Vale assistir? A leitura
dinâmica do UFC Calgary

Thiago Sampaio | 26/07/2018 às 12:04

Ficou triste por esperar pela luta principal do último domingo e ver uma lenda brasileira sendo destronada em um minuto? Esse fim de semana tem outro ex-campeão buscando mostrar que tem lenha para queimar, além de uma aguardada revanche no main-event.

O UFC on Fox 30: Alvarez vs. Poirier 2 acontece a partir das 17h (horário de Brasília) deste sábado (28), na Scotiabank Saddledome, em Calgary, Alberta, Canadá.

Na luta principal, Eddie Alvarez e Dustin Poirier voltam a se enfrentar após aquele duelo que terminou sem resultado no UFC 211 por causa de joelhadas ilegais do ex-campeão do peso leve do UFC e do Bellator.

No co-main event, o brasileiro José Aldo encara pela primeira vez um desafio sem valer título na organização, com discurso de buscar o cinturão e encerrar a carreira, contra um faminto Jeremy Stephens, que está de olho num inédito title-shot.

Outro retorno importante é o da polonesa Joanna Jędrzejczyk, ex-campeã da categoria peso palha, que enfrenta Tecia Torres.

Apesar de o UFC realizar inúmeros cards no Canadá, essa é apenas a segunda passagem em Calgary. A primeira, no mesmo palco, foi no UFC 149, evento que sofreu várias baixas e, na luta principal, Renan Barão se tornou campeão interino do peso galo ao vencer Urijah Faber.

Mas vamos lá aos destaques!

Agora sem golpes ilegais, por favor

Quando Eddie Alvarez (29-5-0-1, 4-2-0-1 UFC) e Dustin Poirier (23-5-0-1, 15-4-0-1 UFC) se enfrentaram no UFC 211, em maio de 2017, o ex-campeão dos leves estava levando um tremendo atraso até aplicar joelhadas ilegais no segundo round, terminando em no-contest.

Os golpes, aparentemente intencionais, entraram em cheio e Poirier ficou sem condições de voltar. Poderia ter sido uma derrota por desclassificação para Alvarez, mas saiu no lucro ao terminar sem resultado. Desde então, eles não pararam de trocar provocações.

Depois disso, Poirier fez dois eventos principais. Venceu ambos por nocaute técnico com excelentes atuações, contra Anthony Pettis e Justin Gaethje, esta uma das melhores lutas deste ano até então.

Alvarez, que faturou o cinturão ao demolir Rafael dos Anjos e perder o mesmo nocauteado por Conor McGregor, só fez uma luta após tal no-contest. No UFC 218, em dezembro de 2017, tirou a invencibilidade do maluco do Gaethje com uma joelhada no terceiro round, em outra luta insana.

Depois de muita negociação, a revanche vai acontecer e eles vão ter cinco rounds para tirar asteriscos do confronto. De quebra, o vencedor vai ficar logo ali na beira de disputar o título que está com Khabib Nurmagomedov.

Se a primeira luta estava bem movimentada, a expectativa é de nada muito diferente aqui. Os dois atletas têm qualidade em pé, mostraram grande evolução nas últimas exibições e certamente vamos ter uma pancadaria das boas.

O The Diamond estava levando a melhor na primeira luta, contra um Alvarez abalado após a atuação pífia contra McGregor. Contra Pettis e Gaethje, manteve o estilo agressivo, porém, com muita precisão, explorando as brechas dos adversários.

Quando precisa, também tem um wrestling eficiente, que funcionou contra Joseph Duffy e Jim Miller. Mas na luta agarrada, o ex-campeão também do Bellator, campeão amador na luta olímpica, é ainda superior. Assim decidiu vitória apertadas, como contra Gilbert Melendez e Pettis.

Quando luta de maneira estratégica, trocando o necessário e intercalando com agarradas na grade, Eddie é um dos mais eficientes da categoria. Tudo bem, deu certo contra Gaethje saindo na mão o tempo todo, mas o estilo kamikaze do ex-WSOF o favorecia, o que não é o caso de Poirier.

Quem sair com a mão levantada, inevitavelmente vai pedir a cabeça de Khabib. Mas deve mesmo esperar, já que um certo irlandês já está de namoro com o russo há tempos e o encontro deve sair. Afinal, a empresa precisa vender pay-per-views.

