Vale Assistir? As leituras dinâmicas
do TUF 28 Finale e UFC Adelaide

Thiago Sampaio | 29/11/2018 às 16:40

Nem todo mundo teve ânimo para acordar às 6h da manhã de sábado para conferir o último evento, na China. Mas para compensar, neste fim de semana o UFC traz não só um, mas dois cards bem promissores.

Na sexta-feira (30), tem o The Ultimate Fighter 28: Heavy Hitters Finale, a partir das 21h30 (horário de Brasília), no teatro Pearl, localizado no Palms Casino Resort. Sem tanta plateia, o que já é comum desse tipo de evento.

Na luta principal, Rafael dos Anjos e Kamaru Usman se enfrentam podendo definir futuros confrontos decisivos da categoria dos meio médios. Além dessa, claro, terão as finais do TUF 28, nas divisões peso pena feminino e pesado.

No sábado (1), acontece o UFC Fight Night 142: dos Santos vs. Tuivasa, a partir das 22h (horário de Brasília), que acontece na Adelaide Entertainment Center, em Adelaide, na Austrália.

Na luta principal, o ex-campeão dos pesos pesados Júnior Cigano enfrenta o atleta da casa, invicto, Tai Tuivasa. No co-main eventMaurício Shogun encara o promissor Tyson Pedro, pelos meio pesados.

Entre muitas atrações, veremos a última luta do contrato de Mark Hunt no UFC. Num combate bem vencível, diga-se de passagem.

Mas vamos lá aos destaques!

Não tem vida mole para o Rafa

Rafael dos Anjos (28-10, 17-8 UFC) não foi bem sucedido na tentativa de faturar cinturões de duas categorias diferentes, perdendo para Colby Covington. Sem a vontade de sair da parte da frente da fila, caiu para ele outro wrestler bem encardido: Kamaru Usman (13-1, 8-0 UFC).

Depois que optou por subir da divisão dos leves, onde foi campeão, para os meio médios, vinha de três vitórias bem convincentes, sobre Tarec Saffiedine, Neil Magny e Robbie Lawler, ganhando o direito de disputar o título interino.

Mas contra o falastrão Covington, não conseguiu impor o seu jogo. Foi abafado pela pressão do americano, que tem um excelente wrestling, e teve dificuldade até na trocação. Até surpreendeu em alguns momentos levando para o solo, mas não foi suficiente.

Após a derrota por decisão unânime, recebe em seguida o quinto do ranking, vindo de nada menos que 11 vitórias em seguida e que até ficou como “estepe” para a última disputa do cinturão da divisão até 77kg, entre o campeão Tyron Woodley e Darren Till, no UFC 228.

Campeão do TUF 21 em cima de Hayder Hassan, Kamaru Usman engrenou triunfos de forma até tranquila sobre Leon Edwards, Alexander Yakovlev, Warlley Alves, Sean Strickland, Serginho Moraes, Emil Weber Meek e Demian Maia.

All-American em wrestling da divisão II da NCAA, é forte como um touro para travar qualquer adversário sem permitir espaço e tem um ground and pound pra lá de eficiente. Tem feito valer o apelido de Nigerian Nightmare.

Contra Demian, por exemplo, mostrou que sabe fazer o suficiente para evitar a queda de um jiu-jiteiro de altíssimo nível e resolver em pé mesmo.

O brasileiro mostrou evolução imensa na luta em pé, desde quando treinava na Kings MMA, além de ter morado um período em Singapura, onde aperfeiçoou o muay thai. Não tem como negar que há tempos ele é um lutador completo!

E vai precisar usar todas as ferramentas para furar o bloqueio de Kamaru, se movimentando bastante e mantendo o combate na distância. Ainda assim, vai ter que limitar bastante os chutes para evitar as (praticamente inevitáveis) derrubadas.

Kamaru não tem a melhor trocação do mundo, mas ainda é melhor do que a de Covington, contando também com maior potência. RDA pode até tentar tirar cartas na manga e tentar fazer valer a sua faixa preta de jiu-jítsu, como fez na luta anterior, mas não será fácil.

