Vale Assistir? A leitura
dinâmica do UFC 232

Thiago Sampaio | 27/12/2018 às 15:22

“Hoje é um novo dia; De um novo tempo que começou…”. Aquela música pode já ter saturado, mas aqui ela vem para embalar o último evento do UFC de 2018.

Num ano com balanço positivo em termos de lutas e vendas de pay per views (o UFC 229 sozinho cuidou disso), a maior organização de MMA do mundo se prepara para a nova fase, migrando na TV aberta da Fox para a ESPN em 2019.

A partir das 21h30 (horário de Brasília) deste sábado (30) tem o UFC 232: Jones x Gustafsson 2, na The Forum, em Inglewood, Califórnia. Não mais na T-Mobile Arena, em Las Vegas, transferido com apenas uma semana de antecedência por causa de um certo rapaz problemático.

Sim, Jon Jones retorna junto com suas polêmicas depois de mais de um ano afastado, numa revanche contra Alexander Gustafsson, em duelo pelo título dos meio pesados, na luta principal.

No co-main event, tem campeã contra campeã! E brasileiras! Cris Cyborg defende o seu título do peso pena feminino contra a atual detentora do cinturão do peso galo, Amanda Nunes.

Mas vamos lá aos destaques!

Cinco anos depois… o reencontro!

Jon Jones (22-1-0-1, 16-1-0-1 UFC) é sinônimo de talento! E problema! Até quando, aparentemente, não fez nada de errado, foi flagrado num resultado atípico pela USADA e todo o card teve que ser transferido de Las Vegas para Los Angeles por causa dele.

O teste mostrou presença microscópica do metabólito Turinabol, o mesmo para o qual ele testou positivo em julho de 2017, antes da segunda vitória sobre Daniel Cormier (revertida para no-contest), e que o deixou suspenso por 15 meses.

Tal “picograma” seria um resquício do que foi acusado naquela época. Mas como em tudo se dá um jeito quando é conveniente para a empresa, a licença para lutar, negada pelo estado de Nevada, foi concedida pela Comissão Atlética da Califórnia.

Assim, a aguardada revanche com Alexander Gustafsson (18-4, 10-4 UFC) deve sair, cinco anos depois do primeiro encontro, valendo o título da divisão até 93kg (que ainda permanece com Cormier, até esta luta acontecer).

No posto de campeão, Jones foi impecável. Vitórias sobre Maurício Shogun, Rampage Jackson, Vitor Belfort, Chael Sonnen, Gustafsson, Glover Teixeira e Daniel Cormier o colocam sem dúvida nas rodas de conversa sobre o melhor lutador de todos os tempos.

O problema é mesmo o histórico fora do octógono. Foi pego por uso de cocaína, preso após bater no carro de uma mulher grávida e fugir sem prestar socorro, flagrado duas vezes (sem incluir esta última) no exame antidoping por uso de esteroides. Um rapaz…libertino!

O sueco, por sua vez, tem ficha limpa. O que mais o prejudicou foram as muitas lesões que o deixaram com uma frequência baixa de lutas (duas nos últimos três anos, a mesma de Jones). Vem de vitória por nocaute técnico sobre Glover Teixeira em maio de 2017.

Tem triunfos sobre Shogun, Jimi Manuwa e Jan Blachowicz, além de ter feito uma luta parelha com Cormier pelo cinturão, em que perdeu por decisão dividida. Mas ainda é marcado por ser o cara que, de longe, mais deu trabalho para o Bones.

Naquele UFC 165, frustrou o ex-campeão com bons golpes nos rounds iniciais, aplicou a primeira queda na carreira dele, mas levou a pior do meio para o fim e perdeu por decisão. Mas até hoje, há quem tenha visto vitória do The Mauler ali (o que discordo).

Sem fazer prognóstico a partir daquela luta, é difícil não colocar o favoritismo para Bones, um dos atletas mais criativos e versáteis do MMA. Mesmo quando não controla a distância através dos chutes baixos, encurralando na grade e mandando cotovelada giratória, tem armas de sobra.

Gus é um striker refinado, com boxe alinhado e movimentação o suficiente para contragolpear com precisão. É um dos raros casos em que não fica em desvantagem de tamanho e a diferença de envergadura não é grande. Mas se cair por baixo, pode ser soterrado pelos cotovelos assassinos.

Promessa de uma nova guerra entre gigantes! Se ela acontecer…

Clássico feminino e verde e amarelo

Amanda Nunes (16-4, 9-1 UFC), campeã do peso galo, tanto desafiou Cris Cyborg (20-1-0-1, 5-0 UFC), campeã do peso pena, para uma superluta, que conseguiu. À contragosto da compatriota, foi atendida até para que o combate ocorresse em dezembro para que pudesse se preparar de maneira adequada.