Recomeço ou fim da linha para Aldo?

Se não acontecer alguma reviravolta, tudo indica que José Aldo (26-4, 8-3 UFC) fará a sua primeira luta no UFC sem valer título e com apenas três rounds. O embalado Jeremy Stephens (28-14, 15-13 UFC) é o teste de fogo para avaliar as pretensões do ex-campeão do peso pena.

A real é que paira a dúvida se Aldo está mesmo motivado para fazer uma nova corrida pelo título desde a derrota em 13 segundos para Conor. Até teve uma atuação segura em seguida, vencendo Frankie Edgar por decisão unânime, levando o cinturão interino.

Mas contra Max Holloway, foram duas derrotas acachapantes. Na primeira, no UFC 212, em pleno Rio de Janeiro, levou leve vantagem nos dois primeiros rounds, até ser engolido pelo volume de golpes no terceiro, perdendo o cinturão transformado em linear por nocaute técnico.

Estava com revanche marcada contra Ricardo Lamas, porém, ao ver Frankie Edgar sair da luta contra Holloway no UFC 218, em dezembro, pegou a vaga do desafiante ao título. O resultado foi parecido com o primeiro e até mais tranquilo para o havaiano.

O também veterano Jeremy Stephens, de 32 anos, sempre foi irregular no Ultimate, alternando vitórias e derrotas. Poucos esperariam que ele viveria a melhor fase nos dias de hoje, vindo de boas vitórias sobre Gilbert Melendez, Doo Ho Choi e Josh Emmett.

Um velho problema do Lil’ Heathen é partir para cima afoito, gastando o poder de nocaute que tem. Contra Choi e Emmett, deu inúmeros golpes no vento, gastando força e energia nos pombos sem asa no primeiro round, até encontrar o tempo e distância no segundo, conseguindo o nocaute.

Mesmo com background no wrestling, Stephens dificilmente amarra as lutas. Com chutes e joelhadas perigosas, algumas vezes arrancou o nocaute quando levava a pior, como contra Dennis Bermudez.

Se o duelo acontecesse nos tempos em que o manauara reinava na divisão até 66kg, Stephens provavelmente seria dominado sem dificuldade. Hoje, existe uma incerteza sobre qual Aldo vai se apresentar: aquele tático ou o que insiste em ser boxeador unidimensional.

Ele falou que viria renovado para a revanche contra Holloway, mas o que se viu foi ele buscando o nocaute com socos e recebendo uma metralhadora de contragolpes. Volta e meia ele dava declarações sobre se livrar do contrato com o UFC para seguir carreira no boxe.

Aquele que lutou contra Edgar no UFC 200, em julho de 2017, até deu indícios de que o velho campeão voltaria. Para vencer, vai precisar de cautela e usar o muay thai que o levou ao estrelato, investir nos contragolpes e minando com chutes baixos. Relembrar que começou a carreira no jiu-jítsu também não é má ideia.

Considerando que Aldo costuma estudar bastante o oponente no início, tem boas chances de mapear o jogo agressivo de Stephens. Mas se inventar de brigar até um dos dois cair, corre sérios riscos de o corpo estirado ser o dele. De novo!

Como a situação de Holloway é bem incerta e pode até não retornar tão cedo com sintomas de concussão, não vai surpreender se o vencedor deste duelo arrebanhar uma disputa de título (interino ou linear?) contra Brian Ortega.

“Eu voltei agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar”

Tá, diferente do Aldo, essa não é a primeira vez que Joanna Jędrzejczyk (14-2, 8-2 UFC) luta sem valer título no UFC. Mas a última vez que isso aconteceu com a polonesa foi no fim de 2014! Contra Tecia Torres (10-2, 6-2 UFC), ela se coloca de novo nos trilhos rumo ao título.

Campeã mais dominante da categoria peso palha, Joanna faturou o cinturão em 2015 ao bater Carla Esparza e fez cinco defesas bem sucedidas, uma a menos do que Ronda Rousey fez no peso galo. Parecia que ela iria reinar com sobras na divisão até se deparar com Rose Namajunas.

Em novembro de 2017, no UFC 217, Thug Rose nocauteou a polonesa em apenas três minutos, numa das maiores surpresas do ano. A revanche imediata aconteceu em abril deste ano, no UFC 223, e Namajunas voltou a vencer, desta vez por decisão unânime num duelo equilibrado.

A ex-campeã revoltadinha reclamou do resultado e até se especulou que ela poderia subir para o peso mosca e reencontrar a antiga rival do muay thai, Valentina Schevchenko, que a venceu três vezes. Mas ela optou por seguir na divisão e tentar buscar o ouro de volta.

Tecia nunca chegou a disputar o título, apesar de sempre figurar ali na parte de cima do ranking. Também perdeu para Namajunas em 2016, mas depois venceu Bec Rawlings, Juliana Lima e Michelle Waterson. Na última luta, perdeu por decisão para Jéssica Andrade.

Apesar de a companheira de Raquel Pennington ter o seu valor, difícil não colocar Joanna como franca favorita nesse duelo. Diferenciada na trocação, ela vai crescendo ao longo dos rounds com volume de golpes e um gás interminável.

Conta com boa defesa de quedas, lembrando que venceu duas vezes Cláudia Gadelha. A tendência é que tenha um começo lento e ainda pelo final do round inicial, inicie um festival de socos de ângulos diferentes, chutes frontais, joelhadas e cotoveladas.

A Pequena Tornado (quem inventa esses apelidos?!) tem um jogo bem mais pragmático. Faixa preta de karate e taekwondo, sabe jogar nos contragolpes e explorar os erros da adversária com bons chutes e golpes de encontro. Das 10 vitórias da carreira, nove foram por decisão.

O estilo de Tecia até parece chato pela falta de urgência, mas até nas derrotas para Rose e Bate-Estaca, deu bastante trabalho. Ainda assim, a diferença de nível técnico para ex-campeã é grande.

A atual campeã está sem previsão de retorno e, por isso, o cenário para a vencedora desta luta é uma incógnita. Até porque Jéssica Bate-Estaca e Karolina Kowalkiewicz se enfrentam no UFC 228, em setembro, de olho também na vaga de desafiante.

Pra cavar ponto na rabeira do ranking

Foi necessário Olivier Aubin-Mercier (11-2, 7-2 UFC) vencer quatro lutas em seguida para entrar no ranking da categoria do leves. E já saiu! Para Alexander Hernandez (9-1, 1-0 UFC), bastaram 42 segundos para figurar na 13ª posição. E continua lá.

Representante do Canadá do card principal para levantar a torcida, Mercier vem de boas vitórias sobre Thibault Gouti, Drew Dober, Tony Martin e Evan Dunham. Dessas, apenas contra Martin foi por decisão. Contra o veterano Dunham, conseguiu o primeiro nocaute da carreira.

O jovem Hernandez, de 25 anos, só fez uma luta pelo Ultimate. Foi chamado de última hora para enfrentar o experiente Beneil Dariush, no UFC 222, em março, substituindo o lesionado Bobby Green. Era total azarão, mas acabou desligando o iraniano em apenas 42 segundos.

Antes total desconhecido, o ex-campeão do Hero FC faturou ali o bônus de Performance da Noite, já adentrou o ranking e não saiu mais, mesmo com vários outros lutadores que vêm em sequência de bons resultados, inclusive o seu adversário.

O canadense, vice-campeão do TUF Nations: Canadá vs. Austrália em 2014, vem empolgado após o nocaute sobre o ex-ranqueado Dunham, porém, já mostrou ser um tanto atrapalhado na trocação, exibindo muitas brechas. Porém, é muito efetivo no chão.

Faixa preta de judô e marrom de jiu-jítsu, o atleta da Tristar Gym derruba com certa facilidade e tem bom controle no chão. Das 11 vitórias da carreira, oito foram por finalização (sete com mata-leão). Nas casas de apostas, está sendo apontado como favorito.

Apesar da excelente estreia, Hernandez ainda não mostrou do que é capaz em competições de alto nível. Certo, bateu um ótimo lutador, mostrou que tem poder de nocaute, mas foi muito pouco tempo para colocá-lo como uma promessa de peso da categoria.

Das nove vitórias, quatro foram por nocaute, duas por finalização e três por decisão. Praticante de wrestling desde a infância, se tornou campeão estadual e nacional na luta olímpica. Faixa roxa de jiu-jítsu, também disputou competições na arte suave.

