Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Fortaleza 3

Thiago Sampaio | 31/01/2019 às 17:41

A estreia do UFC na Espn foi bem sucedida com um baita card e, após o cancelamento do UFC 233, o segundo evento de 2019 será justamente no Brasil.

E no Nordeste, pela terceira vez em Fortaleza, Ceará, terra natal deste humilde colunista que vos escreve. Primeiro tivemos o TUF Brasil 2 Finale, com Minotauro x Werdum na luta principal, em 2013. Depois, tivemos o UFC Fight Night: Belfort x Gastelum, em março de 2017.

Agora, a maior organização de artes marciais mistas retorna a capital cearense com o UFC On Espn+ 2: Assunção x Moraes 2, a partir das 20h (horário de Brasília), pela segunda vez seguida no Centro de Formação Olímpica (palco bem melhor do que o Ginásio Paulo Sarasate).

Na luta principal, os pesos galos Raphael Assunção e Marlon Moraes fazem uma revanche da nem tão longínqua luta de junho de 2017, vencida pelo primeiro. Ambos estão de olho no cinturão do abalado T.J. Dillashaw.

No co-main event, o ex-campeão dos penas e principal chamariz da noite, José Aldo, pela primeira vez enfrenta um compatriota no Ultimate, o embalado Renato Moicano.

Como sempre em cards brasileiros, há nomes bem conhecidos que já fizeram lutas principais em outras ocasiões, casos de Demian Maia, Charles Oliveira e Thiago Alves.

Mas vamos lá aos destaques!

Eles chegaram lá!

Quando Raphael Assunção (27-5, 11-2 UFC) e Marlon Moraes (21-5-1, 3-1 UFC) se enfrentaram no UFC 212, eles fecharam o card preliminar do evento liderado por José Aldo, que aqui será coadjuvante deles. Sim, o mundo dá voltas, como já diziam os poetas do CPM22.

Assunção é aquele que ganha tudo mas tem reconhecimento quase nulo. Já merecia uma chance de lutar pelo título há tempos, mas a falta de carisma e apelo comercial o colocam para escanteio.

Nas últimas 12 lutas, só perdeu para o atual campeão, T.J. Dillashaw, quem ele venceu numa decisão dividida em 2013. Vem de quatro vitórias, sobre Aljamain Sterling, o próprio Marlon Moraes, Matthew López e Rob Font.

E depois de tanto esquentar em preliminares, finalmente ganha a chance de fazer a sua primeira luta principal no UFC.

Moraes chegou com a moral de campeão dominante da categoria do WSOF. Na estreia, pegou logo Assunção e visivelmente não mostrou a agressividade que conhecemos. Ainda assim perdeu numa split-decision em que muita gente viu vitória dele. Mas depois foi só alegria.

Venceu John Dodson numa decisão dividida que serviu para retomar a motivação assassina. Depois apagou Aljamain Sterling com uma joelhada sensacional e, na última, nocauteou o duríssimo Jimmie Rivera com um chute na cabeça em 33 segundos, no seu primeiro main-event na organização.

O primeiro embate entre eles foi decidido por detalhes. Assunção lutou como na maioria das vezes: burocrático, explorando as brechas do adversário. Quando Marlon ousou se soltar mais, foi mais contundente. E de fato, não seria absurdo o resultado ter ido para nenhum dos lados.

Não foi um duelo emocionante. Longe disso. Mas agora com cinco rounds, podendo ter um title-shot em jogo, o negócio tende a ser animado. Apesar de não dar shows, Raphael vem de nocaute sobre López e atuação dominante sobre Font, fazendo o que quis tanto em pé como no chão.

Já o Magic, quase uma versão live-action de One Punch Man, vem embalado por highlights de encher os olhos. Se liberar o jogo de chutes baixos, joelhadas em entradas desprevenidas, encurralando no volume de golpes, vai levantar o público.

Mas contra um cara cauteloso e técnico como o pernambucano, que também é superior no jiu-jítsu, não deve ser tão fácil.

O problema é se marcarem uma revanche entre Henry Cejudo e T.J. Dillashaw, seja pelos moscas ou pelos galos. Neste caso, mais uma vez o vencedor desta luta principal vai ficar chupando o dedo.

Mais forte que o mundo?