Por conta da mistura de labirinto estratégico e força bruta, o nigeriano desponta como favorito. Ainda assim, não podemos menosprezar Rafael, que com apenas 1,75m, mostrou ser uma ameaça real numa divisão em que é menor do que quase todos.

Pedrinho e seus degraus ardilosos

É fato que a divisão dos galos é uma das mais empolgantes da atualidade. Mas pouco se fala em Pedro Munhoz (16-3-0-1, 6-3-0-1 UFC) como um nome a brigar lá em cima. Tanto que jogaram para ele um sumido, mas ainda perigoso, Bryan Caraway (21-8, 6-3 UFC).

Pedrinho vinha em ótima fase, com quatro vitórias consecutivas, sobre Russell Doane, Justin Scoggins, Damian Stasiak e Rob Font, até perder por split-decision para John Dodson. Mas na última, venceu o bom Brett Johns com propriedade, numa decisão tranquila.

Ex-campeão do extinto Resurrection Fighting Alliance (RFA), o brasileiro tem mostrado cada vez mais um muay thai seguro, trocando quase em nível de igualdade com todos os adversários.

Faixa preta de jiu-jítsu, apresenta um perigo ainda maior na luta agarrada. Das 16 vitórias, nove foram por finalização e tem uma guilhotina que não pode bobear, se não ele pega o pescoço.

Pelo bom retrospecto, ele que merecia um adversário melhor ranqueado. Caraway até já foi visto como um possível desafiante, mas os quase dois anos afastado e o retorno com derrota por decisão dividida para Cody Stamann o puxaram para baixo.

Teria o veterano de 34 anos caído num declínio após terminar o longo relacionamento com a musa Miesha Tate, que depois engravidou do ex-TUF (vulgo anônimo) Johnny Nuñez? Nada confirmado, mas, qual homem não entraria entraria em depressão com um baque desse?

Ainda assim, o Kid Lightning tem boas vitórias sobre Érik Pérez, Eddie Wineland e o na época invicto Aljamain Sterling. Perdeu para um embalado Raphael Assunção, mas, ainda assim, sempre vendeu caro suas derrotas.

Trata-se de um wrestler de bom nível que tem justamente na luta agarrada como especialidade. Das 21 vitórias, nada menos que 17 foram por finalização. Também tem uma trocação justa, ainda que a utilize quase sempre com o intuito de encurtar e agarrar.

O ex-Sr.Tate é um nome a ser respeitado, mas a fase do brazuca é melhor. Se o americano não conseguir amarrar, fazer pressão na grade e capitalizar nos golpes curtos, a tendência é que Munhoz fique sempre um passo à frente na luta.

Tops de uma categoria que pode acabar

Quando a categoria dos moscas foi anunciada, Joseph Benavidez (25-5, 12-3 UFC) era apontado como possível campeão dominante. Ele não chegou ao posto e a divisão pode nem existir em 2019, apesar de lutar contra o promissor Alex Perez (21-4, 3-0 UFC).

Benavidez já disputou o cinturão dos galos do extinto WEC, perdendo por decisão dividida para Dominick Cruz. Tentou a chance duas vezes ao título dos moscas no UFC, mas perdeu ambas para o monstrinho Demetrious Johnson.

Vinha de seis vitórias em seguida, sendo a última contra o atual campeão Henry Cejudo, numa split-decision contestada. Passou um ano e meio inativo e retornou sendo superado por Sergio Pettis, também por decisão dividida, visivelmente sentindo a falta de ritmo.

Perez, prospecto de 26 anos e sem perder há oito lutas, viu a oportunidade de enfrentar o ex-desafiante depois que Ray Borg deixou o combate contra Benavidez no card de 25 anos do UFC, em Denver. É a chance de ouro (mesmo que de maneira precipitada) para mostrar o seu valor.

Surgiu no Dana White’s Contender Series finalizando Kevin Gray com uma anaconda choke e, depois, venceu Carlos John de Thomas, Eric Shelton e Jose Torres com atuações que não deixaram a desejar.

E aqui temos um embate entre dois bons nomes de uma categoria que podem ficar sem rumo, já que, com o acordo de troca de Demetrious com Ben Askren junto ao One FC, tudo indica que a divisão dos moscas será desfeita.