É um lutador completo, talentoso, porém, pouco testado. Mercier, que já tem nove lutas na companhia, é o desafio na medida para medir o quão longe ele pode chegar.

Boca fechada não entra mosca?

Muito se fala sobre a ausência de novos nomes na categoria dos moscas, já varrida pelo campeão. Pois fiquem de olho em Matheus Nicolau (13-1-1, 3-0 UFC), um cara que pode fazer bagunça entre os grandes e recebe o duro Dustin Ortiz (18-7, 7-5 UFC).

Após participação sem brilho no TUF Brasil 4, quando integrou o time de Shogun, Matheus não teve vida fácil no Ultimate, mas tem feito a parte dele. Estreou finalizando o ex-colega da casa, Bruno Korea, com um triângulo de mão.

Logo em seguida, foi jogado para ser escada para o ex-desafiante ao título da categoria, John Moraga, mas lutou de forma bastante inteligente e venceu por decisão dividida. Parecia que iria percorrer um caminho rápido ao topo, porém, foi flagrado pela USADA.

Foi suspenso por um ano pelo uso da substância anastrozol, metabólico com a função de impedir a transformação de testosterona em estrogênio. Segundo ele, nunca usou nada ilegal e foi vítima de algum golpe. Mas cumpriu o período sem lutar e sem reclamar.

Retornou contra Louis Smolka, outro lutador com nome reconhecido na organização, mas que vinha de derrotas. Mostrou propriedade com um boxe bem justo e controlou as ações, vencendo por decisão unânime.

Atleta da Nova União, Nicolau é um atleta que não fica na zona de conforto e sempre busca novos conhecimentos. Passou um tempo nos Estados Unidos aperfeiçoando o wrestling na Jackson Wink, treinou boxe na Wild Card Boxing Club, academia de Manny Pacquiao.

Ortiz é o adversário que, apesar de ter apenas 29 anos, é muito experiente, com passagens por eventos como RFAKOTC e Strikeforce. No Ultimate, sempre foi um cara perigoso que sempre esbarrava num revés quando parecia que ficaria perto de uma disputa de título.

As derrotas para Moraga, Joseph Benavidez, Jussier Formiga, Wilson Reis e Brandon Moreno deram uma pausa nas pretensões. Mas vem de duas ótimas vitórias, um nocaute em 15 segundos sobre Hector Sandoval (o mais rápido da categoria) e por pontos contra o brasileiro Alexandre Pantoja.

Atleta da Roufusport, Ortiz é um cara que bate forte para essa categoria, tem sete vitórias por nocaute e quase sempre parte para a troca de golpes. Como bom wrestler de origem, quando precisa, leva para a luta agarrada. Tem quatro vitórias por finalizações.

Com as devidas proporções, é o perfil que Matheus passou pelo Moraga. O brasileiro é oriundo do jiu-jítsu e, como típico funcionário da Nova União, tem evoluído bastante na trocação. Tem quatro vitórias por nocaute e quatro por finalização.

Podem se preparar para um duelo de nível elite dos moscas entre dois caras rápidos que vão partir para trocar golpes.

Se estiver levando a pior, Ortiz deve tentar derrubar, mas o brasileiro tem melhorado cada vez mais a defesa de quedas, além do potencial para arrancar finalizações.

Não entre na onda de que luta entre levinhos não tem graça!

Card completo

Eddie Alvarez x Dustin Poirier
José Aldo x Jeremy Stephens
Joanna Jędrzejczyk x Tecia Torres
Alexander Hernandez x Olivier Aubin-Mercier
Jordan Mein x Alex Morono
Kajan Johnson x Islam Makhachev
Hakeem Dawodu x Austin Arnett
Gadzhimurad Antigulov x Ion Cuțelaba
John Makdessi x Ross Pearson
Alexis Davis x Katlyn Chookagian
Dustin Ortiz x Matheus Nicolau
Randa Markos x Nina Ansaroff
Devin Powell x Alvaro Herrera

Vale assistir?

Os eventos da Fox geralmente são montados com uma atenção maior, incluindo lutadores com estilo empolgante. Este não foi diferente e, além da presença de dois ex-campeões dominantes, alguns combates podem ser decisivos nas corridas para títulos de diferentes categorias.

