UFC on FX 7: a análise informal das preliminares

Renato Rebelo | 19/01/2013 às 23:02

Vamos aos tópicos:

Edson Barboza comemora nocaute em Lucas Mineiro

– Incomodado pelos mata-cobras de Pepey, Miltinho botou pra jogo seu wrestling superior e derrubou. Lá, o carismático representante da UDL voltou a ser inconveniente. Apesar da luta morna, não é todo dia que se supera um veterano, faixa-preta de jiu-jítsu e luta livre no chão. Apesar das vaias, não achei a decisão absurda. Na verdade, um empate cairia melhor.

– Mesmo não empolgando, o quebra-cabeça de Rony Marques ainda não foi resolvido no UFC – nem por strikers, nem por wrestlers. A força física do cara que bate 84 kg e se apresenta com 100 é um forte pilar para seu grappling impetuoso. Jogá-los aos tubarões: tá na hora e pode ajudá-lo a soltar o jogo.

Diego Nunes não foi Diego Nunes.  Apesar de Nick Lentz ter “Jon Fitchado” por 15 minutos, o gaúcho demonstrou passividade inédita. Sem ter como evitar o grude americano, caiu em um justo 30 a 37 e agora desce muitos degraus na escadaria comandada por José Aldo.

– Confesso que me assustei com o tamanho de Edson Barboza quando o vi em SP. O meu espanto acabou se convertendo em uma mão duríssima que amoleceu as pernas de Lucas Mineiro. A mudança para Nova Jersey e as influências de Frankie Edgar e Ricardo Cachorrão podem, muito bem, estar criando uma força incontrolável entre os leves. Com mais algumas vítimas, o botafoguense deixa o nocaute sofrido para Jamie Varner esquecido no passado. Já o jovem da Chute Boxe SP desce para os penas e tenta mostrar seu muay thai por lá.

Marajó atacando a perna de Caldeirão

– Contei dois socos e uma cotoveladas na nuca de Pedro Nobre. Sempre achei bizarro conceder a vitória a um atleta subjugado, mas regra é regra. Sinceramente, não entendi o “No Contest”. Por que julgaram a ação de Marajó acidental e os golpes de Erick Silva e Jon Jones – contra Carlo Prater e Matt Hamil, respectivamente- propositais? Dois pesos duas medidas… Enfim, como previsto, Iuri sobrava contra o pequenino representante da BTT e, por muito pouco, não quebrou o braço do rival em uma linda kimura. Um vai para o peso-mosca e o outro segue seu caminho contra adversários do mesmo top.

– Na luta em que dois médios se enfrentaram entre os meio-pesados, não sei o que me surpreendeu mais: a inexistência da guarda alta de Ildemar ou o vacilo de Caldeirão que permitiu a aplicação da chave de joelho. Estreia melhor impossível pro paraense – que baterá 84 kg na próxima. Já o “Together”, finalizado duas vezes no octógono, dificilmente se manterá no quadro de empregados de Dana White.

– O amadurecimento de Massaranduba salta aos olhos. Depois da derrota encarniçada para o veterano Tibau, vimos belas quedas, afobação zero em pé e jiu-jítsu justinho. C.J. não teve nenhuma respostas para o ex-TUF Brasil – sobreviveu o quanto pode. Mantendo a crescente, já já ele entra no pelotão da frente. 

Tags: