O método de Conor McGregor
#jornaleiroresponde

Renato Rebelo | 10/08/2018 às 13:52

Pessoal, nessa edição do #jornaleiroresponde, analisei o plano de carreira que Conor McGregor vem botando em prática desde os tempos de Cage Warriors.

O que podemos esperar do Notório pós-UFC 229?

Venham comigo!

  • Fernando Ribeiro
  • bedotRJ

    A linha de raciocínio está perfeita. Frouxo, do ponto de vista físico, atlético, de competição, ele não é de jeito nenhum. Só acho que poderia ter sido acrescentado um aspecto que é a hiper-proteção a respeito das vontades pessoais do sujeito. Em alguns momentos da trajetória, antes dele se tornar maior do que o evento, o UFC deveria tê-lo colocado em uma posição menos confortável, onde ele tivesse muito a perder e quase nada a ganhar. Cito pelo menos três: após vencer o Aldo, ele deveria conceder revanche imediata; após perder para o Diaz, ele não deveria ter ganhado a revanche; e após vencer a revanche, ele deveria ter feito um title-eliminator com 70kg contra um top contender (Ferguson ou o próprio Khabib). Pode-se alegar que ele, com seu talento mercadológico, criou essa situação para si. Mas não deixa de ser uma série de privilégios que, se concedidos a outros, poderiam tornar esses outros tão famosos e rentáveis quanto o próprio McGregor. Acho que esse asterisco precisa sim fazer parte das discussões sobre ele.

    • Tairon de Oliveira

      Lembrando que o UFC é uma empresa. Não é política deles ficar agradando o fã hardcore que acha que o Aldo tinha que ter uma revanche. A política é fazer o maior número de PPV/bilheteria possível e o Aldo nunca foi um grande vendedor.

      • bedotRJ

        O próprio UFC tem hábito de conceder revanche imediata a todo campeão dominante – às vezes nem precisa ser dominante como vimos recentemente entre Dillashaw e Garbrandt. A questão aqui não é discutir se o fã hardcore está sendo atendido ou não, mas se o McGregor foi ou não imensamente protegido em sua trajetória, o que colocaria um asterisco na discussão sobre a suposta frouxidão do atleta. Eu acho que foi. A não realização da revanche com o Aldo é um dos elementos que sustentam a tese. Sobre o UFC ser uma empresa e precisar vender, isso é um fato. Resta saber se a lógica de super-proteger um atleta a ponto de torná-lo maior do que a própria empresa é comercialmente interessante no médio prazo. Talvez seja melhor ter um número maior de superastros, com todos devidamente controlados e lutando com frequência, do que ter apenas um que faz o que quer, quando quer e por quanto quiser.

        • Tairon de Oliveira

          O “X” da questão é: Na ponta do lápis, “proteger” o McGregor compensa pro UFC. É só ver os números de PPV desse ano e do ano passado (desconsiderando MayMac), comparando-os com os números de 2016 a coisa fica complicada.

          • bedotRJ

            Foi justamente por protegê-lo demais que o UFC perdeu o controle sobre ele e não pôde forçá-lo a estar presente rendendo para a empresa durante todo esse período. O saldo do exagero não me parece ter sido tão positivo assim.

  • Diogo Barbosa

    Quando escolheu Nate foram apresentadas outras opções pelo que me lembro, dentre elas ele pegou o cara que estava sem camp e que certamente cairia no dopping. Sobre o peso, não se tratou de “aceitar as condições de mais pesado etc” mas, sim de aceitar a única condição em que era possível lutar com o adversário mais fácil no momento, sem falar que isso permitiu com que ele lutasse em seu peso natural, não se desgastando para a balança.
    Floyd também não foi nenhum ato de coragem, pergunte pra qualquer calando na rua se ele aceitaria lutar contra May e verá que isso não é nada a se exaltar. Ao contrário, ele ainda teve a regalia do peso e das luvas.
    Outro ponto é que ele sempre pega lutas de forma que se perder haverá uma muleta, um bom exemplo foi enfrentar Khabib. Teve a oportunidade de enfrentá-lo como campeão defendendo a cinta , mas preferiu tirar férias, teve a oportunidade de lutar como desafiante e quase quebrou um ônibus pra isso. No primeiro caso, se vencer, defendeu seu cinturão, obrigação do campeão , e se perder “nem era tudo isso e blablablá”. Nos segundo, se vencer vira um mito, se perder “dois anos parado” “Khabib realmente é um grande lutador”.
    Em todo o resto não há o que discordar, o cara pegou altas pedreiras e é um puta lutador, só nessas duas supracitadas que acho que ouve um certo otimismo.
    Ressalto que nada disso (exceto chocar a cinta por dois anos) é errado ou diminui seus nocautes. Aliás, dentre tantos lutadores com o discurso bosta de “sou funcionário e luto com quem aparecer” a gerência de carreira do Conor deve até ser exaltada, só estou apresentando minha visão que é um pouco mais cética com os dois lados da moeda

    • Felipe

      e a revanche contra o Diaz ter sido em 77kg, foi o quê? Ninguém nem se lembra desse detalhe e ter exigido 70kg simplesmente não subtrairia nada do feito dele.

