Pensando alto: a análise informal do UFC on FOX 6

Renato Rebelo | 27/01/2013 às 00:58

Noite interessante para os fãs de MMA em Chicago, Illinois. Dos 11 combates do UFC on FOX, seis terminaram por finalização ou nocaute.

Na porção preliminar do card, o brasileiro Rafael “Sapo” Natal e o vencedor do TUF 8, Ryan Bader, apertaram os pescoços de Sean Spencer e Vladimir “O Zelador” Matyushenko, respectivamente.

Destaque também para Moraes Moreira… quero dizer, Clay Guida, na importante vitória sobre o durissimo japa Hatsu Hioki. Já no card principal… bem, vamos lá:

 

O campeão castigando Dodson no clinch

Demetrious Johnson x John Dodson

Achei que as mãos duras que castigaram Jussier Formiga fossem decidir a parada para o “Mágico”. E quase decidiram – no segundo round. Mas o campeão segurou a bronca e, com um jogo mais robusto, garantiu a primeira defesa de cinturão. “Mighty Mouse” não dá bandeira e os buracos em seu jogo não são tão visíveis. Muay thai agressivo, wrestling de primeira, velocidade da luz e gás inesgotável… Fico com a impressão que entramos na era do ratinho patrocinado pela Microsoft (Xbox).

 

Quinton Jackson x Glover Teixeira

Glover terminou a luta montado no americano

Faz tempo que não ficava tão tenso com uma luta. Sem piscar, no primeiro round minhas mãos suavam no aguardo de um corpo estendido no chão. Sei que muitos esperavam fogos de artifício por parte do brasileiro, mas Quinton Jackson não é nenhum mamão com açúcar. A maturidade do mineiro de Sobrália deva ser exaltada. Sem afobação, se lançou ao ataque com queixo baixo, guarda alta, golpes em linha e domínio territorial. Fez Rampage andar para trás, o deixou acuado contra as grades, absorveu com segurança seus contragolpes (principalmente os poderosos ganchos) e botou para baixo, com facilidade, cinco vezes. Nenhum outro atleta que não se chame Jon Jones conseguiu tal demonstração de superioridade contra o ex-campeão. Ryan Bader e Rashad só garantiram os “três pontos”,  recorrendo ao anti-jogo. Glovão segue firme e forte rumo ao pico e Rampage se livra dos “maus tratos” da Zuffa.

Donald Cerrone x Anthony Pettis

Se quiser bater o “Showtime”, não tem jeito, tem que “carrapatear”. Cerrone, kickboxer da pesada, não teve explicação para a trocação fluida e criativa do último homem a derrotar Ben Henderson. Baseado na careta que fez o “Cowboy”, pelo menos uma costelinha trincou no chutaço de Pettis que decidiu a peleja. O ex-campeão do WEC já merece o “title shot”, mas, como Bendo e Gilbert Melendez só se enfrentarão no final de abril, seria bom ele pedir mais uma para não enferrujar.

Erik Koch x Ricardo Lamas

Ficou claro hoje que Deus mandou uma benção disfarçada de lesão no joelho para impedir que Erick Koch fosse executado em rede nacional por José Aldo. O jovem de 24 anos, ex-desafiante número um dos penas, simplesmente não disse a que veio. Depois de um primeiro round nulo, onde foi grudado pelo rival na grade e nada fez, Koch foi engolido no segundo por um ground and pound sanguinolento. Voando baixo nos radares desde a derrota por nocaute para Iuri Marajó em 2010, Lamas finalmente fez barulho. Suas últimas vítimas, além de Koch, incluem Cub Swanson e Hatsu Hioki. O vencedor de Aldo x Edgar pro garoto, por favor!

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