Um dos motivos que facilitaram para que casassem o duelo é que a divisão da Cyborg sequer existe de fato. Com exceção de Holly Holm x Megan Anderson e as finais do TUF 28, todas as lutas foram valendo o título e envolvendo lutadoras que subiram do peso galo.

Depois que Germaine De Randamie teve o cinturão retirado por simplesmente se recusar a lutar com a Cris, a brasileira levou o título vago ao nocautear Tonya Evinger. Defendeu com sucesso numa vitória por decisão sobre Holly Holm e, na última, bateu facilmente Yana Kunitskaya, em maio.

A Leoa, por sua vez, tem sido um trator na categoria outrora dominada por Ronda Rousey e agora buscar ostentar dois títulos simultaneamente. Já são sete vitórias em seguida desde que foi nocauteada por Cat Zingano, em 2014.

Ganhou o cinturão da divisão até 61kg ao bater Miesha Tate, defendeu o título atropelando justamente Ronda, depois venceu Valentina Shevchenko numa decisão dividida equilibrada e, na última, nocauteou em maio Raquel Pennington no quinto round, numa luta morna.

Usando o bom senso, é difícil imaginar quem possa superar a Cyborg, dona de um muay thai bem agressivo e um poder de nocaute perigoso! No UFC, tem mostrado que sabe lutar com cautela, como fez contra Evinger e, principalmente, na lutaça contra Holm.

A baiana, por sua vez, tem mostrado uma baita evolução na luta em pé e certamente vai usar o boxe para testar a si própria contra uma exterminadora de gente! Contra Pennington, lutou com o freio de mão puxado e dominou as ações.

Das 16 vitórias, 11 foram por nocaute, apesar da faixa preta de jiu-jítsu. Neste caso, agarrar e buscar levar para o solo deve ser uma necessidade a ser aplicada. Mas Cris não é boba no chão. Faixa marrom, defende bem quedas e só não usa mais o jiu-jítsu pois não precisou até aqui.

A diferença física é um fator agravante. Cyborg é uma peso pena natural, tanto que criaram uma categoria só para ela. Amanda já lutou na divisão até 66kg, mas, a última vez foi em 2011. Se os rounds se prolongarem, o peso extra pode afetar o rendimento.

De qualquer forma, não tem como negar que essa é uma das lutas femininas mais importantes do UFC. Afinal, temos pela primeira vez o choque entre duas campeãs inquestionáveis!

Duelo de estilos cambaleante

Todo fã de MMA parava para assistir Carlos Condit (30-12, 7-8 UFC), pois suas lutas eram sinônimos de show. Mas o tempo passa e ele apresenta claros sinais de reta final da carreira. A recepção de Michael Chiesa (14-4, 7-4 UFC) entre os meio médios pode ser um último suspiro.

A última vitória do ex-campeão interino da divisão até 77kg foi contra Thiago Pitbull, em 2015. De lá para cá, vem de quatro derrotas, para Robbie Lawler, Demian Maia, Neil Magny e Alex Cowboy.

Neste intervalo de tempo, anunciou aposentadoria, se dedicou a negócios por fora, mas voltou para faturar um extra. Mas o desempenho nunca mais foi o mesmo. Contra Magny e Cowboy, o que se via era só uma sombra do cara empolgante de um passado não tão distante.

Chiesa tem a adversidade como nome do meio. A vida dele nunca foi fácil. No TUF 15, lidou com a morte do pai quando estava no programa. Saiu para o enterro e voltou para se sagrar campeão daquela edição finalizando Al Iaquinta.

Esteve perto de uma disputa de título até ser finalizado por Kevin Lee com um mata-leão em que ele não bateu. Quando enfrentaria Anthony Pettis no UFC 223, foi a maior vítima do atentado de Conor McGregor contra o ônibus e sofreu vários cortes com vidro no rosto e cabeça.

O duelo com Pettis acabou adiado para o UFC 226, em julho. O Maverick não bateu o peso e ainda foi finalizado no segundo round com um triângulo de mão. Foi a gota d’água para o barbudo desistir da divisão dos leves e subir para a de 77kg.

O Natural Born Killer se consagrou pelo ótimo kickboxing, sempre entregando combates sangrentos, não poupando chutes baixos, socos giratórios, cotoveladas, joelhadas. Com tantas guerras no currículo, hoje os reflexos não são mais os mesmos, tampouco a resistência.