      • Diogo Barbosa

        Um bom motivo pra justificar uma derrota possível para o Algoz , afinal ele teria “perdido na categoria de cima pra um cara mais pesado”. Tendo perdido nos leves para um Nate Diaz da vida, como ficaria o apelo pro TS ?

    • Mauro

      Discordo um pouco.

      Me lembro que quando Conor aceitou Nate, muitos disseram que escolheram um oponente fácil. Nate, que vinha de vitória dominante sobre Michael Johnson, em pé. Um dos maiores finalizadores do peso leve, conhecido por sua resistência de golpes, de ótima envergadura e que já lutou nos meio médio, foi visto como luta fácil.

      Quando Faber disse que se ofereceu para lutar e Conor recusou, houve, no combate, até quem disse que Conor fugiu do Faber. Como se Faber fosse uma ameaça a mais a Conor.

      Não lembro quantos se ofereceram, só lembro do Nate é do cerrone. Nate vende mais que cerrone, então creio que foi por isso que Conor preferiu Nate.

      • Diogo Barbosa

        Tanto Cerrone quanto Pettis se prontificaram, Nate ainda não era alguém tão vendável não, passou a ser após essa luta.
        Você tem razão quanto a luta anterior do Nate, foi uma vitória convincente, mas tem que levar em consideração que o cara estava com três derrotas em cinco lutas, derrotas tão acachapantes quanto suas vitórias. É um cara completamente irregular.
        Ele ser finalizador não ajuda muito quando não tem um jogo de quedas, Conor escolheru sim a luta mais fácil naquele momento.
        Ressalto que isso não diminui os outros feitos como pegar Mendez em cima da hora (não é pra qualquer um), só estou balanceando.

    • Douglas Castilho

      Sério que você queria que o Conor voltasse logo em seguida após a luta de Boxe, com o Floyd cogitando uma luta no MMA?
      Notoriamente, agora que viu que essa luta não aconteceria, resolveu voltar a atividade pegando, na teoria, o pior adversário possível.
      Você queria também que ele assumisse a luta do UFC 223 pelo cinturão? Que piada. Queria promover uma luta desse tamanho em uma semana? Nem o Dana White é burro o suficiente para gastar sua maior estrela dando a ela um péssimo camp e poucas vendas de PPV (como vetou a luta contra Frank Edgar no UFC 222). Até o russo queria adiar em um mês para promover mais essa luta do UFC 229.
      Vou rir da sua cara se o Conor nocautear o Khabib, ainda mais que deve ficar chorando querendo uma revanche, o que é bem possível que o irlandês não dará.

      • Diogo Barbosa

        Não entendi o que é que tem a ver o que eu disse com o nocaute contra Khabib, se é pra rir, ria da piada que escreveu. Aliás , este é o problema de ser é fã: pegar algo, se ofender e desconstruir pra defender uma ideia.
        Melhor, diga onde está , ao menos implícito, que eu queria que Conor voltasse após a luta de Boxe (que aconteceu em 2017) e pegar Khabib no UFC 223?
        Amigo, o negocio é o seguinte, o vídeo do Renato dá a entender que pegar Nate nos meio-médios e lutar contra o Floyd foram atos de coragem, meu comentário faz menção à situação da época, quando dois lutadores mais capacitados (Cerrone, Pettis por exemplo) se ofereceram pra lutar na categoria atual e sequer foram cogitados, faz menção ao fato de até a tia da cantina aceitar lutar com Floyd e lembra que, pegar Nate era a opção mais favorável pois mesmo perdendo ainda teria apelo para um T.S, afinal “ele subiu para lutar”.
        Como disse ao fim, gerir a carreira não é problema algum, só não da pra exaltar uma bravura em eventos em que ela não ocorreu.
        Aliás, ele não voltou pra pegar o “pior adversário possível” voltou pra pegar o campeão, coisa que , novamente, qualquer um que está no MMA objetiva.

  • Malk Suruhito

    Quem for fã do Irlandês e de Game of Thrones, recomendo a série “Frontier” da Netflix, estrelada pelo Jason Momoa (Kharl Drogo, Aquaman) que tem na sua segunda temporada dum escocês que visualmente e a cada vez que abre a boca (ou faz alguma merda) parece ser uma homenagem ao Mcgregor. O nome é McTaggart e é interpretado pelo ator igualmente escocês Jamie Siver (que também fez GoT): https://uploads.disquscdn.com/images/7f0565444aff2b13581947d2d78ca0fc5eb9273dcb78aba3ffde27d9be629560.jpg

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