versão hesitante do Dragão que engaja apenas no terceiro round (a mesma que caiu para Rampage Jackson). Do outro, um previsível Hendo – portando apenas o combo chute de esquerda nas pernas + moquecada de direita. Pouco para o público e apenas o necessário para o brasileiro passar de ano raspando. Algo me diz Gustafsson pode deixar Lyoto chupando o dedo caso atropele Mousassi.

Não foi a luta mais empolgante do mundo – Dana White

 

Urijah Faber x Ivan Menjivar

É sabido que o “Garoto da Califórnia” não puxa o gatilho quando luta pelo cinturão – e sobra contra castas mais baixas. Seguindo a lógica, “O Orgulho de El Salvador”, integrante do pelotão intermediário do peso-galo, nem suou. Urijah logo envolveu a presa com pujança e grappling superior e botou o prego no caixão com um belíssimo mata-leão em pé ainda no R1. Para desespero da concorrência, o “Alpha Male” de 33 anos vai atrás de outro “title shot” com o auxílio do carisma que Deus lhe deu.

 

Josh Koscheck x Robbie Lawler

Biro Biro está a um passo de se juntar ao amigão Jon Fitch na fila do seguro-desemprego. Mas não por imprudência. Ele até tentou levar a peleja para sua praia tirando os pés do ex-Strikeforce do chão. Acontece que, no meio daquele levanta e cai, a notória mão de adamantium do “Impiedoso” aterrissou na têmpora. E aí, meu amigo, é corpo estendido no chão. Que punch boçal tem esse rapaz.

 

Menções honrosas

Que luta estupenda fizeram Dennis Bermudez e Matt Grice. Fabulosa! Incrível! Tá… A luz de casa acabou no meio do primeiro round e só voltou no final do terceiro. Perdi.

Kenny Robertson tirou da cartola uma finalização inédita (pelo menos no UFC). Nem Kyra Gracie e Luciano Andrade, comentaristas faixas-pretas do canal Combate, conheciam o golpe mutante. Explicando porcamente, seria uma espécie de leg lock a partir das costas. 50 milhas no bolso do autor da façanha.

Yuri Villefort lembrou Shogun no comecinho da carreira (guardadas as devidas proporções, claro). O valente jovem de 21 anos não recuou um segundo – mesmo debaixo de chumbo quente. Ele também raspou, quedou, chutou como uma mula e ganhou elogio de Dana White no Twitter. Apesar da ótima atuação, acabou trocando mão demais com o pupilo da lenda do boxe Bernard Hopkins. No fim das contas, a contundência e a precisão de Nah-Shon Burrell fizeram a balança pender a seu favor.

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