A primeira luta entre Alvarez e Poirier estava espetacular até as fatídicas joelhadas. O The Diamond queria tanto a revanche que desistiu de esperar por uma disputa pelo cinturão contra Khabib Nurmagomedov, até porque a concorrência com Conor é desleal.

Ver como Aldo vai se sair após as derrotas recentes e numa luta de apenas três rounds vai servir de parâmetro se ele pode mesmo voltar a ser campeão ou a aposentadoria em breve é mesmo um caminho sem volta. E o brigador Stephens é o tipo de adversário na medida para isso.

Joanna Jędrzejczyk sempre proporciona boas lutas e, mesmo estando alguns níveis acima de Tecia Torres, também passará por esse termômetro se quiser cavar uma terceira luta com a atual campeã.

O card preliminar possui alguns duelos que prometem ser animados, como o russo casca grossa Islam Makhachev, que é uma espécie de Khabib mais jovem e ainda em evolução, contra o mediano, porém em boa fase, Kajan Johnson.

Para quem reclama que a categoria dos meio pesados está devastada (de fato, está!), o vencedor de Gadzhimurad Antigulov x Ion Cuțelaba certamente vai chegar para fazer sombra aos envelhecidos e repetitivos nomes que estão no topo há anos.

Ortiz x Nicolau promete uma movimentação frenética entre dois caras muito técnicos. Os veteranos John Makdessi e Ross Pearson estão mais pra lá do que pra cá na carreira, por isso, uma luta entre eles é no ponto certo para termos um divertido embate na trocação.

Para quem curte lutas femininas, Alexis Davis e Katlyn Chookagian brigam para ficar logo ali na parte de cima do ranking dos moscas, enquanto a Sra.Amanda Nunes, Nina Ansaroff, recebe o desafio mais difícil do UFC se tratando de luta agarrada, a canadense Randa Markos.

Outra vantagem é que começa cedo, ainda no fim da tarde, possibilitando curtir a madrugada para quem não dispensa uma farra. E se for para reunir amigos, pode dizer que é para assistir o José Aldo, aquele que já passou na TV aberta e ganhou até filme!

E se quiser manter o clima de ação no domingo, vai conferir “Missão: Impossível – Efeito Fallout” nos cinemas. Além do Tom Cruise fazendo presepadas, está lá Henry Cavill e o famoso bigode que rendeu memes e piadas em “Liga da Justiça”.

  • Igor Barbosa

    Po, primeiro sábado em algum tempo que vou ficar em casa, queria que o evento fosse mais tarde, mas tá valendo rs.

    Aldo parece que já tá com a cabeça completamente fora do MMA, o que é uma pena. É um esporte que exige 100% de motivação o tempo todo… Sou muito fã do Aldo, mas honestamente, não consigo imaginá-lo vencendo essa. Vou torcer muito, mas acho que Stephens nocauteia, até com certa facilidade.

    Poirier x Àlvarez tem tudo pra ser espetacular. Sinceramente, espero que coloquem o McGregor contra um Nate Diaz e deixe a gente assistir essa categoria se desenvolver como merece. Seria legal demais ver o Poirier finalmente conseguindo uma mais do que merecida disputa de cinturão, apesar de achar que o Alvarez representa um risco maior pro Khabib.

    No mais, o card tá excelente!

    • Thiago Sampaio

      Sem dúvidas o vencedor de Alvarez x Poirier vai merecer uma disputa de cinturão. Mas como tudo indica que Khabib vai mesmo enfrentar o Conor em novembro, dificilmente esse vencedor vai esperar até quase a metade de 2019 para lutar pelo título. É provável que faça um title-eliminator com o Kevin Lee.

      • Igor Barbosa

        E ainda tem o Ferguson nessa brincadeira aí depois que se recuperar da cirurgia. Tá um rolo só essa categoria.

        • Thiago Sampaio

          Bem lembrado. Ferguson era campeão interino que viraria linear se tivesse vencido o Khabib em abril. Mas tropeçou no maldito cabo! Haha

          Mas assim que voltar certamente é um nome que vai estar ali entre os cotados.

    • Shotokan Karate

      Se o Alvarez já se borrou igual a uma galinha pro palhaço imagina diante do Khabib que não duvido que intimide até o gordinho bom de briga Daniel Cormier…

      • Thiago Sampaio

        Cormier e Khabib são companheiros de treino na AKA. Apesar da diferença enorme de peso (eu diria que uns 30kg), os dois devem praticar uns treinos divertidos de wrestling.