Sim, José Aldo (27-4, 9-3 UFC) e Renato Moicano (13-1-1, 5-1 UFC) tinham tudo para estar na luta principal deste evento. Mas, o treinador do ex-campeão dos penas quis um combate de apenas três round, então, pela primeira vez o veremos lutando no seu país sem fechar a noite.

Ainda assim, não tem como negar que o manauara, que teve muito crédito por emplacar a popularidade do MMA no Brasil, é a maior atração deste card. Até leigos que não acompanham o esporte sabem quem ele é.

E agora enfrenta um excelente lutador da nova geração, também brasileiro, que tem a maior chance da carreira.

Depois daquela fatídica derrota em 13 segundos para Conor McGregor, Aldo recuperou o título interino (depois transformado em linear) numa ótima atuação contra Frankie Edgar por decisão. Mas não durou muito. Perdeu duas vezes, ambas por nocaute técnico, para Max Holloway.

Depois de seguidos baques, o pupilo de Dedé Pederneiras fez a primeira luta no UFC sem valer título contra um embalado Jeremy Stephens. Tomou uns sustos na trocação franca, mas um soco na linha do fígado foi fatal para garantir um nocaute técnico. E muito choro de felicidade.

Moicano chegou como quase desconhecido para o grande público, mas está cavando o seu espaço com bons resultados e muita humildade. Respeita os adversários, tem ótima relação com a imprensa, tem buscado novos conhecimentos na American Top Team e as atuações estão cada vez mais seguras.

Na seis lutas pelo Ultimate, perdeu apenas para Brian Ortega, finalizado no terceiro round, em luta que estava levando a melhor.

Finalizou Tom Niinimäki, venceu por decisão Zubaira Tukhugov, Jeremy Stephens e Calvin Kattar e, na última, finalizou rápido Cub Swanson.

Tecnicamente, não tem como negar que Aldo é um dos atletas mais completos que já surgiram. Tem um muay thai agressivo e excelente timing na aplicação de golpes. Mas, armas que o consagraram como os chutes baixos parecem estar em carência, se confiando muito nas mãos.

Se o ex-campeão tentar se provar mais uma vez como boxeador nato, há boas chances de o compatriota utilizar outras ferramentas para levar vantagem. Afinal, foi nessa que ele caiu duas vezes para Holloway e teve a luz de alerta ligada contra Stephens.

Mas agressividade não é bem característica de Moicano, que é paciente, sem tanto senso de urgência, costuma explorar os contragolpes com muita eficiência.

É faixa-preta de jiu-jítsu, que utiliza com primor quando tem do outro lado alguém fraco nessa área, casos de Niinimäki e do veterano Swanson. O que não se aplica a Aldo, que tem uma defesa de quedas absurda, a melhor da categoria!

A grande interrogação é qual será a motivação de Aldo, que afirmou que pretende cumprir as três lutas que lhe restam no UFC antes de se aposentar das artes marciais mistas, sem pretensões de título. Contra um moleque faminto, vai ser suficiente para vencer?

Vale destacar que se Renato vencer um atleta do calibre do Aldo, vai ser difícil negar a ele uma disputa de título contra Max Holloway (que ainda não se pronunciou se sobe ou não para os leves).

Vai lá finalizar, Demian…

Demian Maia (25-9, 19-9, UFC) é tão ético, levanta a bandeira do jiu-jítsu como poucos, que muitos brasileiros queriam ver ele campeão. Não deve acontecer, então, pelo menos se espera que ele faça as pazes com a vitória contra Lyman Good (20-4-0-1, 2-1 UFC).

Honrando a arte suave, o paulista, que já lutou pelo título dos médios e perdeu para Anderson Silva lá em 2010, se reencontrou na divisão dos meio médios, apesar das derrotas para Jake Shields e Rory McDonald. Engrenou sete vitórias em seguida, conseguindo o title-shot.

Mas wrestlers tarimbados definitivamente não são bem vindos na mesa do jantar dele. Contra Tyron Woodley, não conseguiu derrubar nenhuma vez sequer. Até atingiu um ou outro golpe na base do jab-direto, mas em geral, foi frustrado pela atuação estratégica (e chata) do campeão.

Os desafios seguintes também não o favoreceram, pois foi novamente jogado para wrestlers de elite. Enfrentou Colby Covington e, apesar do bom início, foi amarrado pelo resto da luta.