O debutante na categoria conta com um boxe apenas mediano, mas é um wrestler de alto nível, com 10 das 14 vitórias por finalização. E defender quedas é justamente o calcanhar de Aquiles de Condit que, se não se movimentar bastante, deve se afundar em águas profundas.

Esconder o pescoço vai ser uma tarefa árdua para Condit, que já foi finalizado cinco vezes. Se ele não vender barato alguma queda e apresentar vestígios daquele cara criativo, podemos ter alguma emoção.

Vocês vão se amarrar!

Em meio a indefinição se Daniel Cormier defenderia ou não o cinturão dos meio pesados, Ilir Latifi (14-5, 7-3 UFC) e Corey Anderson (11-4, 8-4 UFC) arriscaram seus tiros contra DC, mas apenas conseguiram acertar um ao outro.

Como consolo, é provável que ambos estejam como “estepe” caso algo aconteça com algum dos protagonistas da luta principal (o que não seria nenhum absurdo!). Se Gustafsson sair, Latifi, seu companheiro de treinos, pode matar essa no peito. Se Jones rodar, Anderson assume a bronca.

O sueco, que nas horas vagas curte montar em mamutes, vem de duas vitórias desde que teve a cabeça arrancada por Ryan Bader em 2016. Venceu o pouco experiente Tyson Pedro por decisão unânime e, na última, apagou Ovince Saint Preux com uma grosseira guilhotina em pé.

Corey Anderson sempre foi aquele lutador carrapato de meio de tabela desde quando foi campeão do TUF 19, em 2014, ao nocautear Matt Van Buren no primeiro round. Nunca foi de show, mas tem um jogo funcional.

Vinha de dois resultados negativos, nocauteado para Jimi Manuwa e Saint Preux, mas se recuperou com vitórias dominantes por decisão sobre Patrick Cummins e Glover Teixeira (o principal resultado da carreira dele).

E aqui temos o choque entre dois fortes wrestlers que corre o risco de se tornar uma disputa sonolenta em pé. Nesse caso, o The Sledgehammer tem ligeira vantagem, pois tem uma mão pesada, enquanto a trocação de Anderson é meio atabalhoada e o queixo não é confiável.

No corpo a corpo, Latifi também tem o benefício físico, pois apesar da menor estatura, é forte feito um búfalo e tem total condição de controlar por cima e até arriscar uma finalização. Mas Anderson, wrestler da divisão II da NCAA, tem técnica suficiente para inverter.

Não esperem tanta agilidade. Brutalidade? Aí sim!

Sem motivo para ter pena

Alexander Volkanovski (18-1, 5-0 UFC) é uma grande promessa nesta nova safra que está chegando forte na divisão dos penas. Chad Mendes (18-4, 9-4 UFC) já foi uma realidade e, após um hiato fora, voltou com tudo para embolar o jogo. E aqui temos um interessante duelo de gerações!

Mendes já teve nada menos que três chances de disputar o cinturão da categoria, mas, perdeu todas. Foi nocauteado por José Aldo na primeira e foi derrotado por pontos na revanche, numa luta insana.

Na terceira, substituiu Aldo com apenas duas semanas de antecedência para disputar um título interino contra Conor McGregor. Mesmo sem treino adequado, manteve o irlandês imobilizado por quase dois rounds inteiros, até ser nocauteado no final do segundo.

Já venceu nomes como Cub Swanson, Darren Elkins, Clay Guida, Nik Lentz e Ricardo Lamas. Até que, após a derrota por nocaute para Frankie Edgar, testou positivo para GH – hormônio usado para hipertrofia e definição muscular, e cumpriu dois anos de suspensão.

Mas o tempo de inatividade não pareceu ter afetado, pois o retorno, em julho deste ano, foi com um passeio em cima de Myles Jury. Amassou na grade, botou pra baixo e arrancou um nocaute técnico com menos de três minutos de combate.

O australiano, por sua vez, está cavando o seu lugar entre os grandes. E muito bem, diga-se de passagem. Estreou nocauteando Yusuke Kasuya, venceu Mizuto Hirota e Shane Young por decisão, sem dificuldade. Depois, nocauteou Jeremy Kennedy (hoje lutador do Brave FC).

O maior desafio da carreira veio em julho, no mesmo card que marcou o retorno de Mendes. Contra o subestimado Darren Elkins, teve atuação dominante de venceu pelas papeletas, encerrando uma sequência de seis vitórias em seguida do vesguinho.

Chad, wrestler da primeira divisão da NCAA, apesar da baixa estatura (1,68m), é forte para a categoria e tem a capacidade de derrubar e controlar no chão como poucos. Porém, mostrou grande evolução na trocação e, com um poder de nocaute diferenciado, virou um striker.