O Joe-Jitsu, que carrega junto a Chad Mendes e Urijah Faber o peso de eterno vice da Team Alpha Male, é um lutador de poucas brechas. Tem uma trocação de qualidade, apesar de a especialidade ser o jiu-jítsu.

Se não sentir de novo o condicionamento físico, tem boas chances de levar. Não só pela experiência, mas por ser um atleta completo que sabe levar o combate para a área em em tem mais chances de acordo com o desenrolar.

O jovem é um típico wrestler com carreira universitária, que começou cedo no MMA treinando de tudo. Desenrola bem em pé e mostrou punch contra adversários medianos. Tem 11 vitórias por decisão, seis por finalização e quatro por nocaute.

Se quiser vencer, deve estar com a luta agarrada em dia e abafar para não abrir espaço. Deve se arriscar um pouco na troca de golpes e deve causar alguns danos. Mas não vai ser tão fácil dominar contra alguém tarimbado como Benavidez.

Mas qual será a motivação desses baixinhos?

Alto risco, baixa recompensa

A categoria dos pesados até que está se movimentando, mas ainda é uma incógnita quem será o próximo desafiante. Correndo contra o tempo perdido, Júnior dos Santos (19-5, 13-4 UFC) mostra serviço, desta vez contra o garotão Tai Tuivasa (8-0, 4-0 UFC), na luta principal de Adelaide.

Depois que foi nocauteado na revanche com Stipe Miocic em duelo valendo o título, o ex-campeão da categoria foi notificado pela USADA por suspeita de uso do diurético hidroclorotiazida.

Por ter colaborado com as investigações, que envolviam uma farmácia de manipulação, recebeu suspensão reduzida de seis meses. Retornou fazendo uma luta principal contra o estreante Blagoy Ivanov e venceu por decisão unânime, numa atuação segura.

Desafiou Miocic para uma trilogia, pediu Derrick Lewis, mas o que conseguiu foi Tuivasa, jovem de 25 anos, invicto na carreira e com apenas três lutas no Ultimate. E ainda vai lutar em casa, contando com a torcida ao seu favor.

O Bam Bam, que tem carreira profissional no boxe e no kickboxing, chegou ao UFC nocauteando Rashad Coulter com uma bela joelhada voadora no primeiro round. Depois, apagou Cyril Asker com uma sequência de socos e cotoveladas, também na primeira etapa.

No maior desafio da carreira, enfrentou o experiente, porém decadente, ex-campeão Andrei Arlovski. Venceu por decisão unânime (a primeira luta dele que foi para as papeletas), num resultado até apertado e questionado pelo bielorusso.

Será que o gordinho, que tem armas tatuadas no traseiro e gosta de beber cerveja no sapato, ter recebido um Cigano faminto por resultados foi um passo maior do que a perna? Talvez.

O australiano já mostrou ser um striker perigoso, que bate forte e pode derrubar qualquer um se encaixar suas variadas combinações de socos, chutes, cotoveladas e joelhadas. Mas falta a ele currículo. Arlovski é um aposentado em atividade e ele sofreu para vencer.

O brasileiro é conhecido pelo ótimo boxe e o poder de nocaute. Mas nos últimos triunfos, contra Ben Rothwell e Ivanov, lutou de maneira estratégica, se movimentando bastante, batendo e saindo, aproveitando os contragolpes.

Se fizer o mesmo, buscando o nocaute quando surgir a oportunidade, intercalando às vezes com chutes, tem boas chances de levar. A dúvida é se vai voltar a cometer os erros de permitir ser encurralado na grade. Contra um moleque brigador, pode ser fatal.

O problema para Cigano é que, mesmo em caso de vitória, vai seguir longe de um novo title-shot. No máximo, ganha moral para barganhar um maior desafio na próxima.

Caso de vida ou morte para Shogun

Se na luta principal temos um duelo de gerações, neste co-evento temos um caso ainda mais extremo. Maurício Shogun (25-11, 9-9 UFC) tenta provar que ainda tem lenha para queimar contra o Tyson Pedro (7-2, 3-2 UFC).

Nosso amigo da sunga branca até ganhou uma sobrevida na carreira e chegou a ser apontado como possível desafiante da categoria 93kg em pleno 2018 (!), vencendo em seguida Rogério Minotouro, Corey Anderson e Gian Villante.

