Vitor Belfort x Luke Rockhold é 8 ou 80?

Renato Rebelo | 14/02/2013 às 16:57

O começo do fim para o “Conde” no UFC on FX 7

Em minha peregrinação diária por sites e fóruns mundo afora, dezenas e dezenas de opiniões sobre Vitor Belfort x Luke Rockhold podem ser facilmente divididas em dois grupos:

1- Os que preveem o assassinato do pobrezinho da AKA no Brasil e consideram o UFC malvadão por não jogar o “Fenômeno” diretamente nos braços de Anderson Silva.

2- Aqueles que enxergam o carioca como um superestimado furador de filas que vai cair diante do poderoso ex-campeão do Strikeforce.

Análises mais frias são exceções. Claro, elas vêm de fãs descompromissados.

Pelo pacto quase sanguíneo que tenho com vocês, contenho o ímpeto de cuspir minha opinião e pesquiso um pouco para não falar tanta bobagem.

Apesar da imprensa brasileira tenta provar o contrário, comentarista e corneteiro não são sinônimos.

Na busca de hoje, nem norte, nem sul, fiquei no 44 (80 + 8/2).

É isso aí, galera, vaselinarei.

De forma honesta e limpinha vou expor o que penso respondendo algumas perguntas:

– Belfort é o desafiante número um dos médios?

Não para mim – nem para o ranking oficial do UFC. Chris Weidman é. A real é que o marido de Joana Prado só bateu 84 kg três vezes sob o olhar dos Fertitta Bros: nas vitórias contra Yoshihiro Akiyama e Michael Bisping (top 10) e na derrota para Anderson Silva. Rich Franklin e Anthony Johnson caíram na teia em pesos combinados. Do outro lado, o “All-American” gratinou cinco médios – entre eles, dois top 10 na época (Mark Munoz e Demian Maia). Lembrando da sapatada que Belfa levou do “Spider” ainda no R1, pedir mais uma chance atravessando o aluno de Matt Serra não faz sentido. Enfrentá-lo faz. Como o campeão precisa de oposição imediata, o californiano aparece como um bom chinelo velho para um pé descalço.

– Rockhold é um desafio oportuno?

Sim. Com Yushin Okami e Hector Lombard já agendados, Bisping ainda grogue, e Constantinos Philippou engatinhando, o ex-empregado de Scott Coker é a peleja mais dura disponível.

– Rockhold é o maior desafio da carreira do Belfort?

Claro que não. Vitinho já bateu de frente com Anderson Silva, Jon Jones, Alistair Overeem, Chuck Liddell e Dan Henderson. Agora, não dá para tirar de mamão com açúcar um cara que não perde desde 2007. Acho, inclusive, que as apresentações contra Ronaldo Jacaré e Tim Kennedy provam o tamanho da dor de cabeça que ele pode ser.

– O que acontece com quem vencer?

Nem tem papo. Admitindo A.S. x Weimam, quem sobreviver dessa aqui se torna o primeiro na lista de espera pelo cinto dourado.

Belfort se aproxima, pela primeira vez, da condição inquestionável de desafiante número um.

Quanto enfrentou Randy Couture pelo cinturão dos meio-pesados em 2004, a derrota anterior para Chuck Liddell não o permitiu ser.

Contra Anderson Silva e Jon Jones, também não era.

Agora, no dia 18 de maio, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, uma vitória sobre Luke agradaria ainda mais os já partidários gregos e silenciaria definitivamente os troianos.

Abraços.

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