Das últimas sete vitórias dele, seis foram por nocaute. Areia demais para Volkanovski? Veremos! Afinal, guardadas as devidas proporções, o The Great teve uma atuação segura contra Elkins.

Já foi jogador de rugby e é ainda mais corpulento do que o Money. Tem um estilo bastante agressivo e alta precisão nos golpes, costumando andar sempre para frente. No wrestling, também derruba bem e consegue imprimir forte pressão no solo, arrancando nocautes técnicos.

Seja lá para qual área a luta se encaminhe, nenhum dos dois vai ter vida fácil. E quem está só sentado na cadeira assistindo é quem ganha com isso.

Em nome dos fãs, apenas pare!

Tente puxar na memória como era o mundo em 2010! Dilma Rousseff era eleita presidente do Brasil pela primeira vez, o goleiro Bruno foi preso pelo crime de Eliza Samúdio e a seleção brasileira caía nas quartas de final para a Holanda na Copa da África do Sul.

Ah, também foi naquele ano que B.J. Penn (16-12-2, 12-11-2 UFC) venceu pela última vez, nocauteando Matt Hughes em 21 segundos. De lá pra cá, se aposentou e voltou três vezes, desceu dos meio médios para os penas, enquanto a humanidade clamava para ele parar.

Vem de derrotas para Nick Diaz, Rory MacDonald, Frankie Edgar, Yair Rodríguez e Dennis Siver. Um roteiro nada glamouroso para o “Prodígio”, que estreou no UFC em 2001, proporcionou combates épicos e foi campeão de duas categorias (70kg e 77kg).

A imagem do guerreiro que lambia sangue e venceu Caol Uno, Hughes (duas vezes), Renzo Gracie, Sean Sherk, Kenny Florian e Diego Sanchez, entre outros, foi se tornando galhofa. Aquela atuação na terceira luta contra Edgar, em que andava feito um robozinho, foi pavoroso de se ver!

Mas aos 40 anos, ele segue firme e (nem tão) forte na tentativa de voltar a ter o braço erguido. O escolhido da vez é Ryan Hall (6-1, 2-0 UFC), que está longe de ser um primor, pelo peso leve.

Hall, inclusive, parece ter sido escolhido para servir de teste para atletas que deveriam se retirar do esporte. No UFC, foi campeão do TUF 22 ao vencer Artem Lobov e, um ano depois, passou por Gray Maynard, ambos por decisão. Que currículo!

Está há dois anos sem lutar e também não é nenhum garoto (tem 33 anos). Foi escolhido para enfrentar o havaiano, talvez, por igualmente ter uma vasta carreira no jiu-jítsu, com uma boa quantidade de títulos, incluindo a ADCC.

Mas no MMA, não mostrou nada que impressionasse, além de uma trocação limitada e uns pulos malucos nas pernas dos adversários para derrubar. Tem duas vitórias por finalização, duas por nocaute técnico e duas por decisão.

Até seria uma presa fácil para o B.J. dos tempos áureos, mas não para o de hoje, cujo melhor highlight recente foi um knockdown em Dennis Siver. Os dois parecem um tanto perdidos na luta em pé e podemos ter uma cômica onda de golpes aleatórios e pouca defesa.

Como temos especialistas no jiu-jítsu, será que ambos vão fugir do chão? Ou nem existe mais espaço para pensar e eles vão buscar uma finalização a qualquer custo?

Oremos pela segunda opção, pois assim até que pode ser divertido.

Card completo

Jon Jones x Alexander Gustafsson
Cris Cyborg x Amanda Nunes
Carlos Condit x Michael Chiesa
Ilir Latifi x Corey Anderson
Chad Mendes x Alexander Volkanovski
Andrei Arlovski x Walt Harris
Cat Zingano x Megan Anderson
Douglas Silva de Andrade x Petr Yan
B.J. Penn x Ryan Hall
Andre Ewell x Nathaniel Wood
Uriah Hall x Bevon Lewis
Curtis Millender x Siyar Bahadurzada
Brian Kelleher x Montel Jackson

Vale assistir?

Só em termos a revanche de Jones x Gustafsson, sem dúvida a melhor luta já ocorrida pelo título da categoria meio pesado, já valeria a conferida. Bones pode ser o caos em pessoa, mas o UFC precisa de uma estrela como ele.

A atração ganha mais peso com Cyborg x Amanda. Se não for a luta mais importante feminina da história do Ultimate, é a de maior impacto. Já tivemos a estreia de Ronda Rousey, o lutão Valentina x Joanna, mas pela primeira vez teremos o embate entre duas campeãs.