Mas a frequência era de apenas uma luta por ano, o resultado por decisão dividida em casa contra Anderson foi bem duvidoso e passou perrengue contra o limitado Villante.

Depois, recebeu Anthony Smith na luta principal do UFC Hamburgo, em julho deste ano, e foi nocauteado em pé em pouco mais de um minuto. Uma cena feia de se ver!

Indo na contramão, o Tyson Pedro ainda está galgando os passos na organização. Chegou com apenas quatro lutas como profissional finalizando Khalil Rountree. Também nocauteou Paul Craig e finalizou Saparbek Safarov.

Mas quando subiu um pouco o nível dos adversários, o rapaz de 27 anos se deu mal. Foi totalmente dominado por Ilir Latifi e, contra Ovince Saint-Preux, até conseguiu um knockdown, mas foi partir para a luta agarrada e acabou finalizado com uma chave de braço reta bem grosseira.

Nesse caso, a vasta experiência pode contar a favor do ex-campeão, ainda que o poder de absorção de golpes há alguns anos esteja mais do que duvidoso. Aquele cara com muay thai agressivo que foi campeão do GP dos médios do Pride não existe mais.

Lutando de maneira mais cautelosa, mantendo a distância, amassando na grade quando necessário e até derrubando, conseguiu resultados positivos. A técnica em pé ainda é apurada, ainda que a velocidade e os reflexos não sejam mais os mesmos.

O neozelandês Tyson também é eficiente na trocação, é faixa preta de karate kempo, sabe jogar bem nos contragolpes, mas sempre busca levar para o solo. Faixa marrom de jiu-jítsu, tem cinco das sete vitórias por finalização.

Por ser mais rápido, desenrolar em todas as áreas e contar com mais fôlego, o xará de Mike Tyson tem boa vantagem nas casas de apostas. Mas já vimos casos dessa juventude travar diante de “lendas” do esporte.

Hora de dar tchau, Hunt

E como estamos falando de lutador em fim de carreira, o card tem um que, literalmente, faz a sua despedida, pelo menos do UFC. É o caso de Mark Hunt (13-13-1-1, 8-6-1-1 UFC), que enfrenta o horrível Justin Willis (7-1, 3-0 UFC).

Aos 44 anos, com cartel empatado e o cérebro mais do que chacoalhado, o neozelandês venceu apenas Derrick Lewis nas últimas cinco aparições. Cumpre a sua última luta do contrato no Ultimate, perto de casa.

Perdeu por decisão para Brock Lesnar (resultado depois alterado para no-contest), foi nocauteado por Alistair Overeem, foi dominado por Curtis Blaydes e, na última, foi finalizado por Aleksei Oleiniki ainda no primeiro round.

Willis, que fisicamente é uma espécie de Tyron Woodley bastante fora de forma, é um cara jogado na medida para o Super Samoan pendurar as luvas com uma vitória. Até agora, não mostrou nada além de ser mais um peso pesado cheio de limitações.

O Big Pretty (sério, essa alcunha de “bonitão” só pode ser ironia oriunda de bullying da infância) passou pelo Strikeforce ainda no MMA amador, fez uma luta no WSOF e chegou no UFC com cartel apenas 4-1.

Estreou vencendo James Mulheron por decisão, depois nocauteou Allen Crowder e, na última, venceu o igualmente ruim Chase Sherman por pontos numa luta dolorosa de se assistir.

Mesmo de mal a pior, Hunt ainda é um cara perigosíssimo em pé. Se o soco entrar em cheio, qualquer um pode cair fora de sintonia e depois ele só se vira de costas e sai caminhando.

Com as costas no chão, o veterano do K-1 e do Pride sempre foi nulo. Sua preocupação sempre foi apenas não ir para lá e, antes, ele até evitava quedas relativamente bem, afastando as entradas com golpes de encontro. Mas nas últimas duas lutas, quase não ofereceu resistência.

Sorte a dele que Willis nunca enfrentou ninguém mais tarimbado e não mostrou muito mais do que também ter uma mão pesada, além de um preparo físico vergonhoso. Hunt não é muito diferente, mas tem uma bagagem bem maior.