Depois topou enfrentar Kamaru Usman, substituindo Santiago Ponzinibbio na luta principal do UFC Chile. Foi bem no primeiro round, mas, não conseguiu a queda e foi dominado pelo restante do combate.

Agora, aparentemente, mandaram para ele um adversário vencível e que não deve oferecer resistência de tal nível para o solo. O escolhido foi o sequer ranqueado Good, um cara bom, como diz o seu sobrenome em inglês (trocadilho inevitável).

Apesar de nem tão popular, ele já ostentou o cinturão, então vago, dos meio médios do Bellator, após vencer o torneio da categoria. Mas perdeu na primeira defesa, dominado por Ben Askren e, no torneio da temporada de dois anos depois, perdeu por decisão para Andrey Koreshkov.

No Ultimate, estreou nocauteado o limitado Andrew Craig e foi prejudicado por lesões. Voltou um ano depois perdendo para Elizeu Capoeira numa luta eletrizante. Se quebrou de novo e voltou mais de um ano depois nocauteando Ben Saunders, em novembro de 2018.

Lyman é, basicamente, um striker forte e dinâmico. Não é nenhum jovem, tem 33 anos, mas ainda mais cheio de expectativas do que o brasileiro, que tem 41 anos e só quer cumprir o contrato saindo com vitórias.

Sem dúvidas, vai tentar impor o estilo agressivo, sem permitir que Maia derrube, buscando o nocaute. Qualidade ele tem e nunca foi finalizado na carreira, mas nunca esteve diante de um jiu-jítsu como o do brasileiro.

Demian pode não estar no auge, mas ainda é bem mais perigoso do que o Ben Saunders atual. Entre as certezas da vida é que ele vai tentar amassar, mochilar e laçar o pescoço. Só no Ultimate, já arrancou batucadas dos adversários nove vezes.

Será que teremos finalização garantindo a festa da arquibancada? Ou uma frustração grave, valendo papo de despedida da carreira? Veremos.

É jiu-jítsu que você quer? Toma!

Não é só Demian Maia representando a arte suave na noite. Última adição ao card, Charles do Bronx (24-8-0-1, 13-8-0-1 UFC) chega ostentando o recorde de 12 finalizações no UFC, de olho numa vaga no ranking dos leves, contra o perigoso David Teymur (8-1, 5-0 UFC).

Agora que ele parece ter desistido de voltar para o peso pena, Charlinho tenta engrenar a quarta vitória em seguida. Vem de três ótimas finalizações, contra Clay Guida, Christos Giagos e Jim Miller. Este último, o combalido veterano pareceu um amador perante o brasileiro.

Já Teymur não está ranqueado, mas vem em ótima fase. A única derrota na carreira no MMA foi em sua estreia. No UFC, vem de cinco triunfos, contra Martin Svensson, Jason Novelli, Lando Vannata, Drakkar Klose e Nik Lentz.

Mais uma vez, o paulista deve colocar em prática o que sabe de melhor. Apesar da melhora no muay thai, a guarda baixa ainda é preocupante e, contra um striker eficiente como Teymur, deve trocar o mínimo possível.

O sueco teve carreira sólida na luta em pé, com um respeitável cartel 39-2 no muay thai e no kickboxing entre 2008 e 2013, sendo quatro vezes campeão no seu país e uma vez campeão nórdico.

Tem ótima movimentação e combina bem os golpes, com um vasto arsenal de chutes baixos, joelhadas e socos potentes. Se Do Bronx ousar mais do que deve, pode ter um mesmo destino que teve contra Paul Felder, quando acabou nocauteado no segundo round.

O irmão mais novo de Daniel Teymur sabe lutar de maneira estratégica. Contra outro trocador que alopra nos golpes plásticos, caso de Vannata, trabalhou na base dos contragolpes e tratou de ficar fora do raio de ação. Contra o wrestler Lentz, fez o necessário para evitar as quedas.

Se frustrar as investidas de derrubada de Charles, tem boas chances de levar a melhor. Mas conseguir o feito e, principalmente, fugir das tentativas de finalização, são outros quinhentos.

Vale lembrar que na última aparição, o brasileiro se ofereceu para recepcionar Max Holloway entre os leves, numa revanche daquela luta de 2015 que ele perdeu após se lesionar sozinho. Sonho distante? Provavelmente sim.

