Pensando alto: a análise informal do UFC on Fuel 7

Renato Rebelo | 16/02/2013 às 21:00

O abraço no mestre pós-luta

Noite eletrizante de combates em Londres. Sem mais delongas, vamos ao que interessa:

Renan Barão x Michael McDonald

Havia dito que Urijah Faber foi desafio maior para Barão do que o jovem de 22 anos poderia ser. Me enganei redondamente. O americano passou a ser a tarefa mais dura que o brasileiro já pegou (independente da finalização). Em pé, incomodou muito com as mãos – que, provavelmente, são as mais pesadas da categoria. No chão, repunha a guarda com rapidez e não dava nenhum espaço para o campeão trabalhar. Com isso tudo dito, o potiguar mostrou mais uma vez por que porta o melhor cartel do MMA moderno (30 vitórias e uma derrota). Completíssimo, igualou na trocação, quedou como um wrestler condecorado e esperou a hora certa para botar o prego no caixão. O aluno de Jair Lourenço é um monstro e as chances do “Dominator” mata-lo minguam a cada “camp” na Nova União.

Cub Swanson x Dustin Poirier

A evolução de Swanson desde chacoalhada que levou de Ricardo Lamas é nítida. De lá pra cá, o aluno de Greg Jackon enfileirou George Roop, Ross Pearson, Charles do Bronx e, hoje, Dustin Poirier. No entanto, o caminho rumo ao ouro ainda será longo. Engarrafamento de talentos, falta de grife e as derrotas no passado para José Aldo, Lamas e Chad Mendes o deixam na longa lista de espera de Joe Silva.

Cyrille Diabate x Jimi Manuwa

O chumbo trocado que esperávamos por aqui não rolou. O multicampeão mundial de kickboxing parecia lento e intimidado pela potencia do “Poster Boy” inglês – que machucou em pé e quedou com facilidade. Foram só cinco minutos de prosa: no primeiro intervalo, o médico checou a perna de Diabate e fechou a conta. Parece que um músculo da panturrilha foi pro espaço. TKO por desistência.

Gunnar Nelson x Jorge Santiago

Não começou bem a terceira chance passagem do “Homem de Areia” pelo UFC. O brasileiro simplesmente não teve respostas para o jogo nada ortodoxo do islandês –que, em sua rara poção, mistura jiu-jítsu fino com caratê de alto nível. Decisão unânime na conta do invicto jovem de 24 anos. Vamos ver agora como ele se sai contra os wrestlers de grosso calibre que povoam a categoria. Promete, mas acho que falta uma massa magra para completar o balaio…

James Te Huna x Ryan Jimmo

O bebedouro da Blackzilians precisa ser inspecionado com urgência. Depois das péssimas atuações de Alistair Overeem e Rashad Evans no UFC 156, foi a vez de outra aposta da academia, o meio-pesado Ryan Jimmo, decepcionar. O rinoceronte canadense teve gás no tanque para apenas cinco minutos de corrida. Quase liquidou a fatura com uma pernada, é verdade, mas, depois, abriu o bico e passou os 10 minutos seguintes como passageiro do trem da agonia pilotado pelo australiano.

Menções honrosas:

Renée Forte teve atuação irrepreensível contra Terry Etim. O cearense fez o veterano inglês de gato e sapato: deu knockdown, montou e venceu os três rounds. Estadia na Team Nogueira e o sacrifício de perder 23kg para se tornar um peso-leve pagaram dividendos ao ex-TUF Brasil.

Tom Watson, que apesar dos 30 anos parece um tiozão do boliche, quase foi nocauteado pelo filho perdido de Wallid Ismail (Stanislav Nedkov) no primeiro round. Mas o “Kong” aguentou a bronca do búlgaro e encerrou a bagaça com uma chuva de tamanco no terceiro. Luta e KO da noite!

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