Mas não se surpreendam se o Super Samoan, independente do resultado, apareça depois lutando num Rizin da vida…

Cards completos

TUF 28 Finale

Rafael dos Anjos x Kamaru Usman
Juan Espino x Justin Frazier
Macy Chiasson x Pannie Kianzad
Pedro Munhoz x Bryan Caraway
Darren Stewart x Edmen Shahbazyan
Ji Yeon Kim x Antonina Shevchenko
Rick Glenn x Kevin Aguilar
Joseph Benavidez x Alex Perez
Maurice Green x Michel Batista
Leah Letson x Julija Stoliarenko
Roosevelt Roberts x Darrell Horcher
Tim Means x Ricky Rainey
Raoni Barcelos x Chris Gutierrez

UFC Adelaide

Júnior Cigano x Tai Tuivasa
Tyson Pedro x Maurício Shogun
Mark Hunt x Justin Willis
Jake Matthews x Tony Martin
Suman Mokhtarian x Sodiq Yusuff
Paul Craig x Jim Crute
Yushin Okami x Alexey Kunchenko
Wilson Reis x Ben Nguyen
Keita Nakamura x Salim Touahri
Mizuto Hirota x Christos Giagos
Elias Garcia x Kai Kara-France
Damir Ismagulov x Alex Gorgees

Vale assistir?

Juntando os cards de sexta e sábado, temos um pacotão que daria um card único bem louvável. Dividido, pelo menos permite mais opções para os fãs.

Se aqui no Brasil o reality show The Ultimate Fighter não empolga há muito tempo (na verdade, nem lá fora), desta vez trouxeram lutas bem interessantes para o evento, diferente da maioria dos TUF Finale.

RDA x Usman poderia encabeçar qualquer card da TV aberta e figuraria no bolo principal dos eventos numerados. Afinal, define os próximos passos na corrida pelo título dos meio médios.

Além dela, Munhoz x Caraway é um bom choque de estilos, enquanto Benavidez x Perez tem tudo para ser um termômetro para o futuro dos atletas da divisão que vai se acabar, a dos moscas.

Além disso, tem a estreia oficial da irmã de Valentina Shevchenko, Antonina Shevchenko, após boa atuação no Contender Series. Tim Means x Ricky Rainey promete uma trocação animada e tem a volta do bom Raoni Barcelos, vindo de ótima estreia por nocaute.

No dia seguinte, a Austrália mais uma vez reserva casamentos que não decepcionaram. Será que Cigano ainda pode oferecer risco entre a elite dos pesados? Jogar o embalado Tuivasa para ele foi cedo? Veremos.

Tudo bem, Shogun não mobiliza mais o interesse como antes, mas fica a curiosidade sobre como ele vai se apresentar. Principalmente contra um cara novo e cheio de energia para tentar anotar a vitória mais importante da carreira. E a “despedida” de Mark Hunt não deixa de ser um atrativo!

Presença cativa nos eventos da Oceania, Jake Matthews deve fazer bom combate com Tony Martin. Se Yushin Okami não empolga, o adversário Alexey Kunchenko deve dar uma agitada na luta. Reis x Nguyen? Promessa de bom nível técnico.

Sendo assim, é possível escolher para assistir a um evento inteiro em um dia, ou mesmo antecipar as programações para chegar à tempo de conferir as principais lutas dos dois dias. Pelo menos as opções estão sortidas.

Se tiver que cumprir compromissos sociais, maratona no Netflix “The Kominsky Method”, com o Michael Douglas. São só oito episódios de 20 minutos cada que passam rapidinho e te farão refletir (e rir) sobre a chegada da velhice. Semelhante a de muitos nomes que vão lutar.

  • Alyson D’Gramont

    Aposto que depois dessa luta o Hunt vai para o ONE FC pra fazer mais umas duas ou três lutas e se aposentar.

    • Thiago Sampaio

      É possível. Mas ainda acho que o Rizin tem mais a cara dele, pois ele próprio é um saudosista do Pride.

  • Cleo Lima

    O card da Austrália vai ser de manhã, no horário local? 22h em Brasília?!?!?!

    • Thiago Sampaio

      Pelo visto, sim. Já é comum lá.

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