Olho nessa fera aí, bicho

Para muitos, até o UFC Argentina, em novembro do ano passado, Johnny Walker (15-3, 1-0 UFC) era só mesmo nome de whisky. Após o nocaute avassalador em Khalil Rountree Jr., virou um forte nome a ser observado na carente divisão dos meio pesados.

Ganhou notoriedade quando apareceu no Contender Series Brasil vencendo o ex-UFC Henrique Frankenstein por pontos. E logo na estreia oficial, desligou Rountree, um nome conhecido, com cotoveladas no clinche.

Tem experiência internacional, incluindo aparição no Brave FC e eventos na Inglaterra e Bélgica. Visto como um produto a ser trabalhado, faz a sua estreia num card no Brasil do UFC, mais uma vez no card principal, contra Justin Ledet (9-1-0-1, 3-1 UFC).

O americano já disputou a segunda divisão da NCAA. Mas foi jogando basquete (…). Ex-peso pesado, até vinha bem na categoria de cima, com três vitórias, sobre os fraquíssimos Chase Sherman, Mark Godbeer e Zu Anyanwu.

Mas na estreia até 93kg, não apenas perdeu a invencibilidade, como levou uma surra homérica de Aleksandar Rakić. Mostrou resiliência, levou o resultado para as papeletas, mas foi totalmente travado. Dois dos jurados marcaram 30-24 e outro pontuou 30-25.

Trata-se, em essência, de um boxeador que curte sair na mão. Faixa azul de jiu-jítsu, tem a noção básica para passar pelos pesos pesados ruins, tanto que cinco das suas nove vitórias são por finalização. É bem pragmático, como mostrou na chatíssima luta contra Anyanwu.

Contra Rakić, mostrou suas limitações. Ainda que Walker não seja um wrestler que já chega com o jogo pronto para amarrá-lo, desponta como favorito nas casas de apostas por ser um atleta mais habilidoso de um modo geral.

O brasileiro (que representou o Reino Unido em sua estreia) é alto, tem 1,98m, certamente vai buscar mais um nocaute. Das 15 vitórias, 12 foram assim. Com envergadura favorável, tem chutes altos eficientes, costuma aplicar joelhadas que definem. Tem um clinche forte e mãos pesadas.

Ledet pode ter ligeira vantagem se tentar levar para o chão. Em pé também não deve ser subestimado, mas respeitar demais não é algo que combina com Johnny.

O carioca de 26 anos tem carisma de sobra, caminha para o octógono dançando, pede personagem no vídeo-game e curte provocar durante a luta. Para o bem ou para o mal, é um perfil que funciona que é uma maravilha.

O Último dos Moicanos

Já se foi o tempo em que o Ceará tinha muitos representantes no UFC. Hoje, o único que resta é Thiago Pitbull (22-13, 14-10 UFC), que pela primeira vez luta pela organização “em casa”, numa fase complicada da carreira, contra Max Griffin (14-5, 2-3 UFC).

Rony Jason, Godofredo Pepey, Caio Monstro, Diego Brandão, além de outros do passado (lembram do Marcus “Maximus” Aurélio?), não estão mais na casa. Sobrou para o cachorro velho, o primeiro desafiante da divisão dos meio médios, representar a Terra do Sol.

Natural de Fortaleza, Thiago mora há anos nos Estados Unidos e hoje tem uma situação bem confortável como treinador da American Top Team. Como lutador, não parece tão feliz assim.

Acumulou uma série de lesões nos últimos anos, tentou sem sucesso descer para os leves e acabou derrotado para Jim Miller. Ele, que enfrentou o então campeão Georges St-Pierre em 2009 e perdeu por pontos, venceu pela última vez em abril de 2017, contra Patrick Cotê.

Depois, foi nocauteado por Curtis Millender, e contra o russo invicto Alexey Kunchenko, até lutou bem, mas foi derrotado por decisão unânime.

Não é tão velho, tem 35 anos, mas o estilo de luta agressivo contribuiu para o desgaste. Disputa competições de muay thai desde criança e está no MMA desde 2001.

Gosta de cair pra dentro com agressividade, mas também sabe a hora de sair do raio de ação do adversário. Partindo para a brutalidade, muitas vezes dispara golpes no vazio. No atual estágio, a absorção de pancadas não é mais a mesma de outrora.