        • Shotokan Karate

          E acho que o Cormier deve ter medo de fazer sombra com o Khabib. O russo tem sangue nos olhos no último…

          • Thiago Sampaio

            Acho que a palavra medo não combina com o Cormier…haha

          • Shotokan Karate

            Fiz o comentário mais pela capacidade do Khabib e o quanto ele é intimidador… Sou fã do gordinho bom de briga Daniel Cormier e o vejo como um belo exemplo a ser seguido…

          • Thiago Sampaio

            De fato, são dois monstros!

          • Mauro

            Seu último Camp foi com Cain. Disse que venceu miocic porque passou meses tomando soco do cain.

      • Petrus Radamés

        Sinceramente eu acho que é mentira que o Kabibi faz Sparring com o Cormier, a diferença de tamanho é gigante. Se for verdade ta explicado a quantidade de lesões do russo

      • Igor Barbosa

        Alvarez se borrou mesmo, mas o Khabib não é de provocar, por isso acho que o Alvarez pode render uma luta até interessante pro campeão.

        • Thiago Sampaio

          A atuação do Alvarez contra o McGregor foi totalmente atípica. Ele não costuma ser daquele jeito.

  • Leo Corrêa

    Vale assistir? Vale muito!

    • Thiago Sampaio

      Vale demais!

  • Shotokan Karate

    Torço pro Poirier pq peguei bronca do Alvarez por logo depois de ter feito um brilhante jogo de contragolpes contra o Rafael ter protagonizado um vexame contra o palhaço e por consequencia termos que aguentar suas palhaçadas. Quanto ao Zé Aldo de fato estamos diante de uma grande incógnita. Como ele vai estar depois de ter tomados dois atropelos feios diante do Holloway ? Uma vitória pode representar uma sobrevida ainda que leve pra ele na divisão. Do contrário é de se cogitar uma mudança.

  • Mauro

    Não faça Alvarez parecer que estava tomando um cacete, porque são meias verdades. Alvarez tomou um pau sim, e aguentou bem, Poirier se cansou, e começou o reverso. Alvarez aplicou as joelhadas, juntamente quando Poirier estava em quase posição fetal, tomando soco, e somente assim alvarez conseguiu aplicar a joelhada. Alvarez prejudicou apenas a si mesmo com aquela joelhada, estava perto de um nocaute em cima do cansado Poirier. Acho que nocauteia.

    Jeremy, depois que, na minha opinião, perdeu injustamente contra o moicano, voltou com sangue nos olhos. Creio que apaga o Aldo entre o primeiro e segundo round. Moicano, por sinal, deve está torcendo pro Aldo. Se Aldo vence numa luta chata, moicano vencendo o Swanson (não acredito), fica na boca do ts.

    • Thiago Sampaio

      Mas Alvarez estava mesmo levando a pior para o Poirier, não são meias verdades. Isso não apaga o fato que o ex-campeão tem queixo duro, aguenta muita pancada (aquela luta contra o Conor foi um ponto fora da curva) e começou a virar no final do segundo round. Poderia ter conseguido o nocaute ou não. Ou o Poirier poderia resistir, ambos iriam para o intervalo e o terceiro round estaria em aberto. Em todas as situações, são suposições sobre o que não aconteceu.

    • Daniel Rodrigo

      Stephens perdeu injustamente contra o Moicano? Que luta eu vi ?! Foi um 30×27 claro cara.

      • William Oliveira

        Esse cara é claramente um hater de brasileiros, nem perde teu tempo..

  • Yosvani bolt

    Que card incrível, 3 ex-campeões que buscam redimir-se e chegar ao topo como campeões dominantes e 3 lutadores que estão em ótima fase e lutam para mostrar que comseguem lutar contra os top da categoria e terem a oportunidade de lutar pelo título. José Aldo se quer se manter no topo como campeão vai precisar muito mais do que chutes refinados, vai ter que usar o seu jiu-jítsu, está na hora de mostrar o seu jogo no chão, quanto a Joanna espero que não se deixe alimentar pelo o orgulho e o ego que possui, precisa mostrar um jogo diferente também se quiser vencer.

    • Thiago Sampaio

      Os cards da Fox dificilmente decepcionam.

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