Se o card principal tem um duelo crucial para o futuro da carreira de ambos (Condit x Chiesa), uma colisão entre dois fortes wrestlers (Latifi x Anderson) e um encontro de geração dos penas (Mendes x Volkanovski), a porção preliminar também está caprichada.

Destaque para o ótimo encontro entre as strikers Cat Zingano e Megan Anderson, encaixado para ter alguma suplente para a luta do título, mas, que pode apontar a próxima desafiante para a vencedora do co-evento principal.

Também estão por ali vários duelos animados, incluindo até o “Homem-Ambulância”, Uriah Hall, escondido na terceira luta do card, contra o ex-Contender Series Bevon Lewis. O ótimo peso galo russo Petr Yan também dá as caras, agora contra um ranqueado, o brasileiro Douglas D’Silva.

Se os aposentados em atividade B.J. Penn e Andrei Arlovski não geram tanto interesse, pelo menos movem a curiosidade sobre o desempenho. Enquanto isso, Millender x Bahadurzada e Ewell x Wood prometem ser lutas das boas para quem curte pancadaria.

Sendo assim, até se você tiver viajado com a família para desfrutar do réveillon na tranquilidade da praia, merece levar o notebook para assistir ao evento na véspera (mas não apelem para os links malignos!).

Se ficar por casa, usa a desculpa de que está se resguardando para a festa da virada.

Então, em clima dos anos 90 quando era anunciado um “pacotão” de filmes que seriam exibidos na TV aberta no ano que chega, aqui vai algumas atrações já confirmadas para 2019:

Henry Cejudo x T.J. Dillashaw; Robert Whittaker x Kelvin Gastelum; Anderson Silva x Israel Adesanya; Raphael Assunção x Marlon Moraes 2; José Aldo x Renato Moicano; Cain Velásquez x Francis Ngannou; Robbie Lawler x Ben Askren; e muito mais!

Fiquem ligados nas novidades do Sexto Round em 2019 e feliz ano novo!

  • Julio Varoni

    Na teoria tem tudo para ser o melhor UFC do ano.
    Mas acho que na prática não veremos muitas surpresas.

    • Thiago Sampaio

      No papel, compete com o UFC 225 e o 226 entre os melhores cards de 2018. Pelo menos na teoria.

      • William Oliveira

        224 e 229 foram os melhores pra mim. UFC 228 fenomenal também.

        UFC 226 teve a pior luta do ano no co main event, acho que só isso já deveria desqualificar haha

        • Thiago Sampaio

          Sim, mas falei das lutas no papel, antes delas acontecerem…haha

          Ngannou x Lewis, no mínimo, prometia um nocaute de algum dos lados, mas tivemos aquela vergonha. E até a véspera, o co-evento do UFC 226 seria Holloway x Ortega.

          • William Oliveira

            Ah sim, perdão. Achei que o “no papel” se referia exclusivamente ao 232.

            Verdade, o 226 prometia demais mas acabou sendo um desastre, um lutão caiu, outro flopou total, e o main event com todo aquele teatro no final, foda.

  • Shotokan Karate

    Na torcida pro Gustafsson quebrar a cara do aspirador de pó. Entre as gurias não vai ser uma luta mas sim uma execução da Cris pra cima da Amanda kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Saulo Henrique

      É, a leoa pediu né. .
      Espero que não se “engasgue” com a Cyborg,mas as chances são altas.

  • Douglas Karpinski

    Aguardo esse card a 5 anos, mesmo antes dele existir, sim a revanche do Gustaffson contra o Jones e de premio o massacre (creio eu) da Cyborg, que de todas as lutas pra mim a que esta mais facil de prever, categoria é dela e depois da amanda pode começar a procurar homem pra enfrentar ela, pq a mina bate demais, técnica com força e preparo fisico impecavel realmente Jason parrilo esculpiu um diamante….

  • Nathan Dreak

    Acho engraçado essas análises que colocam o Jon Jones “impecável dentro do octógono”, como diz o texto, e com “problemas fora do octógono”. Como se as substâncias com as quais ele foi pego não afetassem seu rendimento dentro do octógono. Como se fossem uma espécie de substâncias que aumentam os músculos esteticamente mas não alterassem seu desempenho.

    Ah, façam-me o favor. O cara foi pego, repetidamente, trapaceando para aumentar sua performance. Que deixem a cocaína, supostamente recreativa o atropelo de grávida, mas incluir anabolizante no extra octógono é demais. Bizarro esse texto. Só isso pode ser dito.

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