Griffin é faixa preta em estilos pouco convencionais como Bok Fu (mistura de karate kempo, taekwondo e kung-fu) e “técnicas de MMA Marinoble” (mistura básica de muay thai, jiu-jítsu e sanda). Um monte de batidão e “greatest hits”.

No UFC, estreou com derrota para Colby Covington. Depois, nocauteou Erick Montaño, perdeu para Elizeu Capoeira em mais uma pancadaria, venceu Mike Perry por pontos e, na última, foi superado por Curtis Millender por decisão unânime.

Aqui temos aquele duelo em que com certeza teremos momentos empolgantes por causa do estilo ofensivo dos dois, sempre andando para frente e buscando o nocaute. Griffin tem sete vitórias por esse meio e costuma aceitar a pancadaria franca.

Até pela fase do cearense, o americano é favorito. Thiago pode até surpreender e usar a isometria, tentar uma finalização (aquela tentativa descabida de queda contra Martin Kampmann deve ter traumatizado ele até hoje).

Vale lembrar que na luta contra Kunchenko foi melhor do que o esperado, então, não pode ser descartado. Já imaginaram se o Pitbull, desacreditado por tantos, vence em casa e anuncia a aposentadoria? Seria um fim de carreira honroso para uma carreira bem digna.

Card completo

Raphael Assunção x Marlon Moraes
José Aldo x Renato Moicano
Demian Maia x Lyman Good
Charles do Bronx x David Teymur
Johnny Walker x Justin Ledet
Lívia Renata Souza x Sarah Frota
Markus Maluko x Anthony Hernandez
Thiago Pitbull x Max Griffin
Mara Romero Borella x Taila Santos
Júnior Albini x Jairzinho Rozenstruik
Felipe Cabocão x Geraldo da Silva
Ricardo Carcacinha x Said Nurmagomedov
Magomed Bibulatov x Rogério Bontorin

Vale assistir?

Já virou tradição a repetição de nomes batidos em cards no Brasil. Mas desta vez, até por estar começando a trajetória na Espn, fizeram um pacote diferenciado, prezando pela qualidade dos casamentos.

Pode não estar tão cheio de nomes populares como o último evento em Fortaleza, que contou com Vitor Belfort, Kelvin Gastelum, Maurício Shogun, Edson Barboza, Bethe Correia, Alex Cowboy, Kevin Lee, além da estreia de Paulo Borrachinha.

Mas trataram de trazer duelos com relevância para a organização em si, pois se Assunção x Moraes não foi um show de se assistir pela primeira vez, hoje é a luta óbvia a se definir o próximo desafiante da categoria.

É quase unanimidade que José Aldo poderia estar no main-event, mas há de considerar que pela primeira vez o ex-campeão vai figurar num Fight Night brasileiro. E não vai ser uma luta para promovê-lo, pois Renato Moicano está com a disposição de uma vida inteira.

Tiveram o cuidado de promover a tentativa de reabilitação de Demian Maia, trouxeram Charles do Bronx para conferir peso ao card, Johnny Walker como promessa desta nova demanda, sem falar no Thiago Pitbull honrando a terrinha.

No card preliminar, teremos o ótimo Ricardo Carcacinha, que vem impressionando com atuações convincentes, contra o primo do Khabib Nurmagomedov (não deixa de ser um marketing, vai…).

Logo na segunda luta, tem Magomed Bibulatov, grande promessa dos moscas, num casamento até estranho contra o estreante Rogério Bontorin.

Sendo assim, vale juntar a turma toda sob o argumento de que uma leva de brasileiros vai lutar. Se ainda botarem defeito, usa o Aldo como ficha, lembrando que ele virou até filme, fatiado e transformado em série para a TV aberta.

Quem estiver na capital cearense e tiver algum dinheiro sobrando, a experiência de conferir o UFC ao vivo é ótima. Medo da insegurança? Normal. Mas a situação já está bem melhor, há dias o que acontece não passam de boatos.

Bom, a Força de Segurança Nacional está hospedada justamente no Centro de Formação Olímpica, com rondas 24h por dia. Não vai faltar policiamento. Podem ficar tranquilos.

Então, merece uma chance, seja em casa ou “in-loco”. Quem sabe você até estique para uma boa praia no domingo. Se o pessoal gostar de luta, pode convencer a assistir “Creed 2” nos cinemas.

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